Pearl Jam lembra Paris e emociona fãs com mais uma experiência única em SP

Banda fez show de três horas na noite de sábado (14/11) no Estádio do Murumbi lotado

Por Bruno Dias - Atualizado em 17 ago 2016, 17h49 - Publicado em 15 nov 2015, 13h50

Sabe aquelas bandas que você nunca se cansa de ver ao vivo? O Pearl Jam é uma delas, mas com uma vantagem em relação as outras: você nunca sabe o que esperar de uma apresentação dos caras. E na noite de sábado (14/11) no Estádio do Morumbi, em São Paulo, não foi diferente.

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O Pearl Jam dificilmente repete um setlist na íntegra. A banda costuma ter pelo menos 200 músicas ensaiadas para girar o mundo e decide as canções dos shows minutos antes de subir ao palco, fazendo com que cada apresentação seja uma experiência única. Esse foi o sexto show deles que vi, contabilizando 81 músicas diferentes, e ainda fico surpreso pelo que vou encontrar quando eles sobem ao palco.

Quem mais começaria um show tocando um lado B de um single? O Pearl Jam fez isso na noite de sábado, começando com Long Road , canção gravada com Neil Young e lançada em 1995, que acompanha I Got Id , no single Merkin Ball . A segunda música também está longe de ser hit, Of the Girl , do CD Binaural (2000).

Outro fator que tornou esse sábado no Morumbi diferente foram os ataques realizados em Paris, na noite anterior, em que morreram 129 pessoas, 80 delas na casa de shows Bataclan, durante uma apresentação do Eagles of Death Metal . Eddie Vedder estava visivelmente abalado com isso e com uma preocupação fora do comum com o público, parando o show (rolou uma pausa de 10 minutos quando começou a chover no Morumbi) e perguntando se todos estavam bem. Talvez a tragédia em Paris, principalmente no Bataclan, tenha trazido lembranças tristes da vez em que nove fãs morreram “esmagados” em um show do Pearl Jam, no Festival Roskild em Copenhague, na Dinamarca, em julho de 2000.

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Eddie Vedder: "Nosso amor vai para todos em Paris…" #pearljam #paris

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Paris foi lembrada em muitos momentos: nas faixas de pessoas no público (#prayforparis); no bumbo da bateria de Matt Cameron, que tinha um desenho de uma Torre Eiffel; e no discurso em português de Eddie Vedder (que vestia uma camiseta com o símbolo da paz).

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“Sentimos que precisamos estar com pessoas hoje e estamos felizes por estarmos com vocês em São Paulo”, falou o vocalista. “Nosso amor vai para todos em Paris. Temos ainda muito a superar juntos.”

Apesar da tensão, o show seguiu e o primeiro grande hit a levantar o público foi Do the Evolution , que foi seguida de Hail Hail e Why Go . Em Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town , Eddie Vedder tocou sozinho, apenas voz e violão, equanto os roadies solucionavam alguns problemas técnicos. E quando a banda toda voltou, já soltaram logo Even Flow !

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Hoje foi dia de Pearl Jam em São Paulo. Quem aí curte o som dos caras? #pearljam

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A melhor sequência da apresentação veio antes do primeiro bis, trazendo Given to Fly, Jeremy (precisa dizer que a galera explodiu junto com as guitarras?), Better Man e Rearviewmirror .

Outro momento emocionante foi quando o Pearl Jam tocou Imagine , do John Lennon, canção que entrou no setlist da turnê há um mês e fez todo sentido neste sábado, depois da tragédia na França. Iluminando o Estádio do Morumbi com um mar de luzes de celulares.

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"Sometimes is seen a strange spot in the sky, a human being that was given to fly…" #pearljam

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Black e Alive vieram juntas, fazendo uma dobradinha que encheu de lágrimas os olhos de muitos fãs. A emocionante Yellow Ledbetter ia encerrar o show, a banda chegou a se despedir, reverenciando o público brasileiro, mas com Eddie Vedder menos tenso e emocionado novamente com o carinho dos fãs brasileiros, trouxe a galera de volta, encerrando com uma versão de All Along the Watchtower , de Bob Dylan.

Um final surpreendente até para quem já viu muitas vezes o Pearl Jam, provando mais uma vez que cada show é único.

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