Gilmore Girls – Um Ano para Recordar: 14 melhores momentos

Ainda não consigo acreditar que isso realmente aconteceu e não foi um sonho

Por Priscila Harumi Atualizado em 1 dez 2016, 17h11 - Publicado em 1 dez 2016, 16h00

Sim, eu assisti ao revival de Gilmore Girls! Eu amei tanto que está ainda difícil colocar em palavras o que significa escrever essa primeira frase. Mas vou tentar…

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Às 6h da manhã, do dia 25 de novembro de 2016, a Netflix disponibilizou os 4 episódios de 90 minutos, em que mostra cada estação no período de um ano na vida das famosas garotas Gilmore. Assistir a volta da série que marcou minha vida, que definiu meu gosto por séries e que transformou minha história, é algo fascinante e que realmente faltam palavras para descrever. Se você é nova por aqui, talvez não saiba o quanto eu sou fanática por GG e o quanto estava esperando por esses 4 episódios de 90 minutos, escritos e dirigidos pelo casal Amy e Dan Palladino, os criadores originais da série.

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Fato é: superou minhas expectativas! E esses são os motivos, que fazem desse revival ser uma das melhores coisas que já assisti em toda minha vida, sem exageros. (E olha que assisti muuuuuuita coisa).

**Spoilers abaixo, claro!!**

1) Amy Sherman-Palladino e Dan Palladino não deveriam ter largado a série naquela 7 a temporada

amy

Eles são a alma da série. A saída deles no final da 6a temporada depois de um problema com os estúdios realmente prejudicou a história que estava sendo contada. Amy e Dan preferiram ignorar boa parte do que aconteceu na temporada que não fizeram e seguiram com a história onde estavam, mas ao mesmo tempo, com os anos que se passaram. Todos os personagens tem a voz dos criadores e é algo realmente incrível pode ouvir a da Amy novamente.

2) Amy sabia desde o primeiro episódio das 4 palavras finais

lorelai

Sim, ela estava certa disso! Eu amei as quatro palavras porque fui surpreendida (fugi de todos os spoilers ou posts que discutiam as possibilidades). Fez total sentido e realmente, Amy sabia o que seria desde o começo.

3) Quem não gostou delas, não entendeu a mensagem do “full circle”

circle

E eu entendo quem está indignado com as quatro palavras finais, mas como a própria Amy disse, a série é mais do que isso! Amei que eles deixaram para os fãs discutiram e que terminou em reticências e não em ponto final.

4) Logan é meu namorado favorito e digo porquê

jump

Eu amo o Logan! Gosto da ideia de que ele foi o único namorado da Rory que não foi fácil ou completamente louco por ela. Amo que eles são diferentes e que ele representa o que a Lorelai fugiu a vida toda, mas não significa que a Rory tenha que fugir também. Matt Czuchry está incrivelmente lindo e hipnotizante. Amei que a história continuou do jeito que o Logan seria. E o fato dele ser o Christopher da vida Rory, ou seja, o cara que parece ser o par ideal, mas não é.

5) Jess é a alma gêmea da Rory

jess

Quem é o par romântico ideal é o Jess, o Luke da Rory. Ele é o personagem que sempre mexeu e tirou a Rory do espiral negativo. Ele é o responsável pelo sacode para ela voltar para Yale, ele é quem dá a ideia do livro para ela. Eles são almas gêmeas e entendo porque ele é o favorito da maioria.

6) A Rory não é perfeita – e nem deveria ser

rory

A Rory era muito perfeita na série original e isso era legal, mas ao mesmo tempo, afastava ela da realidade. Amei que ela fracassou como jornalista, porque é uma profissão que significava outra coisa completamente diferente há 10 anos. A dificuldade de saber o que se quer fazer da vida e as crises existenciais fazem parte. Ela tem o conforto da família para se questionar e toda a jornada dela – com acertos e erros – fazem o revival ser épico.

7) Queria mais da Emily e a morte do Richard

emily

Com o passar do tempo, fui percebendo o quanto a Emily é fantástica e entendendo melhor os motivos dessa personagem. Quando assistia a série lá no começo, eu era mais nova e achava ela muito rígida e malvada. Com a maturidade, vem a identificação. Amei absolutamente todas as interações com a Lorelai e essa é a relação que eu mais amo na série. Só queria que tivessem explorado mais da Emily passando pelos estágios do luto e incluído mais na vida das meninas.

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8) Participações especiais e Melissa McCarthy

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Senti falta da Sookie, claro! Entendo que hoje em dia, Melissa McCarthy está extremamente ocupada com sua carreira nos cinemas e amei que ela arrumou tempo para pelo menos uma participação especial, mesmo que fosse só uma cena. Fez sentido a forma que ela voltou e a química estava ali. Melhores amigas para sempre.

9) O estilo corky da série e seus personagens

corky

O musical e a cena do Life and Death Brigade são os traços corky (meio esquisito e adorável) da série. Fenomenal eles terem pegado nomes imensos da Broadway como Christian Borle e Sutton Foster para uma peça surreal. Sutton é amiga pessoal da Amy e trabalhou em Bunheads com a criadora. Estava muito ansiosa para vê-la interagir com a Lorelai e foi incrível. A cena do Life and Death Brigade é linda e a fotografia incrível. Eu adorei o corte no ritmo (e todo pouquinho de Logan que ganhei junto).

10) O tempo passou mas pouco mudou

gilmore

Essa era a minha sensação o tempo todo na série. O tempo passou, de fato, quase uma década. Mas o essencial ainda estava ali, as relações entre os personagens, o ritmo, o humor, o drama, as pequenas evoluções. Cada detalhe do cenário, cada peça das cenas estava exatamente onde deixamos. Que delícia!

11) Respostas para os fãs

lor

Amei que ligaram alguns pontos soltos e fizeram muitas referências à série original e perguntas dos fãs ao longo do tempo, como o Mr. Kim! Amei as participações especiais e que a gente pode reencontrar absolutamente todo mundo, mesmo que o Chad Michael Murray, o Tristan, não tenha ido para a festa e recusado aparecer.

12) Quero uma série só da Paris

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A melhor personagem. Ponto final.

13) Falar não é o mesmo que comunicar

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O que mais me chamou atenção é que isso não é novo. Ela realmente sempre falaram muito, mas quando realmente precisavam comunicar, falhavam. Era aí que acontecia quase todos os conflitos. A Lorelai é a mulher-maravilha ideal, a modelo que eu gostaria de ser, mas esse é o grande defeito dela. Amo isso na personagem também, porque a torna real, mas também algo que é difícil assistir porque a gente sofre junto.

14) Sou contra uma continuação

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Não me entenda mal. Mas se você não entendeu que a Amy é a voz da série, que ela sabia onde ela queria chegar e que ela encerrou o full circle, volta pro começo dessa coluna… Por mais tentada que eu fique querendo ver como seria Rory-mãe, Lorelai-avó e a relação da história do ponto de vista da Rory com Logan/Jess/Paul… Mas isso abre para uma repetição e não seria melhor do que o que já vimos até aqui. Concordo em gênero e número com Amy Sherman-Palladino: a história está completa.

Ainda deve ter muito mais coisa que gostaria de adicionar à essa lista, mas isso é o que ficou de primeira impressão. Desde que assisti a série, não consegui assistir mais nada (e nem parar para escrever, por isso a demora para minha review). Tudo o que tem saído tem um gosto agridoce, porque é tão bom que dói (isso faz sentido para vocês?). Gosto tanto da série que tenho medo de perder meu senso crítico, mas acho que vocês já me conhecem e iam entender.

Pretendo assistir tudo de novo mais algumas muitas mil vezes. É realmente, a série da minha vida. <3

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