Coco: diretor fala sobre animação da Pixar inspirada no México

Filme que conta a saga do garotinho Miguel está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em janeiro de 2018

Após mais de cinco anos de pesquisas e pré-produção, chegará aos cinemas do Estados Unidos no dia 22 de novembro de 2017 (janeiro de 2018 no Brasil) a animação Coco, produção original da Disney Pixar que tem como plano de fundo a cultura do México, principalmente a festa do Dia dos Mortos. Pouco se sabia sobre o projeto, mas a CAPRICHO foi até a sede da empresa de animação em Emeryville, na Califórnia, para conhecer de perto o filme, tendo acesso aos esboços animados, além de bater um papo com o diretor Lee Unkrich (que trabalhou nos premiados com o Oscar de Melhor Filme de Animação Procurando Nemo e Toy Story 3, como co-diretor e diretor, respectivamente), que deu detalhes sobre essa “aventura feita em um mundo cheio de cores, muita música, celebração e diversão”, como ele mesmo definiu.

Fotos: Divulgação/ Pixar Fotos: Divulgação/ Disney Pixar

Fotos: Divulgação/ Disney Pixar (/)

Coco vai mostrar a saga de Miguel (Anthony González), um garoto de 12 anos que sonha em ser músico, mas pra isso enfrenta a proibição de sua família mexicana, formada por sapateiros. O motivo? Seu tataravô abandonou sua esposa quando ele nem era nascido, para seguir a carreira de músico. Depois disso, sua tataravó Imelda simplesmente proíbe música de qualquer tipo, regra que permanece por gerações até chegar no garotinho sonhador, fã do falecido ídolo da música mexicana Ernesto De La Cruz (Benjamin Bratt), que depois ele descobre ser… O tataravô fujão!

Resumindo, Miguel vai parar no mundo dos mortos após tentar pegar emprestado a clássica guitarra de Ernesto em seu mausoléu e, para retornar ao mundo dos vivos, precisa receber a benção de algum “membro sobrenatural” de sua família, mas como todos não o deixam ser músico, a única pessoa que pode ajudá-lo é De La Cruz. Para encontrá-lo no mundo dos mortos, ele terá a ajuda de Hector (Gael García Bernal) e seu seu cãozinho Dante.

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Deu pra entender? Então ninguém melhor para explicar detalhes dos personagens do que o próprio Lee Unkrich:

Escolha de Miguel – “Fico muito orgulhoso e animado em anunciar esse garoto incrível que nós encontramos para interpretar Miguel no filme, o Anthony Gonzalez. Tivemos a sorte de encontrá-lo depois de uma busca multicultural de um ano com centenas de garotos . Ele é incrível, sabe atuar, cantar e é muito encantador”. * Curiosidade: quando estava fazendo testes de voz e a produção descobriu que Anthony era o escolhido, eles deram um presente de Natal surpresa para o garoto, tudo registrado em um vídeo muito fofo, trazendo um quadro que dizia: “O papel é seu”. Demais, né?

Hector – “Um trambiqueiro gente boa que acaba se tornando um companheiro importante na jornada de Miguel. Hector diz que conhece Ernesto De La Cruz e os dois fazem um pacto: Hector promete ajudá-lo a achar De La Cruz, pra que ele consiga a benção e o retorno para casa; e Miguel promete levar uma foto de Hector de volta ao mundo dos vivos e o colocar no altar dele, para que Hector consiga atravessar a ponte para o mundo dos vivos, algo que ele nunca pôde fazer”.

Abuelita (Renée Victor) – “Nós investimos tempo e esforço para deixar o queixo e o pescoço dela chacoalhando do jeito certo. As avós de alguns dos nossos animadores mexicanos vieram até aqui e nós ficamos estudando as peles soltas delas por um tempo. Não sabemos se ela entendeu muito bem o que estávamos fazendo”.

Mama Coco – “Ela é a bisavó de 90 e poucos anos do Miguel e infelizmente, como vocês viram, sua memória não é mais como deveria ser. Ela mal reconhece Abuelita, que é sua própria filha”. *Curiosidade: Lee contou que as rugas no rosto dela foram umas das coisas mais complexas que eles já fizeram na Pixar. Ah, o nome do filme foi por causa dela!

Dante – “É um cachorro de rua local que Miguel adota, se bem que em alguns momentos parece que foi Dante quem adotou Miguel. Ele é um ‘xolo dog’ [em português chamado de ‘pelado mexicano’, cão sem pelo e muito popular por lá], cachoro nacional do México. Na nossa pesquisa descobrimos que os xolo dogs perdem seus dentes e como resultado suas línguas ficam penduradas no canto da boca. Então, nós meio que abraçamos isso e transformamos a língua do Dante em um personagem”.

Primeiras caveiras da Pixar – “Nossos animadores se divertiram muito animando esqueletos, trazendo formas únicas de trazê-los à vida. Em mais de 20 anos no estúdio foi a primeira vez que animamos esqueletos, então é algo novo pra todo mundo”.

A CAPRICHO foi até a Pixar, na Califórnia, a convite da Disney. 

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