Agressões homofóbicas fazem garota desenvolver síndrome do pânico

"É muito importante para mim que minhas fotos sejam compartilhadas", disse Charlie Graham, de 20 anos, que garante só se sentir segura na casa da mãe

Pela sexta vez, a inglesa Charlie Graham, de 20 anos, foi agredida na rua por ser lésbica. Na ocasião mais recente, ela estava indo encontrar um amigo em Sunderland, na Inglaterra, quando foi surpreendida por dois homens. “Eu realmente me pareço com um menino e me comporto como um. Não há feminilidade em mim, mas não sou uma pessoa agressiva. Nunca abri a boca para ninguém”, disse em entrevista à publicação Mirror Online.

 (Reprodução/Reprodução)

Nada justifica os casos de homofobia já sofridos por Charlie, que hoje convive com a síndrome do pânico, tem recorrentes crises de ansiedade e só se sente segura na casa da mãe, Michelle Storey, que compartilhou as imagens da última agressão no Facebook. “Não vou mais a lugar nenhum sozinha”, lamentou a inglesa, que encoraja as pessoas a compartilharem suas imagens nas redes sociais. “É muito importante para mim que minhas fotos sejam compartilhadas, para que todos saibam que existem pessoas por aí que o atacarão por qualquer motivo, seja pela sua sexualidade, pela sua cor, pela maneira como você andar ou pelo modo como você se veste“, desabafou em entrevista.

Ao The Guardian, a polícia britânica afirmou que está tentando identificar os responsáveis pelas agressões. Charlie ficou com hematomas e teve sangramentos por todo o corpo, inclusive no rosto, como é possível ver nas imagens abaixo:

Em 2019, um casal de lésbicas foi agredido também na Inglaterra, dessa vez em Londres, dentro do transporte público. Elas se negaram a entreter um grupinho de adolescentes que ficaram mexendo com sua sexualidade e queriam que elas se beijassem para seu próprio prazer masculino. Elas disseram que não e foram espancadas. Meses após o episódio de homofobia ocorrer, os jovens agressores foram identificados e condenados por crime de ódio agravado pela Lei da Ordem Pública, acusação de roubo e de assalto.

A cada 16h, no Brasil, uma morte por homofobia é registrada, conforme relata levantamento realizado por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos, e publicados pelo portal UOL.

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