Giovanna Visnardi é muito mais do que você viu no ‘Corrida das Blogueiras’

Em entrevista à CAPRICHO, a criadora relembra sua passagem pelo reality, fala sobre a repercussão nas redes e comenta críticas dos jurados.

Por Arthur Ferreira Atualizado em 28 nov 2025, 18h34 - Publicado em 28 nov 2025, 16h45
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erceira eliminada do Corrida das Blogueiras 7, Giovanna Visnardi deixou o reality com a sensação de que poderia ter ido mais longe — e o público concorda. Em conversa com a CAPRICHO, ela abriu o jogo sobre sua trajetória, os bastidores das provas e a repercussão que ganhou após o programa.

Ao rever sua eliminação, Giovanna foi honesta: a decisão dos jurados fez sentido, mas a ida ao flop não. Ela não caiu na zona de risco pelo desempenho na prova, e sim por conta de uma escolha estratégica feita por Mady e Kitty Kawakubo, que priorizaram a afinidade com a Madrinha na hora de votar.

“O que não foi justo foi eu ter ido para o flop. Não foi decidido com base na prova. Mas, sobre a eliminação em si, eu sabia que tinha chances porque me perdi a mão no capacete no final”, relembra.

A carreira de Giovanna na maquiagem começou muito antes de suas primeiras visualizações na internet. Formada em TI, ela trabalhou por seis anos na área até perceber que queria seguir outro caminho. A mudança veio durante a licença-maternidade, quando recebeu um convite para vender produtos da Mary Kay — e acabou descobrindo um interesse real pela maquiagem.

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“Eu já gostava de maquiagem, mas usava pouquíssimas coisas, não sabia nem passar base. Com os treinamentos, comecei a entender muito mais e a pegar um gosto incrível, entendendo que maquiagem é arte. Foi aí que percebi que poderia trabalhar com isso”. Ela estudou, fez cursos, inclusive fora do país, se tornou maquiadora em 2018 e iniciou a criação de conteúdo em 2021.

No entanto, viver da internet não é simples — e ela sente o peso dessa rotina. “As mudanças são muito rápidas. O algoritmo deixa a gente ansiosa. O grande desafio é fazer tudo o que precisa ser feito: o volume de informações, o volume de conteúdo que você precisa criar sozinha. Antes do Corrida, eu estava enfrentando muito isso, estava sozinha para tudo, e estava me consumindo”, disse à CAPRICHO.

Se dentro do reality Giovanna passou por momentos difíceis, fora dele a recepção foi o contrário: calorosa, intensa e inesperada. A criadora diz que ainda está digerindo o impacto. “Não imaginei que minha inscrição teria uma repercussão tão grande. O público do Corrida é muito apaixonado e consegue observar nuances, mesmo quando você não aparece tanto.” O apoio, segundo ela, virou combustível para continuar.

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Sobre a crítica de que jogou “safe”, feita por Lorelay Fox, ela concorda em parte. “No episódio 2, joguei muito safe mesmo. No 3, escolhi um papel difícil, mas com poucas falas, o que me dava segurança.” Já no episódio 4, atribui sua performance ao desconhecimento técnico da prova: “Eu sabia que dificilmente ganharia, mas dei meu melhor.”

O que faltou mostrar? Giovanna responde sem hesitar: sua versão mais leve e espontânea. “Sou uma pessoa para cima, mas fiquei mal no primeiro episódio e bem murchinha no segundo. Podia ter mostrado mais.” A perda recente da avó também afetou seu emocional durante as gravações. “Eu estava só sobrevivendo.”

Também não passou despercebido o fato de ela ser a participante mais velha da temporada, algo que virou brincadeira dentro e fora do programa. Giovanna levou tudo com bom humor. “Achei extremamente criativos, principalmente o ‘Jamie Lee Curtis’. Adotei até para mim. Fui mesmo uma mãe ali.”

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Já sobre Mady e Kitty, responsáveis por colocá-la no flop, nenhuma mágoa. “Foi só jogo. Aqui fora a relação é normal. Já até fui tomar café com a Kitty e foi incrível.” Na torcida, o coração dela está dividido entre duas favoritas: Barcellos e Madrinha. “A Barcellos é muito talentosa. E a Madrinha tem um carisma gigante e um coração maravilhoso.”

Para quem sonha em criar conteúdo, o conselho que deixou no programa continua valendo: comece. “Planeje, grave, erre, melhore. Persistência é chave. Quem tem consistência chega lá.”

Porque, como ela mesma disse na despedida, nunca é tarde para começar.

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