9 closes errados (e errantes) para jamais dar na internet

Não sabemos como está o tempo por aí, mas, por aqui, está rolando uma tempestade de closes errados na web.

A internet é tão maravilhosa, mas, ao mesmo tempo, parece que ela é um daqueles Portões do Inferno liberados pelos irmãos Winchesters na segunda temporada de Supernatural. Pensando bem, talvez essa comparação seja injusta com os pobres Crowleyzinhos. É tanta coisa que a gente lê, relê, lê de novo para ter certeza, respira, conta até dez e, ainda assim, desacredita. Foi exatamente por isso que o meme do ~close errado~ surgiu.

"Esse close foi tão errado que deu até vírus no meu celular" (Lindinha das Meninas Superpoderosas) “Esse close foi tão errado que deu até vírus no meu celular” (Lindinha das Meninas Superpoderosas)

“Esse close foi tão errado que deu até vírus no meu celular” (Lindinha das Meninas Superpoderosas) (/)

Nesta matéria, porém, não vamos falar exatamente sobre o meme (que é ótimo, por sinal), mas sobre os vários porquês de ele ter sido criado. Close errado na web é o que não falta! Alguns, para não falar a maioria, são preconceituosos, racistas, homofóbicos e criminosos. Mas a CAPRICHO está aqui para te dar aquele toque de melhor amiga e dizer: close errado, jamais!

1. Fazer comentários preconceituosos e mascará-los com “é a minha opinião”
Talvez este seja um dos closes errados que mais ocorrem na internet – e que menos parecem preocupantes. Mas eles só parecem mesmo. As pessoas usam o “na minha opinião” como se isso tirasse o peso de algum comentário preconceituoso e fizesse a pessoa se livrar da culpa. Se a sua opinião é preconceituosa, ela é preconceituosa e ponto. Nunca é tarde para se livrar de pré-conceitos. Eles não fazem bem para você, não fazem bem para os outros, não fazem bem para a internet nem para o mundo.

"Você já viu uma mulher vestida de puta que não era puta?"

2. Ser racista
Pode até parecer, mas preconceito e racismo não são as mesmas coisas, apesar de caminharem lado a lado. Ser preconceituosa é fazer um pré-julgamento de uma pessoa antes mesma de conhecê-la. Ser racista é propagar a ideia de que você é melhor do que alguém. Racismo é crime previsto na Lei de número 1989 da Constituição Brasileira. Não seja racista, não seja um criminoso.

Dois tweets de Biel, comentando: "Bom dia negros fedidos :D" e "A racismo começa apartir de que nuvens pretas são pra dias ruins e chuvosos, e nuvens brancas são para dias bons e ensolarados".

3. Reproduzir sem pesquisar
Google surgir com todas as respostas possíveis e imaginárias para as perguntas mais inacreditáveis deste mundo. O problema é que você não pode confiar em tudo o que lê na internet – e algum professor seu já deve te alertado sobre isso. É muito fácil dar um retweet ou publicar algo que você encontrou online e que reproduza algo que você sempre concordou. Mas é preciso pesquisar mais a fundo, compreender os muitos lados da história, entender que aquilo pode influenciar a vida de milhares de pessoas, ir além.

"Dos anos 40, se eu não me engano"

4. Destilar veneno gratuito
No Facebook, Twitter e Instagram, comentários de ódios gratuitos são mais comuns do que gostaríamos. Não é louco pensar que alguém perde seu precioso tempo para criticar outro alguém que, muitas vezes, nem conhece? Não deveríamos colocar as outras pessoas para baixo, pois isso não torna ninguém mais feliz. Mais louco ainda é pensar que alguns usuários usam palavras que não são xingamentos para… Xingar! É como se fosse uma ofensa chamar uma mulher de gorda. Não é. Valesca tem uma resposta para isso: “Não ligo! As mulheres gordinhas representam também! Esse lance de parecer magra já foi a época!”, comentou em seu Instagram.

"Se você acha que tá difícil pra vc imagina pra Selena Gomez com esse biquíni e gorda pra caralho" (tweet preconceituoso/reprodução) “Se você acha que tá difícil pra vc imagina pra Selena Gomez com esse biquíni e gorda pra caralho” (tweet preconceituoso/reprodução)

“Se você acha que tá difícil pra vc imagina pra Selena Gomez com esse biquíni e gorda pra caralho” (tweet preconceituoso/reprodução) (/)

5. Esquecer que tem uma pessoa do outro lado
Decidimos usar exemplos relacionados à CAPRICHO, porque precisamos lidar com eles quase que diariamente – principalmente quando postamos algo novo e “lançamos moda”. Vamos lá: (1) algo se tornar modinha não é ruim (já parou para pensar que aquele seu artista favorito só veio para o Brasil porque “virou modinha”?), (2) existe uma pessoa do outro lado da tela, que possui sentimentos, que fica cansada, que tenta sempre fazer o seu melhor e (3) não gostar de algo não significa que aquilo sera realmente ruim. Já parou para pensar nisso?

6. Defender os ídolos cegamente
Ou qualquer outra pessoa, famosa ou não, que tenha dado uma mancada épica. É preciso reconhecer os erros dos outros e aprender com eles. Você não vai ser menos fã de alguém se deixar de concordar com algumas atitudes que aquela pessoa tome.

"Daqui dá pra ter uma visão bem ampla da vergonha alheia" (meme do Power Rangers olhando pelo muro)

7. Perder a noção das coisas
Às vezes, as pessoas dão closes tão errados na internet que nos convecemos de que a culpa é das redes sociais, que estão viciando as pessoas e fazendo-as pensar menos. Na maioria dos casos, o problema é a pessoa mesmo, e a gente só tenta se enganar, mas tente fazer o seguinte: se aquilo que você está prestes a postar te causar certo estranhamento, pense duas vezes antes de apertar o botão “Publicar”. Pode ser que seja algo totalmente desnecessário – para não falar preconceituoso. Não se forme no doutorado do ~close errado~.

8. Não respeitar o outro
Tolerância é algo que anda em falta no mundo e esta realidade poderia ser minimamente revertida se respeitássemos mais uns aos outros na internet. Ah, CAPRICHO, mas isso inclui respeitar todas as opiniões? Não, porque algumas, justamente, batem de frente com o item número 6 desta lista. Porém, é possível até dar um chega para lá com ~elegância~ e sem desrespeitar o outro. Somos humanos, independente da religião, da classe social, da etnia, nos costumes, da cultura, da quantidade de tatuagens no corpo, dos piercings, das manias, do partido político, de ser homem, mulher, gay, lésbica, gamer… E lembre-se: generalizações são sempre burras.

9. Praticar cyberbullying
Ele mata. E isso é motivo suficiente para esse close-mais-que-errado ser extinto da face da internet – e da terra também.

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