Viva – A Vida é Uma Festa resgata tradições familiares mexicanas

Novo filme da Disney-Pixar, que estreia no Brasil no dia 4 janeiro, transporta o público para a tradicional festa do Día de los Muertos

Por Marília Marasciulo - Atualizado em 10 dez 2017, 13h10 - Publicado em 10 dez 2017, 13h04
Disney Pixar/Divulgação

Viva – A Vida é Uma Festa é daqueles filmes que você poderá rever dezenas de vezes e sempre se encantar como se fosse a primeira. A história da aventura do pequeno Miguel na tradicional festa mexicana Día de los Muertos, ou Dia dos Mortos, teve uma exibição exclusiva na CCXP 2017 e estreia no dia 4 de janeiro aqui no Brasil, trazendo tudo o que mais amamos nas produções Disney Pixar: uma história sensível, bonita e divertida, que agarra o público do início ao fim e agrada a todas as idades. Nesta, em especial, acrescente muita música e cores jamais vistas em outras produções.

Na história, Miguel se depara com uma decisão difícil na véspera das celebrações: seus pais querem que ele se junte à tradição familiar de fabricar sapatos, mas seu sonho é se tornar músico como seu ídolo Ernesto de La Cruz— que morreu de forma tragicômica antes mesmo de o garoto nascer. O problema é que a família de Miguel proíbe música de qualquer tipo, em respeito ao trauma da tataravó que foi abandonada pelo marido quando ele decidiu seguir a carreira de músico. Para participar de um concurso de música durante as celebrações, Miguel decide roubar o violão do cantor, e aí a aventura começa. No momento em que toca no instrumento, ele é transportado para a Terra dos Mortos, onde precisará obter a benção de seus familiares já mortos para poder voltar à Terra dos Vivos.

“Nós nos apoiamos nos ombros daqueles que vieram antes de nós. Em Viva – A Vida é Uma Festa, buscamos tratar de algo que é universal e com o qual todos nos relacionamos, a família”, diz o diretor Lee Unkrich, vencedor do Oscar de melhor filme de animação por Toy Story 3. A produtora do filme, Darla Anderson, que trabalhou com Unkrich em Toy Story 3, concorda com o diretor. “Quero que as pessoas saiam do cinema sentindo que experimentaram essa grande aventura que é Viva. Espero que elas riam bastante, sintam todas as emoções e entrem na história que queremos contar, além de pensarem nas suas próprias famílias e ancestrais”, diz Darla.

Disney Pixar/Divulgação

Para transformar essas histórias em uma aventura de animação, a equipe de Viva trabalhou durante seis anos e passou temporadas no México pesquisando a fundo a cultura do país. “Passamos momentos com famílias que nos receberam em suas casas e nos ensinaram sobre as comidas que elas gostam, as músicas as quais escutam e suas tradições”, conta Unkrich. A seguir, veja um glossário para entender melhor as referências culturais do filme.

Continua após a publicidade

Día de Los Muertos – De origem indígena, a celebração do Dia dos Mortos honra os defuntos no dia 2 de novembro. Ao contrário do que pode parecer, é uma das festas mexicanas mais animadas. Segundo a tradição, é o momento em que os mortos visitam seus parentes, que os recebem com comida, danças, enfeites e muita música.

Oferendas – Montadas em altares, mas sem a função de adoração, são locais para homenagear e receber os visitantes do além. Em geral, são colocadas em uma mesa coberta por toalhas finas, preferivelmente brancas, e incluem: fotos dos mortos; uma vela para cada um, cuja luz deverá guiá-los de volta; sal e água, para aliviar a sede das almas após a longa viagem; e as comidas, brinquedos ou objetos preferidos dos mortos.

Calêndulas – Conhecidas como as flores do sol, as calêndulas representam paixão e criatividade e são um ícone do México. No Dia dos Mortos, suas pétalas são utilizadas para criar um caminho do túmulo até a casa das famílias. O mito é que o perfume ajudaria a guiá-los de volta ao lar.

Alebrijes – Segundo a lenda de Oaxaca, região no Sul do México, somente seres de outro mundo poderiam espantar pesadelos. Por isso, artesãos da região criaram os alebrijes, esculturas de criaturas míticas e às vezes assombrosas, pintadas à mão e muito coloridas, que servem como protetoras e trazem sorte. Não existem limites para a imaginação: vale de lagartos com orelhas de coelho, elefantes com asas de borboleta ou, como em Viva, a gata-lagarta-alada Pepita, protetora da tataravó de Miguel.

Continua após a publicidade
Disney Pixar/Divulgação

Cachorro Xoloitzcuintli – Mais conhecido como “pelado mexicano”, é uma raça popular no México, com origens ancestrais. Na tradição indígena, é considerado um representante do deus Xolotl, que tinha como missão guiar as almas dos mortos. No filme, foi transformado no divertido Dante, que acompanha Miguel na aventura pela Terra dos Mortos.

Publicidade