Garota é diagnosticada com a “doença homossexual” por médico ginecologista

A goleira espanhola Alba Aragón, de 19 anos, foi alvo de LGBTfobia durante consulta médica; profissional já tinha várias denúncias do tipo

Por Isabella Otto 8 out 2021, 13h59

A goleira Alba Aragón, de 19 anos, do time CAP Ciudad de Murcia, da Espanha, saiu de um exame ginecológico de rotina com o diagnóstico da “doença homossexual”.

Foto de menina segurando um laudo médico que diz que ela tem a
Twitter/Reprodução

A jovem contou para o médico sua orientação sexual, pois achou que poderia ser relevante para os exames. “O que eu não esperava é que aparecesse no relatório literalmente como uma doença”, lamentou ao jornal El Español.

Alba, que se entende como mulher lésbica desde os 15 anos de idade, voltou ao Hospital Reina Sofía, onde os exames e a consulta foram realizados, assim que olhou sua ficha. Juan José Pedreño, ministro da Saúde, alegou “erro de computador”, mas a jovem e sua família descobriram que várias denúncias do tipo já haviam sido feitas contra o médico que lhe atendeu. “Lamentamos profundamente o erro cometido ao coletar os dados no relatório clínico do ginecologista que tratou a paciente”, foi emitido em nota.

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A mãe da esportista, contudo, garante que a espanhola pretende prestar uma queixa formal contra o médico ginecologista e o Serviço de Saúde. A Organização Mundial de Saúde excluiu a homossexualidade da lista de doenças mentais (apenas) em 17 de maio de 1990. A atitude do especialista, além de carregada de preconceito, mostra um enorme despreparo profissional de sua parte.

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