Caso Henry: Monique e Jairo vão responder por homicídio, tortura e fraude

Ministério Público denunciou a mãe de Henry, Monique Medeiros, e o vereador Dr. Jairinho por homicídio qualificado, fraude processual e tortura por omissão

Por Gabriela Junqueira 6 Maio 2021, 17h06

Nesta quinta-feira, 6, o Ministério Público denunciou Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros pelo homicídio triplamente qualificado de Henry Borel, de 4 anos. O promotor Marcos Kac também denunciou a mãe do menino e o padrasto por fraude processual, coação de testemunhas e tortura.

Montagem com fotos de Jairo e Monique feitas no ingresso ao sistema penitenciário. Ambos usam camisetas brancas e atrás está um fundo azul.
Reprodução/Reprodução

Jairinho “decidiu ceifar a vida da vítima por acreditar que a criança atrapalhava a relação dele” com Monique, disse Kac no documento de 15 páginas. Monique também está sendo denunciada por falsidade ideológica, por ter prestado uma declaração falsa no Hospital Barra D’Or, quando, acompanhada de Jairinho, deu a entrada de Henry no local. “A denunciada, ao buscar atendimento para seu filho, objetivou mascarar as agressões sofridas por este evitando a responsabilização penal de seu companheiro”, declarou o promotor.

Henry não teve “a menor chance de escapar dos golpes que lhe eram desferidos, diante de sua tenra idade e da superioridade de força com que foi surpreendida pelas inopinadas agressões”, assim, se tratando de um homicídio qualificado. No laudo médico sobre a morte da criança, assinado por oito peritos criminais, foi constatado que Henry sofreu 23 lesões causadas por “ações violentas”.

  • Para o promotor, Monique, que já havia sido informado em fevereiro das agressões que o filho sofria pela babá da criança, “se omitiu face à sessão de tortura realizada contra o filho, no quarto do casal, em sua residência, quando devia e podia agir para evitar o resultado”, e por isso deve responder pelos crimes de homicídio e tortura por omissão.

    Kac também pede que a prisão do casal, que é temporária, passe a ser preventiva, medida que considera necessária para “assegurar os interesses sociais de segurança”. 

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