“Eu não ligo para isso de menino e menina”, diz Miley Cyrus ao posar nua

Na entrevista, recheada de fotos #polêmicas, a cantora disse que já superou isso tanto quanto o papel

Por Gabriel Justo | Fotos: Paola Kudacki/PaperMag Atualizado em 17 ago 2016, 16h24 - Publicado em 9 jun 2015, 16h20

Na tarde desta segunda-feira (08), Miley encheu a internet de fofura posando com seu porquinho para a capa da revista americana Paper. E nesta terça-feira (09), a publicação liberou mais fotos do ensaio da cantora e também a entrevista, onde ela fala bastante sobre igualdade de gênero, sem-tetos, religião e bissexualidade.

Ela disse que contou à sua mãe sobre gostar de ambos os sexos da mesma maneira aos 14 anos e que, no começo, ela não aceitou muito bem. “Eu lembro de contar a ela que eu admirava as mulheres de uma maneira diferentes. E quando ela me perguntou que jeito era esse, eu respondi ‘eu amo elas’. Foi difícil para ela entender. Ela não gostaria que eu fosse julgada e nem que eu fosse para o inferno. Mas ela acredita em mim mais do que em qualquer outro deus. Eu só pedi para ela me aceitar e ela me aceitou.”

Hoje, oito anos depois, Miley se mostra muito bem resolvida com sua sexualidade. “Eu estou literalmente aberta a qualquer coisa que seja consentida e não envolva animais e nem menores de idade. Tudo que é legal, eu estou dentro!”, contou ela, dizendo ainda que não importa se a pessoa com quem ela se relaciona é homem ou mulher. “Eu não ligo pra isso de menino ou menina, e eu não quero ter um companheiro que liguei para isso.”

Aproveitando o assunto, Miley também aproveitou para comentar a guerra entre políticos fundamentalistas e liberais que rola tanto aqui no Brasil como nos EUA. “Esses fundamentalistas não deveriam fazer nossas leis. Isso é insano pra p*rra”, disse ela. “Nós superamos esse conto de fadas do mesmo jeito que superamos o Papai Noel e a Fada dos Dentes!”

Recentemente, Miley criou a Happy Hippie Foundation, uma ONG para ajudar jovens gays, sem-teto e que se sentem vulneráveis. Ela comentou que criou a ONG porque não consegue ignorar essas pessoas em situação tão precária nas ruas. “Eu não consigo só dirigir meu Porsche e não fazer nada sobre isso. Eu estou de pé lá, com meus peitos para fora, vestida como uma borboleta. Como isso é justo? Como eu sou tão sortuda?”, questionou Miley sobre as diferenças sociais.

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