Indígena de 5 anos é raptada, estuprada e morta por asfixia no Amazonas

No último domingo, 29, centenas de pessoas se reuniram em diversos municípios da região Norte do Brasil pedindo #justiçaporanabeatriz

Por Isabella Otto Atualizado em 30 nov 2020, 09h59 - Publicado em 30 nov 2020, 10h15
colecao capricho sestini mochila bolsas
CAPRICHO/Sestini/Divulgação

No último final de semana, a hashtag #justiçaporanabeatriz foi um dos assuntos mais comentados da rede social. Ela diz respeito ao caso da indígena Ana Beatriz, de 5 anos, da comunidade Sateré-Mawé Nova Vida, em Barreirinha, no interior do Amazonas, sequestrada enquanto dormia, estuprada e morta por asfixia na última semana. O enterro da criança aconteceu na última terça-feira, 23, e no domingo, 29, em diversos municípios da região Norte, como no Mar Vermelho, no interior do Alagoas, e em Parintins, no Amazonas, manifestações reuniram centenas de pessoas .

A mãe da criança revelou que acordou por volta das 2h da madrugada do dia 23, foi olhar a filha, que deveria estar dormindo, e viu que a rede dela estava vazia. Na mesma hora, ela acionou o alarme na comunidade e as buscas começaram instantaneamente.

Indígena Ana Beatriz
Os criminosos deixando delegacia após interrogatório Jornal do SBT/Reprodução

O corpo de Ana Beatriz foi encontrado por volta das 15h, com sinais de violência sexual e estrangulamento. “Encontraram ainda na praia vestígios de violência, inclusive uma camisa que mais tarde seria descoberto que era de um dos suspeitos. Os comunitários se uniram e conseguiram localizar o suspeito, que confessou o fato e levou até o local onde ele tinha escondido, parcialmente sepultado, o corpo da criança”, informou Sérgio Butel, coordenador da Funai de Parintins, em entrevista para o G1.

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    Três homens foram apreendidos pela polícia, um deles um adolescente de 16 anos, que confessou ter assassinado a menina. Todos pertenciam à comunidade de Sateré-Mawé. “Tiraram minha filha de dentro de casa, da rede dela, e levaram ela pra praia, pra fazer essa maldade com ela”, lamentou o professor Jackson de Souza Mota, pai da criança, em entrevista ao SBT.

    De acordo com o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em setembro de 2018, os crimes de estupro no Brasil bateram recorde e registraram a maior taxa desde 2007. Garotas de até 13 anos de idade são a maioria das vítimas. O crime de feminicídio também registrou alta de 4% em 2018, em comparação ao ano anterior. De cada 10 mulheres assassinadas, 6 são negras.

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