Tudo o que rolou na 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

O evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas!

Por Da Redação - 23 jun 2019, 19h32

Viva ao amor! Neste domingo (23/06) São Paulo recebeu a 23ª Parada do Orgulho LGBT e celebrou o amor nas ruas com mais de 3 milhões pessoas. O evento começou às 11h30 na Avenida Paulista e terminou no Vale do Anhangabaú. Além disso, apresentou muitas críticas ao governo de Jair Bolsonaro e teve diversos gritos de resistência.

O evento também contou com dezenove trios elétricos e teve como tema os ’50 anos de Stonewall – Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+’, que lembra o movimento da comunidade contra batidas da polícia em um bar de Nova York.

Toda a celebração foi marcada pela presença de Mel C, uma das ex-integrantes das Spice Girls, IZA, Gloria Groove, Luísa Sonza e Karol Conká. Olha só como estava a capital paulista durante as atrações:

Luísa Sonza postou diversos vídeos em seu Instagram e escreveu: “QUE LINDO! QUE ENERGIA! Eu sou tão grata a vocês pelo carinho, pelo apoio, pelo amor que a gente tanto luta pra dar, amo vocês com todo meu coração! NADA NOS PARA! VÃO TER QUE AGUENTAR!”.

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QUE LINDO! QUE ENERGIA! Eu sou tão grata a vocês pelo carinho, pelo apoio, pelo amor que a gente tanto luta pra dar, amo vocês com todo meu coração! NADA NOS PARA! VÃO TER QUE AGUENTAR! 💖🏳️‍🌈 @avonbrasil

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Bruna Linzmeyer foi uma das celebridades que compareceu ao evento e escreveu um texto lindíssimo nas redes sociais: “Eu estou e possivelmente estamos aqui hoje pra que ninguém, nunca mais, deixe de amar alguém, nem deixe de viver uma vida de amor”. 

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eu to muito emocionada de tar aqui. tem pelo menos um motivo que a gente compartilha sobre poder tar aqui hoje, vives, com amor, em luta e em festa: as, es e os que vieram antes nós. então eu preciso e quero agradecer a todes que fizeram os caminhos até aqui e eu quero agradecer a cada sapatão que tá aqui agora, que lutou e teve muita coragem pra tar aqui agora. aqui agora, é aqui nesse mundo, livre, amando quem quiser amar. presente fisicamente ou em memória (sim, muitas de nos ainda morrem por amarem uma mulher). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ só foi possível pra mim, encontrar esse amor imenso, livre, doce e divertido que tenho no peito porque a gente existe. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ porque quando tava doendo muito e eu tava morrendo de medo, eu encontrei num pertencimento sapatão carinho e coragem. eu só to aqui hoje porque eu não to sozinha. a gente não tá sozinha. vocês tão comigo, eu to com vocês. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ obrigada a cada mulher que ama uma mulher. mesmo que ainda, em muitas partes do nosso país, andar de mãos dadas com outra mulher significa correr risco de vida, eu quero agradecer aquelas que mesmo em segredo, tem coragem de amar a si mesmas, enquanto amam outras mulheres. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ eu to, e possivelmente estamos aqui hoje pra que ninguém, nunca mais, deixe de amar alguém, nem deixe de viver uma vida de amor. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ obrigada a todes que escaparam de uma vida normativa. obrigada por terem feito caminho pra que a gente chegasse até aqui. obrigada a vocês que mantêm esse caminho aberto pras que virão. o futuro é livre, é lindo e também é nosso!

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Um detalhe pequeno, mas bem significante é que os semáforos de pedestres da avenida foram transformados em bonequinhos do mesmo sexo dando as mãos:

O amor vence! <3

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