DC deixa de se levar a sério em Shazam! e dá muito certo

Gêneros dramáticos: Ação, Super-heróis
CAPRICHO
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Quem é fã de super-heróis sabe: a DC apostou, por muito tempo, em filmes bem realistas e até meio sombrios, o que, sejamos sinceros, não deu muito certo (quem curtiu de verdade Batman vs. Superman, hein?). Então veio Aquaman para quebrar um pouco essa seriedade e já foi mais legal. Mas é com Shazam! que o estúdio abandona de vez o lado dark e descobre que a fórmula de não se levar muito a sério é tão utilizada pela concorrente Marvel por um motivo: ela funciona.

O filme, que estreia nesta quinta-feira (4) no Brasil, conta a história de Billy Batson (interpretado pelo nosso novo crush, Asher Angel), um jovem de 14 anos que se perdeu da mãe quando criança e, desde então, foge de todos os lares adotivos nos quais é colocado, sempre com a esperança de encontrar um de seus pais e poder retomar a família.

Um belo dia, ele fica cara a cara com um misterioso mago (Djimon Hounsou) que transfere seus poderes para ele. A partir de então, toda vez que Billy diz a palavra “Shazam”, ele se transforma em uma versão adulta e poderosa de si mesmo, no longa interpretada pelo zoeiro e igualmente maravilhoso Zachary Levi.

Grande parte da trama consiste em cenas divertidas de Billy tentando descobrir e se entender com suas mais novas habilidades, tais como superforça, velocidade e seu novo corpo de adulto. Rs. Para isso, ele conta com a ajuda do amigo/irmão adotivo Freddy (Jack Dylan Glazer), que é o maior fã da DC de todos os tempos.

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Freddy (Jack Dylan Glazer) mostra à versão adolescente de Billy (Asher Angel) sua coleção da DC em Shazam! (Steve Wilkie/DC Comics)

Freddy é, de longe, e melhor personagem da trama – pode esperar diversas referências e piadas sobre outros filmes dos heróis da Liga da Justiça vindas dele. O roteiro, aliás, tem uma vibe meio Deadpool. As comparações com o universo Marvel são mesmo inevitáveis. Mas quer saber, qual é o problema? A fórmula do estúdio de Vingadores (que consiste basicamente em: rir de si mesmo + fazer referências a outros filmes do universo + investir em grandes efeitos especiais = sucesso garantido) dá certo e a gente gosta bastante, então por que a DC não devia adotá-la também? A ideia do cinema de super-heróis não é divertir e fazer o público esquecer dos seus problemas? É exatamente isso que Shazam! faz.

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Seria este Dr. Silvana ou Dr. Pompeu Pompilho Pomposo? (Steve Wilkie/DC Comics)

É verdade que o longa tem cara de Sessão da Tarde, em especial quando se trata do vilão Dr. Silvana, um poderoso homem que acabou caindo na tentação e se juntando aos Sete Pecados Capitais, monstros meio estranhos que não dão medo nenhum, mas a ideia era meio que essa, tanto é que uma das inspirações para o diretor David F. Sanberg foi o longa Quero Ser Grande, que ganha até uma homenagem em uma cena dentro de uma loja de brinquedos.

Além de fazer a gente dar umas boas (e sinceras) risadas, Shazam! também traz uma mensagem muito legal sobre a adolescência, as dificuldades de descobrir quem você é nessa fase da vida e a importância de nossas relações de amizade e família, sejam elas quais forem. E, acredite, você vai sair do cinema morrendo de vontade de ser convocada por um velho mago para ganhar super-poderes também!

Por Gabriela Zocchi

    info
  • Direção: David F. Sandberg
  • Duração: 132 minutos
  • Recomendação: 12 anos
  • País: EUA
  • Ano: 2019