John Green defende Cara Delevingne após polêmica de entrevista na TV americana

Autor de Cidades de Papel disse que a modelo "não segue o roteiro" e por isso é "tão interessante"

Por Bruno Dias Foto: Getty Images Atualizado em 17 ago 2016, 16h50 - Publicado em 30 jul 2015, 16h30

No começo da semana, Cara Delevingne acabou sendo o centro de uma polêmica na TV norte-americana. Ela participou de uma entrevista ao vivo sobre Cidades de Papel e, ao dar respostas irônicas, a cabou sendo tirada do ar e chamada de “arrogante” pelos apresentadores . Vendo a repercussão negativa, John Green fez um longo texto para defender a postura da amiga.

“Eu sou amigo da Cara e autor do livro em questão. Eu passei mais de um mês em turnê com ela pela Europa e Estados Unidos, e assisti a várias e várias vezes em que ela foi perguntada sobre isso [se havia lido Cidades de Papel ]”, falou John Green. “Cara leu o livro (múltiplas vezes), mas a pergunta é irritante – não menos importante, porque seu companheiro no filme, Nat Wolff, foi quase sempre perguntado QUANDO ele tinha lido o livro, enquanto Cara foi quase sempre perguntada se ela HAVIA lido.”

O autor de Cidades de Papel deu vários exemplos de perguntas repetidas que fazem nas entrevistas de divulgação do filme, falando que muitas vezes eles acabam se repetindo muito também nas respostas, ficando algo bem mecânico. Ele conta também que até ele e Nat Wolff acabam respondendo com ironia e brincadeiras às vezes, para mudar um pouco, igual Cara fez no Good Day Sacramento .

“Cara, no entanto, se recusa em seguir o roteiro. Ela se recusa a entrar em questões preguiçosas e se recusa a transformar-se em algo automático para passar longos dias de entrevistas”, afirmou John Green. “Eu não acho que esse comportamento seja direito ou arrogante. Acho que é admirável. Cara Delevingne não existe para alimentar sua narrativa ou seu feed de notícias – e isso é precisamente por isso que ela é tão interessante.”

A própria Cara Delevingne usou o Twitter para se defender, dizendo: “Algumas pessoas simplesmente não entendem sarcamos nem o senso de humor britânico”.

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