Os melhores destaques do k-pop em 2018

Quais foram os grandes hits que marcaram o ano?

Por Gustavo Balducci - 28 dez 2018, 10h00

O começo de 2018 foi repleto de hits virais e faixas frescas, que chegaram quase despretensiosas, mas promoveram novos nomes e renderam notoriedade para grupos consolidados, seja pela quantidade de views assustadora, ou mais ainda, pelo impacto causado nos kpoppers.

Começamos com o frenético girlgroup MOMOLAND, que botou todo mundo pra dançar com o hit BOOM BOOM. O sucesso quase inesperado do grupo também chamou atenção para a excentricidade cativante das integrantes e pelo frenesi coletivo gerado pela faixa chiclete, que atingiu quase 300 milhões de views e ganhou uma continuação em BAAM, outro single que fritou nossos ouvidos durante um bom tempo.

Ainda em janeiro, o iKON atingiu seu primeiro mega sucesso com Love Scenario – parte do disco Return – em três anos de existência. Deixando um pouco de lado o hip hop e as bases pesadas, o single calminho e de melodia simples acabou deixando a Ásia toda contente e extasiada. A faixa ainda tomou proporções gigantescas, viralizando entre crianças e idosos.

A receita sobre como superar o fim de um relacionamento atingiu em cheio nossos corações e tornou ainda maior a fanbase do grupo, que lançou posteriormente a excelente Killing Me.

O NCT e suas três units provaram que não existem limites para o quão grande um grupo de k-pop pode ser. A loucura idealizada pela S.M. Entertainment em 2016 deu muito certo, e os meninos foram destaque fora da Coreia em 2018, participando de inúmeros programas de TV americanos e produzindo conteúdos com a Billboard e o BuzzFeed.

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A sexy Baby Don’t Stop foi lançada pelo NCT U, primeira subunidade a debutar, revelando os talentosos Taeil, Taeyong, Doyoung, Ten, Jaehyun e Mark. BOSS, GO e Touch são outras faixas para o dever de casa estar completo se você quer conhecer um dos maiores destaques da nova leva do k-pop.

(G)I-DLE é um novo grupo protagonizado por seis trainees com passados brilhantes: Miyeon, Minnie, Soojin, Soyeon, Yuqi e Shuhua apostaram suas carreiras na nova empreitada. O destaque fica com a líder Soyeon, responsável por ser uma das que mais brilharam nos realities Produce 101 e Unpretty Rapstar. O debut das meninas aconteceu esse ano com LATATA, garantindo espaço nos charts e programas de TV sul-coreanos durante um longo período. Mas foi agora, com o single HANN, que o girlgroup atingiu seu marco colossal. Se lançando sob uma roupagem sombria e misteriosa, o (G)I-DLE retornou falando sobre traição e solidão após um término – os assobios do refrão dão um toque único e fantasmagórico para a composição. Se em LATATA o grupo declarava amor por dias e noites, agora é hora de esquecer o boy e seguir em frente.

Pentagon também agitou os charts em abril com a contagiante SHINE. As bases apresentadas como sucesso garantido pelo iKON lá em Love Scenario passaram o trono para esse hino alegre e caloroso. Os doze jovens são agenciados pela Cube Entertainment, empresa protagonista do vexame do ano envolvendo a expulsão do ex-integrante E’Dawn e da cantora Hyuna, após uma declaração oficial da artista revelando seu namoro com E’Dawn. A história estampou o grupo nas manchetes coreanas, mas ele continua ativo mesmo com a chocante saída do rapper. Contudo, seu futuro e sua relevância ainda soam como incertos dentro do cenário.

Sempre muito seguro e sedutor, o quarteto MAMAMOO lançou o maravilhoso álbum Red Moon em julho, assumindo ainda mais riscos em suas composições e confiando plenamente em seus talentos únicos. O ritmo latino tomou conta da faixa Egotistic e fez o grupo deslanchar rumo à fama internacional (rendendo até um showcase no Brasil), elevando ainda mais seus vocais potentes e a atitude empoderada. O sucesso foi tanto que elas foram reconhecidas como Favorite Vocal Artist durante a premiação do MAMA Awards 2018 em Hong Kong.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Mnet elegeu o girlgroup TWICE como as donas da música do ano. What Is Love? surgiu cheia de referências aos clássicos do cinema e só alimentou a profecia sobre o poder do grupo de emplacar hits alegres e vibrantes. O TWICE ainda recebeu o título de Best Female Group, entregue para cada uma das nove integrantes.

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O jovem Holland fez estreia neste ano acompanhado por um baita diferencial: ele é o primeiro cantor de k-pop assumidamente LGBT. Seu primeiro single fala abertamente sobre sua sexualidade e seu desejo de escapar para um lugar melhor, onde pode ser livre para ter escolhas. O nome da faixa não poderia ser mais significativo – Neverland. Causando muito barulho em sua estreia, o idol vem ganhando suporte da crítica internacional.

Holland acabou aproximando o debate sobre representatividade LGBTQ+ dentro da indústria do k-pop. Sua existência e produção musical (como artista independente sem apoio de grandes gravadoras ou da mídia local) alertam para que a sociedade sul-coreana entenda a necessidade de se reposicionar diante do seu histórico homofóbico e conservador sobre minorias. No clipe, podemos conferir o amor livre entre dois garotos, com direito a beijo e momentos fofos como qualquer casal merece ter.

Em 2018, o YouTube se mostrou o maior aliado do k-pop em sua dominação global. BTS e BLACKPINK estrelaram grandes momentos na plataforma – só o primeiro emplacou duas faixas no top 10 de vídeos mais assistidos em até 24h da história do canal.

Além disso, este ano o BLACKPINK finalmente soltou Square Up, o tão aguardado primeiro álbum. A enorme pressão criada pela imprensa e pelos fãs por tamanha demora não ofuscou o barulho nas redes sociais. O hino DDU-DU DDU-DU em poucas horas se tornou uma das músicas mais executadas nas plataformas de streaming e o mv – repleto de duras críticas à mídia ofensiva – foi o mais rápido a atingir 550 milhões de visualizações e levou o título de videoclipe de k-pop mais assistido de 2018.

Por falar em BTS, o grupo lançou dois discos completos em um único ano e promoveu a onda coreana ao redor do mundo. Foi eleito o nome do ano pela revista TIME, discursou para líderes globais em congresso na ONU, venceu infinitas premiações (dentro e fora da Coreia do Sul) e movimentou 3,6 bilhões para a economia interna de seu país. O BTS é, sem dúvidas, o maior nome da terceira geração do k-pop e seus feitos prometem render ainda mais recordes nos próximos anos. Vale o imenso agradecimento para o fandom ARMY, que colocou os idols no topo dos charts em todos os seus lançamentos, fez o grupo se tornar a tag mais utilizada no Twitter e no Instagram, financiou propagandas e flash mobs para comemorar o aniversário de cada um de seus membros, lotou salas de cinema para assistir ao primeiro documentário sobre o grupo e esgotou em segundos todos os estádios de diversos países por onde eles passaram. Se no final de 2018 você ainda não se tornou ARMY, algo de errado está acontecendo com você. Hahaha!

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Os singles Fake Love e IDOL merecem total destaque como as canções mais icônicas do grupo até agora.

O ano ainda cumpriu sua promessa de entregar novos grupos como LOONA, Stray Kids e IZ*ONE. Destacou nomes como The Boyz, GWSN, Kard, DREAMCATCHER, Fromis_9, SF9 e APINK. Também compensou a saudade de grandes nomes como Girls Generation, EXO, SHINee, Super Junior, e deu lugar ao podium para grupos fortes como MONSTA X, Seveenteen, NU’EST, Wanna One, WINNER, RED VELVET e GOT7.

As divas solistas Hyuna, Sunmi, Chungha, Hyolyn e BoA também brilharam e mostraram que estão cada vez mais no controle de suas próprias carreiras, soltando verdadeiros hits prontos para ouvir no repeat por horas ou se jogar na balada.

Tudo o que rolou em 2018 no k-pop você também confere na nossa playlist – têm muita coisa! Já pode seguir, compartilhar e curtir todos os lançamentos do ano e matar a saudade sempre que quiser. Play!

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