Como funciona o curso técnico? Ele pode ser um teste para faculdade?

Um orientadora profissional explica quais são os tipos de curso técnico que existem e se eles, eventualmente, podem substituir uma faculdade

Neste sábado (14/4), o programa Como Será?, da Rede Globo, mostrou a história do estudante Thiago Castellani, de 17 anos. Ele estava cheio de dilemas sobre o curso técnico que estava cursando e a faculdade. Eles não tinham muito a ver e isso estava deixando o jovem preocupado… Afinal, eles precisam conversar entre si? O curso técnico serve como um teste para a graduação ou é só uma extensão do ensino médio? Giselle Welter, orientadora profissional e consultora do quadro “Qual vai ser?”, tira as principais dúvidas sobre o assunto.

 (iStock/South_agency/Reprodução)

1. “O curso técnico precisa, necessariamente, já ter a ver com o curso que vou cursar na universidade?”
De acordo com a especialista, não. “O curso técnico é uma formação profissionalizante que permite que o jovem ingresse cedo no mercado de trabalho. Ele é visto como algo muito positivo pelos recrutadores, pois atesta experiência profissional quando o formato é no sistema dual, ou seja, integra teoria e prática em estágio”, explica Giselle.

2. “O curso técnico acrescenta alguma coisa na minha vida universitária? E na minha vida profissional?”
Na maioria das vezes, sim. Afinal, a postura do estudante que cursou um ensino técnico geralmente difere daquele que fez um ensino médio regular. “Muitas matérias lecionadas nas faculdades são ministradas também em cursos técnicos, porém isso não é uma regra. Mas ajuda na vida profissional, pois o jovem, desde cedo, já viu muita coisa na prática”, conta Giselle, que completa dizendo que o curso técnico pode até dar os mesmos ensinamentos que um estágio.

3. “O curso técnico pode ser considerado um teste para a faculdade?”
Com certeza, mas só se o jovem não mudar de ideia na hora do vestibular – o que é perfeitamente normal. Mas, de qualquer forma, ele vale como uma espécie de experiência profissional. Para muitos também é uma questão financeira, já que o curso técnico pode te inserir antecipadamente no mercado de trabalho. “Na Europa, esse tipo de formação é vista como algo natural, não excepcional. Em praticamente todo estabelecimento comercial ou industrial existem profissionais que fizeram formação técnica, desde vendedores de tecido até bancários”, ressalta a orientadora.

4. “Fiz um teste vocacional, mas a opção final não me atrai. Devo dar uma chance a ela assim mesmo?”
Como já dissemos anteriormente, testes vocacionais são delicados. Os mais verídicos, por exemplo, nunca dão um único resultado final, apenas indicam áreas específicas e sugestões. “Não existe certo ou errado. Tudo depende do autoconhecimento do jovem, do seu nível de responsabilidade e independência, e do quanto ele sabe sobre as carreiras e o mercado de trabalho. Ele também deve ter clareza quanto ao que deseja para si, quais são seus valores, sua visão de futuro, sua metas e objetivos pessoais”, dá a dica.

5. “Como funciona um curso técnico? Ele substitui o ensino médio tradicional?”
“O curso técnico pode ser em nível de segundo grau, substituindo o ensino médio, ou ser pós-ensino médio. Quando se trata de um ensino médio profissionalizante, ou seja, um curso técnico de segundo grau, o jovem se habilita a cursar uma faculdade depois. Os cursos técnicos pós-colégio já fazem as vezes de uma faculdade para muitas pessoas – mas não significa que as mesmas não possam fazer uma graduação mais extensa em uma universidade depois.

6. “Como se decidir entre três graduação tão diferentes?”
A melhor forma é você analisar cada opção separadamente, desde a grade curricular do curso até as portas que ele pode te abrir no mercado de trabalho. Liste suas afinidades e escolha algo que possa te fazer feliz a longo prazo. Com relação à duvida entre curso técnico e graduação, Giselle Welter orienta: “Se o jovem for mais prático e gostar de aplicar seus conhecimentos, a formação técnica e a faculdade tecnológica podem ser mais interessantes. Se o jovem gostar de estudar e se interessar pela pesquisa, a formação com uma pegada mais acadêmica (bacharelado, mestrado, doutorado) pode ser a melhor escolha”.

Tem alguma dúvida sobre vestibular? Manda um e-mail para capricho@abril.com.br. Vamos adorar te ajudar!

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