Molde de clitóris em 3D e aulas sobre gênero chegam às escolas

Achou polêmico? Não deveria.

Um clitóris impresso em 3D tem chamado a atenção dos internautas e gerado muita discussão online. O modelo anatomicamente correto, desenvolvido pela pesquisadora sociomédica francesa Odile Fillod, está sendo implementado aos poucos em escolas da França e tornando as aulas de educação sexual mais expositivas e igualitárias.

Clitóris em 3D e aulas sobre gênero chegam às escolas

O principal intuito de Odile com o projeto, disponível para todos que tenham uma impressora 3D ao alcance, é mostrar que o órgão sexual feminino, responsável pelo prazer da mulher, precisa ser conhecido, reconhecido e desmistificado. Você sabia, por exemplo, que o clitóris e o pênis são formados pelo mesmo tecido? Que, assim como o órgão sexual masculino, é ele dividido em bulo esponjoso, corpo cavernoso e glande? Acredita ainda que o clitóris possui 8 mil terminações nervosas? “É importante que as mulheres tenham uma imagem mental do que está realmente acontecendo em seu corpo quando elas são estimuladas. Ao entender o papel fundamental do clitóris, uma mulher pode parar de sentir vergonha“, explicou a sociomédica ao jornal The Guardian.

Se o pênis e o clitóris são assim tão semelhantes, por que discutir sobre o órgão feminino ainda causa mais alvoroço que discutir sobre o órgão masculino? Por que ainda é um tabu? É exatamente isso que a francesa quer mudar no mundo. Na França, por exemplo, a educação sexual começa na escola primária, o que corresponde ao Ensino Fundamental aqui no Brasil. Tornar a educação mais igualitária é um intuito mundial.

Clitóris em 3D e aulas sobre gênero chegam às escolas

Molde anatomicamente correto desenvolvido pela francesa já impresso em 3D. (Divulgação/Molde de clitóris em 3D e aulas sobre gênero chegam às escolas)

Aliás, a ONU (Organização das Nações Unidas) acaba de lançar, em parceria com a organização O Valente Não É Violento, um modelo de currículo que pode ser utilizado pelas escolas que querem incluir discussões e estudos sobre gênero em sua grade curricular.

O projeto, que foi revisado pela UNESCO, reúne uma séries de aulas sobre sexo, gênero e poder, estereótipos de gênero e esportes, e Violências e suas interfaces. O intuito é que os professores estejam mais bem preparados para trazer discussões como essa para a sala de aula, já que muitos estudantes passam mais tempo nos colégios que em casa e precisam aprender sobre o assunto. Apenas dessa maneira conquistaremos um mundo mais tolerante e com equidade. Assim como a iniciativa da francesa Odile Fillod, o projeto da ONU também está disponível para todos, basta entrar em contato com ovalentenaoeviolento@gmail.com e fazer o download.

Lembrando que as duas opções são facultativas. Ou seja, ainda não são uma obrigatoriedade educacional. Contudo, cada ano mais e mais colégios têm se tornado mais abertos para discussões sobre gênero, feminismo e educação sexual. E você, o que acha das iniciativas?

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  1. Carolina Damasceno

    Acho uma iniciativa interessante, desde que aplicada com a seriedade que o tema exige. É óbvio que fazemos brincadeiras com isso o tempo todo, mas expôr crianças (ainda imaturas) à elas, não acho que seja correto. Tive essa experiência em aulas extra-classe com uma professora que, tentando descontrair a aula, acabava exagerando. Isso quando tinha apenas 8 anos, mesmo o resto da turma tendo 10, não acho que estivessem ainda na idade adequada.

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  2. Acho muito considerável, uma ótima ideia. Crianças deve ter aulas sobre sexo, sim! Em tempos em que as crianças se encontram cada vez mais vulneráveis frente a pedófilos, é bom que saibam muito bem a diferença entre brincadeiras e pessoas as tocando sexualmente. Acho interessante, também, trazerem um modelo de clitóris. As aulas de sexo tendem sempre a se focar bem mais no órgão genital masculino do que no feminino, e isso, de forma indireta, influencia sim nessa cultura que temos de sempre trazer prazer ao homem enquanto são poucas as mulheres que alguma vez tiveram um orgasmo real. Não sei se me fiz entender, mas é que tenho fortes opiniões sobre o assunto.

    http://ilacamiblog.wordpress.com

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  3. Andre Pinheiro

    Lixo…não quero meu filho sendo estimulado por educadores…i.mundos esquerdistas !

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    1. Deborah Torres

      pela primeira vez vejo alguém que pense como eu, crianças não precisam aprender sobre sexo ou órgão sexual, é um absurdo destruírem a inocência das crianças hj em dia
      Antigamente na época dos nossos pais e vós não precisavam apender sobre sexualidade nas escolas isso vem de acordo com o nosso crescimento mas oque essa mídia esquerdista esta fazendo é destruindo as famílias, mas como não conseguem calar os adultos estão começando pelas crianças,

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