Babi Dewet fala sobre Allegro em Hip-Hop e a saga Cidade da Música

A autora contou quais foram os maiores desafios ao escrever o segundo livro da saga Cidade da Música

Babi Dewet lançou, no começo deste mês, o segundo livro da saga Cidade da Música. Se em Sonata em Punk Rock nós acompanhamos a história de Valentina sendo aceita no Conservatório de Música, em Allegro em Hip-Hop conhecemos melhor a Camila, que é neta de japoneses e vive à sombra dos pais, que já têm a vida toda dela planejada. Super dedicada, Camila trocou praticamente todos os seus momentos de lazer pelos treinos de balé e também conseguiu entrar na consagrada Academia Margereth Vilela. Mas tudo pode mudar quando ela conhece Vitor, um garoto desengonçado que toca violino.

Em entrevista à CAPRICHO, Babi contou um pouco mais sobre suas inspirações para a obra e o que podemos esperar do futuro da saga!

allegro-em-hip-hop-babi-dewet Esta é a capa de Allegro em Hip-Hop, o segundo livro da saga Cidade da Música, de Babi Dewet

Esta é a capa de Allegro em Hip-Hop, o segundo livro da saga Cidade da Música, de Babi Dewet (Editora Gutenberg/Divulgação)

CH: Como se sente ao lançar o segundo livro da série Cidade da Música?

BABI: Em Sábado à Noite, a história era seriada e um livro meio que acabava onde o outro começava. Foi diferente lançar o segundo livro de Cidade da Música, porque nada disso acontece. São duas histórias diferentes e eu sabia que as pessoas podiam ler na ordem que quisessem. Eu fico super curiosa pra saber o que os leitores de Sonata acharam de Allegro, já que alguns personagens se cruzam nos corredores!

CH: Como você disse, ainda que Allegro em Hip-Hop conte a história de Camila, o livro não deixa de nos lembrar da Valentina. Quais foram os principais desafios de escrever uma nova obra da série Cidade da Música, mas pela realidade de outra personagem?

BABI: Acho que escrever o Conservatório de Música nos olhos de outra personagem foi um desafio divertido. Afinal, na minha cabeça ele está bem formulado, mas não é o mesmo na cabeça de cada um, né? Outro desafio foi escrever sobre as questões pessoais de cada personagem e suas vivências, que não são as mesmas que as minhas. Eu tive a ajuda de leitores de sensibilidade para falar da vida da Camila, que é de família japonesa, assim como sobre o hip hop. Além disso, foi quase um ano de estudo sobre balé, já que também era algo novo pra mim!

CH: De onde surgiu a inspiração para a Camila?

BABI: Na verdade a Camila é uma mistura de pessoas e sentimentos! Eu via muitos leitores sem representação na literatura jovem e queria muito falar sobre alguém que tivesse os mesmos problemas que eu, ansiedade e pânico. E a música do Netinho ajudou, claro. (risos)

CH: Como lidar com pais como os de Camila, que meio que planejaram a vida dela para ela?

BABI: Acho que é preciso entender que a expectativa dos pais não pode ser parte do seu objetivo. É importante saber que eles são pessoas diferentes de você e tentar mostrar isso aos seus pais, porque eles não fizeram nada disso por mal. Eles com certeza querem o bem pros filhos.

CH: O que podemos esperar para o futuro de Cidade da Música? Já tem planos para o próximo livro?

BABI: Sim! Estamos conversando sobre os personagens e até sobre como a capa do livro pode se encaixar na série! Como falar de um Conservatório de Música é algo que eu sempre quis fazer, fico muito animada com as possibilidades. Podem esperar muita música, amizade e aquele toque de romance desengonçado e meio de dramas coreanos, que eu adoro.

CH: Você é a musa do k-pop. A série Cidade da Música tem um livro sobre rock, outro sobre hip-hop… Pretende lançar algum inspirado na música coreana?

BABI: Obrigada pela parte do musa! (risos) Eu só gosto muito do universo do k-pop e quero que todo mundo possa sentir o que eu sinto quando estou inserida nele! Quem sabe não pode rolar um mashup do meu livro de kpop (Manual de Sobreviência ao Kpop, que foi lançado no ano passado) com a série Cidade da Música? Eu não descarto nada! Inclusive, adoraria.

CH: Que dica daria para garotas que sonham em escrever seu primeiro livro?

BABI:  Leia bastante! E participe de eventos de livros, conheça autores nacionais e editoras, estude o mercado e converse com livreiros nas livrarias! Tudo isso ajuda muito a se inserir no mercado editorial e a encontrar seu nicho, seu espaço, e entender como tudo funciona. Escrever o livro, claro, é a parte principal – e a mais difícil, talvez – mas nem todo mundo que escreve acaba chegando ao mercado se não investir tempo e aprendizado nisso.

Ficou curiosa para ler o livro? A Editora Gutenberg disponibilizou o primeiro capítulo para vocês! É só clicar aqui.

E aí, o que espera de Allegro em Hip-Hop?

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