Emma Watson se posiciona sobre aborto em carta aberta publicada em revista

A atriz escreveu um texto para Savita Halappanavar, que morreu devido a um aborto natural após ter ajuda negada de médicos e hospitais.

Por Isabella Otto - 1 out 2018, 12h44

Emma Watson foi convidada pela Revista Porter para escrever uma carta aberta à dentista Savita Halappanavar, que, em 2012, teve ajuda negada de médicos e hospitais enquanto sofria um aborto espontâneo. Naquela época, as leis de aborto na Irlanda, país em que Savita morava, eram bastante restritas e a prática era considerada crime. Logo, ninguém quis dar suporte à jovem para não corroborar com o ato “criminoso”. Savita Halappanavar morreu tentando salvar a própria vida.

Pascal Le Segretain/Getty Images

Emma, que aos 28 anos é uma das porta-vozes do movimento Time’s Up e tem seu próprio clube do livro feminista online, chamado Our Shared Shelf, aproveitou a oportunidade para se posicionar sobre o aborto no texto escrito para a publicação. “Queria Dra. Savita Halappanavar, você não queria ter virado a face de todo um movimento. Você queria se submeter a um procedimento que salvaria sua vida(…) Nós entoamos: nunca mais. Mas é raro que a justiça verdadeiramente prevaleça para essas que a morte simboliza uma desigualdade estrutural(…) Para você, e para todas que precisam viajar até o Reino Unido para ter acesso a um aborto seguro e legal, a justiça é duramente conquistada(…) Da Argentina à Polônia, leis restritivas de aborto punem e colocam em perigo garotas, mulheres e grávidas“, diz principais trechos da carta.

A atriz ainda ressaltou os esforços da família da indiana morta para promover a campanha em prol do aborto legal Together for Yes. Na Irlanda, em maio, a legalização do aborto terminou em festa. 66,4% dos irlandeses votaram pelo sim e e prestaram uma homenagem à memória de Savita Halappanavar.

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As part of their Incredible Women list featuring letters to remarkable changemakers, it was a great honour to be asked by @portermagazine to pay the deepest respect to the legacy of Dr Savita Halappanavar, whose death powered the determination of activists to change Irish abortion laws & fight for reproductive justice all over the world. ••• The planned new legislation has already been dubbed ‘Savita’s law’ by campaigners out of respect for a woman who didn’t want to become the face of a movement, but simply wanted a procedure to save her life. ••• A note on her memorial in Dublin read, “Because you slept, many of us woke.” Yet from Argentina to Poland, restrictive abortion laws still punish and endanger girls, women and pregnant people. Free, safe, legal and local abortion care is needed across the globe. In Savita’s memory, and on today’s 7th Annual March for Choice in Dublin, I’d like to say a huge thank you to all those who continue the fight for reproductive justice. ✊🏼 #mybodymychoice #freesafelegal #ARCMarch18

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A inglesa ainda aproveitou o espaço para registrar que acredita na mudança por meio do empoderamento feminino. “Dar apoio a organizações de garotas e mulheres é a maior esperança que temos para transformar o mundo”, opinou. Vale lembrar que, em setembro, a CAPRICHO e o Instagram lançaram em parceria #OSeuLugar, documentário sobre coletivos feministas estudantis. O vídeo pode ser visto na íntegra no IGTV da @capricho.

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