O que fazer quando seus pais não apoiam sua decisão profissional?

Às vezes, seus desejos não são os mesmos que os seus pais têm para você... E o medo de desapontá-los? Como lidar com essa situação?

No próximo sábado, 10, o quadro “Qual vai ser?”que passa no programa “Como Será?” da Rede Globo, a partir das 7h, vai apresentar Igor Batista, um estudante que está meio em dúvida do que fazer e, portanto, vai testar três carreiras diferentes: Arquitetura, Finanças e Odontologia. O jovem terá a chance de viver a rotina de profissionais de cada uma dessas áreas. Ao final do programa, a escolha dele será revelada.

Meu pais não concordam com minha escolha profissional. E agora?

Igor prestes a contar para Sandra Annenberg qual vai ser! (Reprodução/Reprodução)

Na verdade, Igor enfrenta o mesmo desafio de muitos jovens que estão na dúvida de qual área seguir após a escola. No caso de alguns adolescentes, isso é ainda mais acentuado quando os pais começam a opinar e até mesmo a impor alguma carreira aos filhos, e é justamente sobre isso que a orientadora profissional e consultora do quadro “Qual vai ser?”, Kátia Ura, conversa com a CAPRICHO. E se as suas vontades em relação ao futuro não batem com a de seus pais? Vem que a gente te ajuda!

1. “Meus pais querem que eu estude para prestar concurso público e ter estabilidade, mas não tem nada a ver comigo. Quero seguir uma área mais voltada para as artes. Será que devo reconsiderar para ter mais estabilidade financeira?”
Kátia Ura já começa com um questionamento: “Será que existe algo realmente estável e garantido na vida?”. Não existe isso, principalmente no mercado de trabalho, que está sempre em movimento. Portanto, é importante entender que a estabilidade é, na verdade, uma questão de se organizar e planejar. “Não adianta uma pessoa ter um salário bom e estável, se não conseguir administrar bem o que ganha”, a orientadora profissional explica. Sendo assim, vale a pena você encontrar, nas artes, as possibilidades que tem e trabalhar com elas. “Mas se acabar considerando a possibilidade do concurso público, é importante avaliar bem o porquê e para quê está fazendo isso”, finaliza.

2. “Meus pais estão decepcionados comigo porque dizem que a faculdade que eu quero fazer não dá dinheiro. Mas é o que eu gosto! E agora?”
Um grande medo dos pais, de acordo com Kátia Ura, é que os filhos não consigam ter autonomia no futuro, por isso mesmo acabam opinando na profissão a ser escolhida. “Mas, geralmente, os pais não conhecem todas as carreiras possíveis hoje em dia”, ela destaca, contando que são mais de 500 no total! Então, nessa hora, a orientadora aconselha que você se faça algumas perguntinhas: (1) “Qual profissão eu vejo sentido em seguir?”; (2) “Como é a rotina desse trabalho e consigo me ver nela?”; (3) “Quais são os possíveis desafios que posso encontrar no percurso e como me preparar para enfrentá-lo?”; e (4) Qual é a perspectiva sobre o retorno financeiro inicial e a longo prazo?”. A partir de então, explore todos os aspectos do curso e converse com os seus pais com jeitinho e bons argumentos. “Não é só com base no retorno financeiro que se faz a escolha profissional”, ressalta a orientadora, que ainda aconselha: “Aproveite o interesse e preocupação deles a seu favor!”.

3. “Eu queria muito fazer engenharia, me dou bem com números, mas meus pais são advogados e querem muito que eu siga os passos deles, o ‘negócio da família’. Como fugir dessa responsabilidade?”
Ter medo de frustrar as expectativas dos pais é mais comum do que você pensa – e isso inclui a questão profissional, quando eles esperam que os filhos continuem nos negócios da família. Diante disso, a orientadora aconselha: “É preciso ter muito diálogo e compreensão de ambas as partes. Cada pessoa é responsável pela própria jornada”. O indicado é que você tente conversar com seus pais sobre os seus sonhos, suas habilidades, suas competências e como a sua própria escolha faz sentido para você. “Somente através de um diálogo saudável será possível eles te conhecerem melhor e reconhecerem as expectativas que depositam em você”, destaca Kátia Ura sobre a importância de uma conversa franca.

4. “Ainda estou em dúvida, não sei exatamente o que fazer. Enquanto isso, meus pais me impõem um monte de opções. Como conversar com eles sem desapontá-los?”
Em primeiro lugar, a profissional destaca que você precisa refletir se os seus pais realmente estão impondo opiniões ou se é o seu medo de frustrá-los, somado à dúvida, que está te pressionando. “Para fazer qualquer escolha, é importante olhar para dentro primeiro. Busque se autoconhecer e identificar as coisas que te dão prazer, suas habilidades, competências, sonhos”, sugere Ura. Mas olhar para seus próprios medos, limitações e dificuldades também é fundamental, porque você só vai se sentir segura para escolher se conseguir se conhecer plenamente. “Junto, pesquise bastante sobre as profissões que mais têm a ver com você. Por que não incluir as opiniões dos seus pais? Junte todas as informações e aproveite o vínculo que você tem com eles para conversar, trocar reflexões e informações sobre as profissões”, aconselha a orientadora. Com mais bagagem e opiniões, é mais fácil você se apropriar da decisão final.

5. “Meus pais falam que só posso fazer uma universidade pública, pois se fizer uma particular, terei que pagar. Mas e se eu não passar na gratuita? Como posso me virar?”
A palavra-chave, nesse caso, de acordo com a orientadora, é limitação: “Tanto as limitações internas, como os medos e falta de conhecimento, quanto as limitações externas, como questão financeira, falta de tempo e de oportunidade”. Sempre que alguma delas aparece, é importante que você avalie bem toda a situação e pense nas estratégias. Vale avaliar, por exemplo, se você tem condições emocionais para ficar tentando uma pública até passar ou se você faria um cursinho antes. Ou, então, se caso você for para uma particular, se trabalharia para pagar, se conseguiria um financiamento… São muitas questões que precisam ser pensadas com calma. “Em toda situação de obstáculo ou encruzilhada, é importante parar para refletir e pensar em todas as perguntas possíveis”, a profissional destaca que você deve valorizar suas dúvidas, porque elas que vão te estimular a encontrar as respostas para a sua situação. Mas lembre-se de que há sempre uma saída para tudo na vida! 😉

 

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