Como é a vida de uma garota do interior (quase) recém chegada à São Paulo

7 coisas que estranhei quando me mudei do interior para a maior cidade do país!

Antes mesmo de visitar São Paulo, já era apaixonada pela Terra da Garoa. Explico: primeiro, conheci São Paulo pelas novelas e pelos programas de televisão, e ao ver as imagens da cidade de cima, ficava imaginando como era possível ter tanto prédio em um lugar só (e eu ainda fico!). Na época dos blogs, comecei a, de fato, descobrir um pouquinho da cidade. Acompanhava algumas garotas que moravam aqui e ficava impressionada com a quantidade de brechós, cafés, parques e lojas disponíveis. Na época, eu morava em Barretos, cidade onde nasci e que fica a 425 km da capital.

Essa sou eu, a Gabi, estagiário de comportamento da CAPRICHO, desbravando o Bairro da Liberdade, em São Paulo.

Essa sou eu, a Gabi, estagiário de comportamento da CAPRICHO, desbravando o Bairro da Liberdade, em São Paulo. (Arquivo Pessoal/Reprodução)

Depois da minha primeira visita à cidade grande, não teve mais volta: foi amor à primeira vista! Tinha certeza de que, de alguma maneira, acabaria morando em ~Sampa~. E foi o que aconteceu. Em Fevereiro deste ano, completo dois anos na cidade.

É claro que, saindo de um cidade com 100 mil habitantes direto para a maior metrópole do Brasil, sentiria algumas, para não falar muitas, diferenças. Por isso, para comemorar o aniversário dessa cidade que me acolheu tão bem, listei as sete coisas que mais estranhei quando me mudei do interior para a capital:

1. Paulistano não anda, corre!
Não importa o quão rápido você ande, ainda vão te falar para acelerar o passo. Paulistano tem pressa, ninguém para, é o tempo todo assim. No começo, assustei muito. Achava que a galera daqui andava correndo. Depois acabei me acostumando e agora, sempre que volto pra Barretos, minhas amigas começaram a me perguntar: “por que você tá correndo?”. Foi mal, gente! Peguei o costume… Fazer o quê, né? (risos nervosos)

 (Reprodução/Reprodução)

2. Paixonites de transporte público
Uma hora ou outra, você vai ter uma quedinha por alguém no transporte público, é quase inevitável. É aquela coisa: vocês vão se ver no vagão do metrô, trocar olhares e um dos dois vai descer na próxima estação. Durou apenas cinco segundos, mas você jura que se apaixonou! Acontece sempre comigo. Hahahaha

3. Cada bairro tem a sua cara
São Paulo é uma cidade em que você encontra o que quiser e, dependendo do seu mood e vibe, tem um bairro específico para você visitar naquele dia. Se bater a vontade de comer uma massa ou visitar uma feirinha de antiguidades, o Bixiga é o destino certo. Tá a fim de ir tomar um sorvete ou ir a um café diferentão em um canto mais hypado? Pinheiros! O agito fica na Vila Madalena. Perdizes é mais tranquilo, é um bairro cheio de árvores e muitas ladeiras. A verdade é que descobri logo que cheguei que há muitos “São Paulos” dentro de São Paulo.

4. Cuidado na escada rolante, hein?
É unanimidade: quem não é de São Paulo sempre fica do lado esquerdo da escada rolante e escuta uns berros. Caso você não seja daqui, esclareço: no metrô, se você quer ficar parado na escada, tem que ficar do lado direito. A esquerda tem que ficar livre para quem precisa descer ou subir correndo. Demorei para entender isso e, é claro, irritei sem querer muita gente. Foi sem querer querendo, poxa!

 

5. Atravessar a rua pode ser quase uma missão
Acostumada com ruas pequenas e com sinais demorados, quando me deparei com avenidas como a Consolação e a Paulista, descobri que chegar até o outro lado pode ser, sim, um tanto quanto complicado. O sinal demora para ficar vermelho, provavelmente você não vai cruzar a rua a tempo e vai ficar parada esperando na ciclofaixa bem naquele dia que estiver bem atrasada. Acontece, né?Bem-vindos à ~essipê~!

 (Reprodução/Reprodução)

6. “E esse sotaque? É de fora, né, ‘mêo’?”
Não tem jeito: se você não é de São Paulo, todo mundo vai notar. No meu caso, eu entrego pelo “R”. Mas, relaxa, não existe essa de sotaque certo ou errado, tá? Não pense em mudar o seu jeito de falar só porque alguém fez um comentário bobo. Continuo com o meu “R” do interior e, de vez em quando, também falo um “mano”, um “mêo” ou um “daora”. Já sou praticamente uma paulistana, vai tirando!

7- “Em 10 minutos eu tô aí…”
Confesso que sou bem aquela amiga que vira e fala “em 10 minutos eu chego”, quando, na realidade, ainda estou secando o cabelo. A sorte é que não sou a única atrasada nessa cidade, muito pelo contrário! Em São Paulo, atraso é coisa de meia hora. Se alguém te falar que já está chegando, pode esperar para sair de casa. Eu sei, nós (os atrasados) precisamos parar com isso.

Brincadeiras à parte, essa cidade é a minha segunda casa. Sempre amei a pluralidade daqui! São mais de 12 milhões de pessoas únicas e histórias diferentes em lugar só. Então, obrigada, São Paulo, e parabéns pelos 466 anos!

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