Após suposto estupro, caso de Everson Zoio é arquivado pela Justiça

Polícia Civil declarou que ocorrência foi encerrada por 'falta de indícios'.

No dia 7 de março de 2017, Everson Zoio publicou um vídeo no YouTube contando, basicamente, como estuprou a ex-namorada. Em tom de brincadeira e rodeado por amigos, o YouTuber deu a seguinte declaração: “Ela falou que não ia rolar, que estava cansada(…) Ela estava de pijaminha bem fino, fui abaixando, devagarzinho, sem querer acordar ela e consegui tirar. Coloquei pro lado, foi entrando, mano. Primeiro, eu coloquei só a cabecinha e fiquei amortecendo. O grandão já bateu na porta e ficou lá“.

 (Reprodução/Reprodução)

O vídeo repercutiu quase um ano depois, em julho de 2018, quando o jovem começou a receber mensagens de pessoas nas redes sociais o acusando de ter estuprado a menina. O caso chegou até a Justiça e Zoio foi ouvido pela polícia, que havia recebido muitas denúncias.

No mesmo mês, em julho, o YouTuber postou um vídeo para desmentir as acusações, intitulado “Estou sendo acusado de estupro!”. Nele, Everson conta que, na realidade, inventou toda a história só para ganhar visualizações. “Eu lembrei desse fato e quis aumentar, porque homem é assim(…) No meu caso, eu peguei muito pesado(…) Estou aqui para pedir desculpas pela piada. Não vou chamar nem de piada, porque foi de mau gosto”, declarou.

Na última segunda-feira, 17, o YouTuber atualizou a descrição do vídeo com a notícia de que toda a polêmica havia sido encerrada. Como assim? No mesmo dia, a Polícia Civil informou que o caso de Everton Zoio havia sido arquivado. A responsável pela decisão foi a Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual, em Belo Horizonte. Como ambos foram ouvidos, tanto o suposto agressor quanto a suposta vítima, e ambos negarem o ocorrido, as autoridades concluíram que não tinha mais nada que pudesse ser feito. Foi decretado então falta de indícios do delito.

Por mais que nenhum crime tenha ocorrido de fato, o caso é revoltando pelo fato de uma pessoa ter feito “piadinha” de um estupro e depois se desculpado falando que “homem é assim mesmo”. A cultura do estupro também faz vítimas e, muitas delas, mortais. 

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