Investimentos em pesquisa devem praticamente zerar no Brasil em 2019

Mais uma notícia triste para a educação brasileira. E estamos apenas em fevereiro...

Se as coisas não foram muito bem para a área científica no Brasil no último ano, a tendência em 2019 é só piorar. De acordo com dados recentes revelados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o orçamento do órgão sofrerá uma redução de 33%. Isso significa que os investimento em pesquisas no país devem praticamente zerar.

 (Hannie Van Baarle/EyeEm/Getty Images)

Mario Neto Borges, presidente do Conselho, não está satisfeito com essa realidade, mas garante que poderia ser pior: caso não houvessem cortes na área de fomentação científica, talvez houvessem cortes pesados nos programas de bolsas de estudo, deixando jovens longes da universidade. Em 2019, o orçamento do CNPq deve cair de R$ 1.2 bilhão para R$ 800 milhões. “É um valor inaceitável”, diz Mario.

O Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão ponderou que ainda podem haver mudanças no orçamento final, mas o comitê do Conselho e os próprios estudantes não estão confiantes, já que o histórico da verba destinada a trabalhos de pesquisa científica no Brasil é triste.

Anualmente, dezenas de estudantes não conseguem dar continuidade a seus projetos por falta de apoio. Uma alternativa encontrada por muitos são as vaquinhas online, mas nem sempre é possível chegar ao valor estipulado. É o caso da Maria Pennachin que, aos 16 anos, criou um canudo biodegradável feito de inhame. Seu projeto foi selecionado para participar de uma feira de desenvolvimento nos Emirados Árabes, mas a estudante não recebeu apoio do Governo e o colégio não consegue arcar com todos os gastos. No site vakinha.com.br, ela pede ajuda para dar continuidade ao projeto de educação ambiental. Até o momento, a paulista conseguiu arrecadar 30% do seu valor final. A campanha de Maria se encerra em agosto.

No Brasil, toda ajuda e todo patrocínio são válidos, vide que o próprio Governo não tem verba para estimular os estudantes, incentivar a educação e o desenvolvimento do próprio país – mas o orçamento para incentivar familiares na política não falta, né?

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