Blog da Galera: Samuel D’Saboia fala sobre ter alma de artista

Aniké Pellegrini, da Galera CH, convidou o artista plástico Samuel d'Saboia para bater um papo sobre arte.

Por Da Redação - 1 out 2018, 16h21

Oi, gente! Tudo bem? Aqui mais uma vez é a Aniké Pellegrini e vim falar sobre um assunto que vocês já sabem que eu gosto muito: arte. De um tempo para cá, comecei a seguir várias pessoas incríveis que viraram grandes inspirações para mim, perfis no Instagram que não sei como encontrei, mas que mudaram em pequenos (mas significativos) aspectos a minha visão de mundo. Um desses perfis pertence a um jovem artista plástico brasileiro, Samuel d’Saboia, que possui um traço tão único que qualquer um dos seus seguidores identificaria.

Instagram/Reprodução

Samuel é um artista de 20 anos nascido e criado em Recife, convidado para participar da exposição solo “Belas Feridas / Beautiful Wounds” no Brooklyn, em Nova York (EUA), que estreia dia 06 de outubro. Para isso, ele está morando no bairro e compartilhando tudo pelo Instagram, entre aventuras e desventuras. E como de costume, preparei uma entrevista com o Samuel sobre arte. Tema melhor? Não há!

Aniké: Seu sonho sempre foi ser artista plástico?
Sarmurr: Também! Desde meu nascimento estive envolto com artes. No começo, um ambiente de calma, depois para lidar com depressão e, por fim, encontrei minha razão de vida.

Aniké: Quando foi que você decidiu seguir as artes como profissão?
Sarmurr: No meu primeiro ano do Ensino Médio, eu já tinha uma ideia do que queria pintar, criei uma página online (a Nympheshit), hoje com mais de 9.000 curtidas e, a partir disso, iniciei o processo de transformar minha imagem e a imagem do meu trabalho, continuando até hoje com o Sarmurr/Samuel D’Saboia, minha persona e pessoa enquanto artista.

Aniké: Quais são suas inspirações?
Sarmurr: Minhas inspirações vêm de diversos lugares, ultimamente dos meus amigos e artistas que estão ao meu redor. Tive o prazer de trabalhar com a Clairo e o Raury recentemente, dois artistas incríveis de muita luz. No cinema, amo o Xavier Dolan, as imagens que ele produz são divinas! Nas artes, Cecily Brown, Daido Moriyama e Nicholas Hlobo têm sido meus queridinhos mais recentes e as fotografias da brasileira Kessia Riany e da londrina Milly Cope.

Aniké: Que conselho você dá para quem quer seguir carreira semelhante?
Sarmurr: Perseverança e estudo são fundamentais e não estou falando das formas convencionais. Toda forma é válida! Usem sempre a internet e livros ao seu favor e saiba como transformar qualquer experiência em energia criativa para o seu trabalho!

Aniké: Qualquer um pode ver o quão desvalorizada está a arte no Brasil. Qual você imagina ser a solução que vai contornar essa situação?
Sarmurr: A mudança já ocorre internamente. Nesse momento, milhares de jovens estão se juntando, pintando, criando coletivos, descobrindo novas formas de expor. Grande parte da mudança está no olhar, a partir do momento que o Brasil levar sua juventude a sério, o nosso país e o olhar para arte mudam simultaneamente!

Aniké: Por que ser artista?
Sarmurr: Arte é uma razão de existência, tão quanto falar, respirar e comer. Para mim, é uma necessidade fisiológica, meu ato de pensar e pintar estão totalmente vinculados e conectados. Ser um artista é uma bênção, mas também um fardo que é necessário muita coragem para carregar. Faça arte porque você sonha, seja artista porque você acredita que esse sonho pode se tornar real.

Aniké: Onde e como você se imagina daqui a 10 anos?
Sarmurr: Onde Deus quiser e permitir, mas se posso pedir um pouco, espero estar totalmente envolvido em arte, moda, música e cinema. Dar uma boa vida aos meus, vestindo e colaborando com a Yves Saint Laurent… Por que não? Haha!

Como Samuel disse, para fazer arte basta querer e olhar. Mas, como eu digo, para apreciá-la basta olhar, ouvir, tocar… A arte está em todos os lugares, “nos olhos de quem vê”. Ir a museus e galerias é uma atividade deliciosa e é justamente o que impulsiona artista tão incríveis como o Samuel.

Beijos,
@keke_bp

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