Em um relacionamento sério (e real)… Comigo mesma!

Enquanto o amor não acontece, continuamos sendo lindas, modernas, independentes, classudas e descoladas frigideirinhas (sem tampas) juntas. Combinado? <3

Por Da Redação - Atualizado em 17 ago 2016, 16h26 - Publicado em 12 jun 2015, 13h10

O restaurante estava repleto de casais apaixonados, das mais diferentes idades. Sentamos em uma mesa de canto, ao lado de um homem e de sua esposa. Ambos aparentavam ter uns cinquenta anos. Eles estavam de mãos dadas. Em cima de cada mesa, uma vela iluminava o local à meia luz. Na saída, cada mulher recebia uma rosa vermelha da recepcionista impecavelmente maquiada. Até os garçons sorriam de um modo diferente.

Esse foi o primeiro Dia dos Namorados que passei acompanhada… Da minha melhor amiga. Ela tinha acabado de ficar solteira e eu a arrastei para comer pizza. É claro que nenhuma das duas esperava se deparar com esse cenário de filme romântico. Ela ficou desesperada, mas eu decidi entrar no clima: fingi que minha bff era o meu date . Foi divertido! Era querida para cá, amorzinho para lá. Acho que até soltei um mozão no meio do jantar. E olha que a música do Lucas Lucco ainda nem existia!

Prazer, essa sou eu. Nunca passei um dia 12 de junho acompanhada de um namorado. Se eu trabalhasse em uma novela, estaria no mesmo núcleo que a Tatá Werneck: perde o bofe, mas não perde a piada (nem a esperança). Se a minha vida amorosa ganhasse uma adaptação para as telonas, se chamaria “Um Babaca em Minha Vida”. Nunca namorei. Fui enrolada durante anos por uma mesma pessoa. Tive (e continuo tendo) vários encontros fracassados. Fico me iludindo com comédias românticas e livros do gênero chick lit . Mas, ei, tô viva!

A verdade é que eu ainda não sei bem o que quero. Às vezes, dá vontade de namorar. Outras, de continuar solteira para sempre. Quando arrumo um date, desmarco por preguiça. Quero quem não me quer. Dou um jeito de espantar quem me valoriza. Depois, me pego choramingando pelos cantos. Adoro amores platônicos, mas nunca sei lidar quando eles se tornam reais . Sou indecisa, insegura e não consigo me entregar. Mas tem uma coisa da qual eu tenho absoluta certeza: não quero viver um romance fake de redes sociais . Não quero começar a namorar na semana do dia 12 e terminar na seguinte. Não quero gastar dinheiro com presente e receber flores só para atualizar o feed do Instagram. Não quero ostentar uma aliança caríssima no anelar direito e ter um ?relacionamento sério no Facebook?. Prefiro um anel de coquinho e um relacionamento na vida real. E nada de sério! Sempre preferi a zoeira, desde o meu primeiro Dia dos Namorados acompanhada. Lembra?

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Por isso, deixa a fossa, o recalque e o pote de sorvete para lá. Quer dizer, o pote fica. E o amor também. Mas, antes de tudo, preste bastante atenção naquilo que você NÃO quer. É o grande diferencial! Se ainda assim você ficar na dúvida, traz esse pote de sorvete para cá e vamos comemorar juntas! Porque a pessoa certa vai chegar, vai ficar e você nem vai precisar correr atrás dela ou perder tempo tentando mudá-la. E daí vai chegar o dia 12 de junho, o Natal, o Ano Novo, o Carnaval… E você nem vai perceber.

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