Crítica: o mini-álbum RPM revela a jornada do SF9 em busca do amor

Estilos musicais: K-pop
CAPRICHO
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No começo do mês, o grupo SF9 começou suas primeiras promoções antes de voltar à cena do K-pop. Os idols InSeong, YoungBin, Jaeyoon, DaWon, ZuHo, RoWoon, TaeYang, HwiYoung e ChaNi, do primeiro grupo masculino da agência FNC Entertainment, foram avançando sinal entre fotos e teasers visuais para seu novo projeto, intitulado RPM, liberado no dia 17 de junho. A sigla, que pode soar estranha para o público, se refere à unidade de velocidade de rotações feitas por minuto – termo quase sempre empregado ao funcionamento e potência de um motor.

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Que tal o comeback do SF9? FNC Entertainment/Divulgação

Velocidade é algo que percorre RPM por inteiro. Com seis faixas que transitam rapidamente os 21 minutos do mini-álbum, as batidas já começam frenéticas com o single que dá nome ao álbum. Cercado por luzes neon e flashes pulsantes, o grupo desenrola uma trama virtual digna dos clássicos filmes de ficção científica no mv da faixa-título. Em posição de caçadores cibernéticos, os jovens interagem entre si numa corrida de polícia-ladrão pela busca de cristais luminosos. A vibe futurista está perfeita na coreografia cravada e nos looks assinados por YoungBin, ZuHo, TaeYang e HwiYoung – todos creditados na composição da faixa que abre o projeto.

Em Round and Round, que tem um tom mais baixo que a anterior, os riffs de guitarra seguram a composição até ela estourar de forma harmoniosa e leve, para depois voltar a encerrá-la. A corrida segue com Dreamer, onde o dubstep se funde aos ecos organizados dessa barulhenta e deliciosa música, com destaque para as estrofes que se movem com total destreza sem incomodar o ouvinte.

A quarta faixa também é crescente como as demais. Clamando por uma mentira mais doce e bonita que a verdade, a crescente Liar começa em clima de espionagem para depois explodir em emoções fortes através dos melódicos samples.

  • See You Tomorrow engata a marcha outra vez e conta uma história orquestrada sobre ir com calma na relação amorosa, confiar em si mesmo e lembrar que amanhã sempre será um novo dia. Talvez essa, seja a faixa que dê maior evidência à poderosa rapline do SF9, encabeçada por ZuHo.

    Voz e violão servem de fundo para encerrar o álbum com estilo na canção Echo. Escrita por SuHo e a favorita do disco para YoungBin, ela foi realizada enquanto o idol se manteve ausente após sofrer uma lesão. Como forma de agradecer o apoio recebido dos fãs, SuHo aproveitou a ocasião para mostrar todo seu amor ao Fantasy.

    A experimentação musical se tornou constante nas produções do grupo. Se você escutar os singles anteriores, vai encontrar faixas como Sole Mio, que acerta no flerte com os ritmos latinos, ou Mamma Mia, que é contagiante e super colorida. Em 2018, o grupo conversou com a CAPRICHO sobre sua estreia nos palcos brasileiros, revelando parte do seu processo criativo, suas motivações e seus desejos para o futuro.

    Entre muitas voltas, o sétimo mini álbum produzido pelo SF9 chega em primeiro lugar mesclando bem suas ideias e conceitos – que não param de evoluir – aos projetos bem executados já entregues no passado. RPM quer falar sobre amor e como você pode alcançá-lo quando acelera seus sentimentos, comparando nosso coração a um motor de carro.

    Em quase três anos na estrada desde o debut oficial em 2016, é notável a rápida transição do SF9 como grupo novato para um dos nomes masculinos mais promissores do K-pop atual. Dando sequência ao excelente EP Nascissus, também entregue no começo de 2019, o single Enough trouxe uma perspectiva elegante e positiva de como as pessoas devem se ver, seja por dentro ou por fora. Após conhecer melhor os fãs norte americanos e europeus durante a turnê Unlimited, o grupo segue veloz nas promoções do inédito trabalho, prometendo conquistar cada vez mais espaço na cena, além do coração do Fantasy que já acompanha de perto todas as atividades do grupo.

    Por Gustavo Balducci

    Você já viu o ‘Verdade ou Desafio’ que fizemos com os meninos do SF9?