Zayn fala sobre saída do 1D em trecho exclusivo de seu novo livro

E já temos a data de lançamento do exemplar no Brasil!

O novo livro do Zayn foi lançado nesta terça-feira (01/11) nos Estados Unidos, mas não se preocupem, vocês logo logo poderão ler o livro, em português, aqui no Brasil. Yay!

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Aqui, ele será lançado pela Editora Paralela e chegará às livrarias no dia 10 de novembro! Falta pouco! Mas, para vocês não morrerem de ansiedade até lá, a CAPRICHO tem um trecho exclusivo do livro para vocês:

Talvez você ache que minha saída da banda foi um momento de muita alegria para mim, por finalmente estar livre para fazer o que quisesse. Na verdade, não foi nada disso. Fiquei bem perdido. Tinha certeza de que queria fazer minha música — esse era o único caminho possível para mim —, mas me senti sem rumo. Tudo o que sabia sobre a indústria — os caras, a equipe, os empresários, o jurídico — desapareceu no dia em que deixei a banda. Eu assumo a responsabilidade por ter saído, claro, mas ainda assim fiquei desorientado. De repente, me vi a sós com meus pensamentos, e foi assustador demais. Passei muitas horas sozinho, tentando processar o que faria dali em diante. Agora, olhando para trás, acho que precisava desse tempo, dessa introspecção que vem quando tudo o que conhecemos por quase meia década se desfaz. Por fim, percebi que precisava ser representado. Tive sorte quando minha assistente me apresentou uma nova empresa de assessoria comandada por um grupo de mulheres. Fui criado quase só por mulheres, então me senti em casa. Voltei a ter apoio de pessoas em quem confiava. Elas entenderam o que eu queria fazer, a música em que queria investir, e tive a intuição de que eram as pessoas certas para me ajudar.

O One Direction fazia um pop incrível, não dá para negar. Mas não é segredo que esse tipo de música não é bem minha praia. No fim da trajetória com a banda, eu estava desesperado para expressar meu estilo e escrever sobre coisas em que realmente acredito, e não seguir as melodias e batidas que eram feitas para nós. A verdade é que nenhum membro da banda tinha um grande poder de escolha em relação à música. Pelo menos não no começo. Se eu sugerisse cantar um trecho com uma pegada mais R&B, aquilo acabava se perdendo no pop, que era o que esperavam de nós. Apesar de termos amadurecido e de cada um começar a desenvolver seu próprio som, descobri que o meu não estava em sincronia com o deles. Insisti porque o apoio e a reação dos fãs do mundo todo eram incríveis. As coisas estavam indo bem com a banda e eu tinha que respeitar isso. Mas, para ser sincero, o fato de não compartilharmos o mesmo gosto musical foi difícil para mim. Eu tinha a sensação de que estava sendo forçado a me encaixar em uma fôrma na qual nunca caberia. Queria ir para o estúdio gravar músicas que me representassem, e não apenas repetir as palavras escritas por outras pessoas.

O One Direction fez diversas turnês mundiais. Foi muito tempo gasto em ônibus e aviões, e nesses momentos eu deixava a criatividade rolar solta. Passava as diversas horas entres os shows fechado sozinho em algum lugar, escrevendo. Sempre que encontrava uma oportunidade, aproveitava, ainda que precisasse trabalhar até tarde e soubesse que aquele material acabaria não sendo usado pela banda. Mas é importante deixar claro que aquilo não fazia parte de um plano de seguir carreira solo. Eu não estava pensando nisso, só estava me expressando do meu jeito, usando as horas vagas para fazer o que mais amava. Pensando bem, percebo agora que fazer parte do One Direction me deu a oportunidade de entender o que eu precisava fazer: encontrar meu som. Foi só no fim da carreira com a banda que comecei a visitar estúdios por conta própria, para brincar e experimentar. Foi fundamental sentir que eu tinha mais controle sobre o meu tempo, fazendo menos do que os outros diziam que era o certo para mim — ou para eles mesmos — e mais do que eu sentia ser o certo.”

Gostaram? Ainda faltam dez dias para o livro chegar às livrarias, mas vocês já podem comprar na pré-venda pelos links abaixo. Ele tem 288 páginas e custa R$64,90.

Amazon: http://amzn.to/2cYfsc0
Saraiva: http://bit.ly/2cIAGhy
Cultura: http://bit.ly/2cxdWzv
Livraria da Travessa: http://bit.ly/2eVqqR0
Livraria da Folha: http://bit.ly/2feUdYl
Cia. dos Livros: http://bit.ly/2e5kBBr
Americanas: http://bit.ly/2e5jdih
Livrarias Curitiba: http://bit.ly/2feSVfU

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  1. Agora eu entendo uma parte da cabecinha do Zayne, eu sempre soube, des que ele saiu, que não era por raiva ou coisa que podia suportar eu sabia que Zayn tinha um bom motivo, e por isso que até hoje eu amo pks ele

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