Garota é abusada por pastor que a “salvou” de estupros cometidos pelo pai

Estuprada dos 9 aos 12 anos pelo pai, adolescente foi vítima de abuso sexual pelo pastor e guarda municipal que "brigou muito para ter sua guarda"

Por Gabriela Junqueira - Atualizado em 14 out 2020, 20h23 - Publicado em 14 out 2020, 16h46
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Divulgação/CAPRICHO

Uma menina de 13 anos, de Mombuca, interior de São Paulo, estuprada dos 9 aos 12 anos pelo pai, enfrentou outra violência depois do responsável ser preso: foi abusada por um pastor evangélico, que também era guarda municipal, que a havia acolhido anteriormente.

Após o pai ser detido, em fevereiro deste ano, e nenhum familiar ter condições de ficar com a criança, o pastor solicitou a guarda provisória da menina no Conselho Tutelar, para que ela morasse em sua casa, com ele e sua esposa.

“O Conselho buscou na família da vítima quem tinha condições de acolhê-la e ninguém podia. Já a família [do pastor] brigou muito para ter a sua guarda, e o Conselho avaliou que eram pessoas de boa índole. O pastor e sua mulher estavam dando todo o suporte a ela e o órgão considerou que era melhor deixá-la com o casal a enviá-la para um abrigo”, disse uma pessoa do Conselho para o portal Universa.

Os abusos foram descobertos durante uma das visitas da mãe biológica, que fez uma denúncia para a polícia. Após o crime ser descoberto, o pastor fugiu e foi preso em 30 de setembro, em Ponta Grossa, no Paraná.

De acordo com a investigação, a polícia descobriu que a esposa do pastor também sabia dos abusos, mas não os denunciou para tentar preservar seu casamento. Além de responder por estupro de vulnerável, ela também é acusada de tortura física e psicológica.

Segundo a Delegacia da Mulher de Capivari, o pai biológico da menina também abusava das duas enteadas, irmãs da vítima, de 16 e 21 anos, que confirmaram os crimes. A delegacia também descobriu através da escuta especializada de uma psicóloga que a garota de 13 anos era obrigada a se prostituir.

A polícia constatou que a mãe biológica da garota, que disse nunca ter visto nada de errado e não acredita nas filhas, sofre de problemas psiquiátricos e faz uso de remédios fortes para epilepsia. O pai, usuário de álcool e drogas, está sendo acusado de três estupros de vulnerável, crime em que ato libidinoso ou sexo é cometido com um menor de 14 anos, ou com uma pessoa que não tenha discernimento ou possa resistir. A menina está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar de Mombuca e recebendo tratamento psicológico.

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