Empresas que pagam menos a mulheres serão multadas na Islândia

Na luta contra a desigualdade entre homens e mulheres, país nórdico sai na frente mais uma vez.

Por Isabella Otto - 4 jan 2018, 12h25

Você sabia que, na Islândia, a desigualdade entre homens e mulheres praticamente não existe? E se antes as mulheres já ocupavam os mesmos cargos que os homens nas empresas, agora elas vão, finalmente, ganhar os mesmos salários!

iStock/LukaTDB/Reprodução

Parece muito estranho pensar que uma mulher, que ocupa o mesmo cargo que um homem, ganhe menos por simplesmente ser do sexo feminino, né? Mas isso acontece com mais frequência do que imaginamos – e em diversos países. Depois de muitas lutas feministas em prol de igualdade, a Islândia resolveu colocar a mão da massa. No icônico dia 1º de janeiro, o país nórdico aprovou uma lei que proíbe que mulheres ganhem salários menores que homens. A medida será aplicada em empresas com mais de 25 funcionários e quando os cargos em questão forem os mesmos.

Mas como isso vai sair do papel e se tornar eficiente na prática? Todas as empresas deverão tirar uma certificação especial do governo garantindo que naquele ambiente de trabalho não existe desigualdade salarial entre gêneros. Quem não tiver esse atestado, vai levar multa! “Precisamos garantir que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades no local de trabalho. É nossa responsabilidade tomar as medidas necessárias para conseguir isso”, anunciou Thorsteinn Viglundsson, ministro da Igualdade e Assuntos Sociais.

Reprodução/Reprodução

Com essa nova lei, a Islândia se torna oficialmente o primeiro país a tornar ilegal a desigualdade salarial entre homens e mulheres. As autoridades pretendem acabar com qualquer resquício dessa tradição histórica machista até 2022.

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Essa é a “Ilha de Gelo” congelando de vez o machismo. Viva 2018! o/

 

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