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Amiga fura-olho
Tempos atrás, olhar para ficante (ou namorado, rolo e afins) da amiga era pecado mortal, punido com fim da amizade e acusações de traição. Hoje, há quem diga que a história está um pouco diferente e assina embaixo da música dos Tribalistas: não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também.

Será que isso é mesmo verdade ou é papo de quem só quer ser descolado? Tudo bem se três garotas estiverem a fim do mesmo carinha e a corrida ao coração dele rolar abertamente? Ou amigo que é amigo tem a obrigação de seguir a linha namorado-de-amiga-minha-pra-mim-é-mulher?

As blogueiras da Capricho se meteram em mais uma polêmica e dizem o que acha do tal furo-no-olho. E você? Tudo bem se sua melhor amiga resolver ficar com o gatinho que há meses você paquera? Tem perdão? Contem para gente!

Na foto, Mary-Kate Olsen e Nicole Ritchie - esta nunca desculpou a atriz pela, digamos, proximidade excessiva, de seu marido, o cantor Joel Madden, e cortou relações com a ex-melhor amiga (que, por sua vez, brigou feio com Paris Hilton, que roubou seu namorado...).

Melhor prevenir do que remediar
Juliana Rodrigues - http://caprichosa.make-up.zip.net

“(...) Furar-olho é uma verdadeira banalização da amizade e não há desculpas plausíveis que justifiquem tal atitude. Não há desfecho melhor que o fim da amizade pra este tipo de situação. Até entendo que às vezes a carne é fraca e sentimentos são incontroláveis, mas dá pra evitar quando existe uma gota de algo chamado consideração! Todo relacionamento é baseado em diálogo e não arranca pedaço de ninguém conversar antes de agir! Claro que exige uma dose de coragem e sinceridade, mas é a forma mais eficaz pra provar que existe amizade entre as pessoas envolvidas. É confuso e decepcionante no começo, mas é mais aceitável do que trair sem aviso prévio. Não vou dizer que bofe de amiga minha pra mim é mulher e que nunca farei isso, porque não sei o que me aguarda. Mas se a amizade realmente existir, conversarei e colocarei tudo pra fora. Melhor prevenir do que remediar algo irremediável.”

Amiga fura-olho
Tainá Veras - http://www.devanei0s.blogspot.com/

“É, já aconteceu comigo. Eu estava ficando com um garoto e depois minha amiga foi lá e ficou com ele. Se sofri e chorei e quis nunca mais falar com ela por causa disso? Claro que não, a nossa amizade era e é muito maior do que o que aconteceu. O que contribuiu para que eu compreendesse tudo foi a sinceridade dela, que veio falar comigo e disse que estava a fim dele e que achava que ele também queria ficar com ela. Aí eu não tinha o que fazer né? Ia ficar me lamentando por causa de um carinha que nem queria mais ficar comigo e ficar com raiva da minha amiga, ou levar tudo numa boa? Ainda bem que eu escolhi a segunda opção.”

Fura-bolo que fura olho
Gabriela Garcia - http://somedifferentlife.blogspot.com/

“Traição. O que quer que seja que venha à cabeça ao ouvir essa palavra, não pode ser qualquer coisa como sorrisos e anjos. Adicione paixões e colegas e temos a receita para um desastre. Se uma amiga ficasse com o meu namorado, seria uma traição dupla. Não somente ela seria a pivô de uma separação, responsável por um coração partido, mas também estaria traindo toda a confiança que eu depositei nela como amiga. A verdade é que a base de qualquer relacionamento é confiança. Se não houver isso no namoro ou na amizade, não tem como esses dois existirem. Podemos estar em pleno século XXI e sermos super modernos, mas essa coisa de furar olho vai ser sempre o fim - seja do namoro, seja da amizade.”

Mindinho, Seu Vizinho, Pai de Todos e Fura... Olho
Julianna Alves - http://julieinwonderland.blogspot.com

“A atração é uma coisa natural, humana, animal mesmo. Reza a lenda dos meus livros de biologia do colegial que você se atrai por uma pessoa que acha compatível e gostaria de juntar seu DNA. Então, mas e se essa pessoa já tem outra no pé dela?! Bem, eu lhes digo, paciência pra outra! Se o carinha te olhar e você quiser mesmo e muito ficar com ele, por causa dos incríveis feromônios daquele pedaço, vai lá e beija que te dou o maior apoio. A vida é muito curta pra gente ficar pensando em coisas como pré-julgamentos ou reputações. Se o pessoal te chamar de fura olho (me perdoem, mas ô expressão ridícula!), ri na cara deles com a cara suja de batom! Porque a verdade é uma só: os que te xingam queriam ter metade da coragem que você teve pra encarar a namorada que costumava ser legal com você e ficar com o cara, amiga.”

Da indivisibilidade amorosa
Vanessa Negrão - http://www.nopainnogain.blogger.com.br

“(...) Com tanta gente no mundo, por que raios minha amiga tem que querer justamente o garoto que esteve comigo? Isso não se aplica a meninos semi-desconhecidos, que a gente beija na boca e esquece o nome, é claro. Estou falando de meninos com quem existe uma história, mesmo que pequenininha. Eu nem sou tão radical, abro UMA exceção: se os dois acreditarem que encontraram o amor de suas vidas, eu aceito. Muitas vezes minhas amigas pegaram meninos muito importantes pra mim, só por pegar. Mas se fosse o caso de os dois descobrirem um amor enorme, não me vejo no direito de ficar no caminho. Claro que demora pra aceitar, mas você entende as razões. Caso contrário, é o fim da amizade. Com os dois.”
Nathalia Duprat  -  01/09/2008 00:51:31
12
Eu fuço, tu fuças, ela fuça
Verdade seja dita: depois da internet, o ato de investigar a vida alheia nunca mais foi o mesmo. Para os adeptos dessa, digamos, prática, nada como o Orkut (e o fotolog, flickr, myspace e afins) para garantir que aquela informação básica seja conseguida em primeira mão.

Afinal, dizem, vale tudo para saber se o(a) ex mudou ou não o seu status de “solteiro” para “namorando”.

Confira as confissões das meninas do Tudo de Blog da Capricho sobre essa tal investigação virtual e revele para a gente:

Você também é do tipo que adora fuçar o orkut dos outros ou, definitivamente, isso é coisa de quem não tem o que fazer?


Bisbilhotando
Gabriela Garcia - http://somedifferentlife.blogspot.com

“Eu fuço páginas de Orkut, Facebook, MySpace, blogs e qualquer outra coisa que estiver ao meu alcance. E por que não? É público, eu tenho acesso e disponibilidade. Eu vou mais é olhar o que acontece com os outros. Não que seja lindo o fato de fazer isso e tudo mais - nunca é politicamente correto admitir o que todos fazemos, de qualquer forma. Mas eu olho. Futrico, espio e procuro por mais. Por que de que outra maneira eu ia ficar sabendo que ela tá dando em cima daquele cara que eu tô afim?”

Eu fuço o orkut alheio
Gabriela Barros - http://barradecereais.blogspot.com

“E fuço mesmo! Atire a primeira pedra quem nunca entrou sem querer no orkut de alguém e acabou vendo as 173 fotos do seu álbum, a primeira página do scrapbook e a lista de depoimentos. Fuçar Orkut é igual a assistir TV: a gente procura as roupas da moda no perfil daquela amiga mais fashion, vê um pouquinho de comédia no do ex que agora tá gordo e encalhado, fica por dentro das fofocas no das amigas (e as nem tão amigas, também). Só tem um perfil que, cá entre nós, não deveria ser visto por nós: o do namorado. É isso mesmo. O ministério da saúde adverte: futucar no perfil de namorado traz dores de cabeça e ciúmes doentio. Fora isso o Orkut ta liberado! (...)”.

Eu, sim, sei o que vocês fizeram no verão passado
Bruna Santana - http://brunaboo.blogspot.com

“Você tem Orkut? Eu estou no seu Orkut? Então tenha certeza de que sei quantos anos você tem, a data do seu aniversário, suas bandas favoritas e seu novo paquera. Chame do que quiser: falta do que fazer, paranóia, doença. Mas sou assim. Adoro olhar fotos, depoimentos, scraps e comunidades alheias. Entro em fotologs, olho os posts mais antigos, reviro blogs e fuço no Myspace. Já descobri coisas que ninguém descobriria. Já encontrei amigos do primário que não via há mais de dez anos. Já confundi pessoas e fiz amizades por causa disso. Já arrumei muita confusão também. Eu poderia ter evitado muitas decepções se não fosse essa curiosidade desenfreada. Mas como nunca fui fofoqueira, não sinto culpa em descobrir todos esses detalhes (...)”.

Depoimento de uma fuxiqueira, ops,de uma monitora de orkut
Vanessa Bittencourt - http://pollyok2.zip.net

“Quando criei meu perfil no orkut, só queria conhecer gente nova e me distrair um pouco. Não imaginava que ele pudesse despertar em mim excessiva curiosidade e vontade de vigiar o que andam dizendo por aí. Hoje percebi que minhas olhadinhas nos scrapbooks alheios não são mais inofensivas. É duro admitir, mas praticamente virei uma monitora de orkut! É desagradável, mas ao mesmo tempo estranhamente prazeroso. Já encontrei algumas formas de resolver problemas através de minhas espiadinhas, em especial quando um conhecido manda um scrap-desabafo. Também já encontrei problemas: dá uma raiva enorme ler algo ruim sobre você ou sobre quem você gosta! Mas não me abalo porque do jeito que as coisas vão, a privacidade vai acabar virando lenda, como saci pererê e CD novo do Guns”.

O doce sabor de saber da vida alheia
Raquel Binotto - http://beijandosapo.zip.net/

“Eu deveria estudar pata o vestibular em vez de fuçar a vida alheia na internet, mas uma boa fofoca é como torta de maracujá: impossível resistir! Seja da vida da ex do namorado, da prima ou da vizinha odiada, eu tô sabendo de tudo, mesmo que não faça questão de espalhar. Não é ódio, nem inveja; é curiosidade. Gosto tanto de xeretar sem ser percebida que deixo até de ver quem me xereta para xeretar sem ser vista. Tenho tanta paixão por saber inutilidades, por ver fotos de gente que nem conheço e ser a primeira a saber que fulaninha terminou com o namorado, que uso todos os recursos disponíveis pra estar antenada: Google, Orkut, blog ou MSN. Afinal, se eles existem, que tenham alguma utilidade, mesmo que pra minha futilidade”.

Admito: já fucei orkut alheio
Roberta Calabre - http://betajackson.blogspot.com

“Até um tempo atrás, a comunidade Eu fuço orkut alheio era obrigatória na minha lista, pois não tinha como negar que o meu interesse pela vida dos outros era mais forte que o pela minha própria. Por mais contraditório que pareça, também já fiquei neurótica com quem me fuçava. Sempre que abria meu orkut e via aqueles nomezinhos indesejáveis de quem me visitou, ficava fula da vida. Não têm uma louça para lavar, não? Um dia, relaxei. Parei de me preocupar com a vida dos outros, e também com quem se preocupava comigo. É claro que ainda dou umas fofocadas nos orkuts dos amigos, mas desde que comecei a prestar atenção no que rola fora desse mundo virtual, minha vida ficou über melhor.”
Nathalia Duprat  -  19/08/2008 22:09:25
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Atração fatal: você já teve uma?
Amor obsessivo? Atire a primeira pedra quem nunca achou que morreria por falta de ar se fulaninho ou sicraninha nunca mais olhasse para você ou simplesmente achasse um outro alguém para chamar de seu.

Por que gastamos tanto tempo nesses relacionamentos furados? Eu não sei, mas as(os) blogueiras(os) da Capricho contaram várias histórias de paixões desenfreadas e quase trágicas e que, felizmente, em algum momento, ficaram para trás. Ou não.

Selecionamos alguns trechos bacanas, mas para saber tudo o que rolou, acessem os blogs indicados!

E você? Também já foi “vítima” de uma obsessão romântica? Tem cura? Como se livrar das malas-sem-alças que, volta e meia, aparecem em nossos caminhos? Contem para a gente! Isso hoje é quase uma questão de utilidade pública! :)

P.s. Na foto, Amy e Blake (“My Blake!”), um dos casais mais trash do mundinho pop!


Fixação
Cindy Vaccari - http://galwaygirl.zip.net

“Enquanto ele não estava olhando, meu olhar estava preso nele. Quando conversávamos, meu medo era que o assunto acabasse; então inventava milhões de assuntos. Nos finais de semana, vigiava a página do Orkut e, na segunda-feira, meu assunto era só ele, o tempo todo. Via que minhas amigas não ficavam muito felizes com minha súbita falta de assunto (para não dizer personalidade). Até que, em um momento desses, descobri algo que não queria, e o encantamento acabou por conta própria. Só que até acabar, a história já tinha um ano. (...)”.

O amor é cego
Gabriela Barros - http://barradecereais.blogspot.com

“Se você quer saber o que é amor obsessivo, eu fui a definição perfeita. Com ele, perdi mais de dois anos da minha vida. Por ele, perdi dezenas de viagens e centenas de lágrimas (fora os alguns tantos de amigos). Sem ele? Não fazia, nem era nada. Nosso amor durou dois anos e alguma coisa. Em leves prestações de seis meses, período em que ele acabava comigo, para diversificar o paladar, e depois voltava, sofredor e arrependido. Agora você me pergunta: ao menos ele lembrava o Reinaldo Gianecchini? Bom... Só se Reinaldo for um gigante 2x2 (2m de altura por 2m de pança), grosso e pilantra. Pois é, o amor às vezes te deixa cega, surda e burra. Mas não se preocupe, pela minha experiência, a cegueira passa. Demora. Mas passa.”

No amor e na dor
Roberta Calabre - http://betajackson.blogspot.com

“Paixões te viciam na pessoa e qualquer coisa que ela faça te afeta profundamente. Lembro bem de três delas que, mesmo com suas diferenças, foram iguais: em todas, mudei de personalidade, dei muito sem esperar nada, me joguei na vida deles e esqueci da minha e, ao final, segurei firme quando eles já queriam soltar. Quando os laços se desfaziam, meu chão sumia e minha alegria também; remoía pensamentos e biscoitos, sentindo pena de mim. Num momento, imaginava-os, eufórica, me pedindo para voltar e, logo em seguida, me deprimia, imaginando-os com outra. (...) Dizem que a gente aprende de verdade apenas em duas situações: ou em um grande amor ou em uma grande dor. Eu digo que, quando o grande amor e a grande dor se juntam, a gente só aprende uma coisa: não vale a pena.”

Algemas e facadas
Gabriela Oliveira - http://dreamer-bee.blogspot.com

“Minha história, alguns podem dizer, sequer chegou a começar, uma vez que nunca realmente disse o que sentia para a pessoa que amei. Mas ainda assim, sei dizer que foi uma obsessão. Por quê? Não houve revoltas, brigas ou rejeições. Mas é simples: ele eclipsou e dominou todos os outros aspectos da minha vida. Meu humor oscilava de acordo com o que ele dizia ou fazia. Se eu sorria, era pra ele. Se eu acordava e me arrastava pra fora da cama com um sorriso, era pra ele. Tudo o que eu queria, tudo que eu almejava, era estar perto dele, olhar pra ele, falar com ele. Estar perto era só o que me importava. (...) Mas antes de partir para as facadas, resolvi parar. Simplesmente decidi começar a lutar contra isso porque a verdade é uma só: você não escolhe quando, como e por quem vai se apaixonar, mas escolhe se vai deixar esse sentimento te dominar ou não.”

Eu e ele
Cláudia Oliveira - http://desiluminancia.wordpress.com

“Eu tenho um amor obsessivo. Não, ele não me conhece. Pra falar a verdade, talvez nem deva; e se eu não conseguisse esconder o entusiasmo ao falar com ele? E se eu engasgasse, tropeçasse, morresse bem na frente dele? Ve-xa-me! Claro que eu já estive pior. Já quis encontrá-lo em todo lugar. Forçava saídas estratégicas pra esbarrar acidentalmente nele. Óbvio-claro-evidente que nunca consegui. (...) Mas levo meu amor obsessivo na boa. Tá lá, não mata ninguém, só engorda um pouco, por causa do chocolate. Sem aquele drama todo de chorar, jogar-se nos pés do cara, implorar por amor, casa, comida e roupa lavada. Esse é o tipo de roteiro que nunca consegui ter na vida. Deve ser legal sofrer por amor. Mas não sofro. E tô legal. Nem me sinto excluída.”
Nathalia Duprat  -  07/08/2008 20:53:24
47
Resultado - Dia do Amigo
Depois de ler quase 30 histórias legais de amizade, a escolhida foi a do Maelson Dias. Ele escreve o blog Às vezes pacatoo e escreveu um belo texto para mostrar como seus amigos são importantes para ele. Comentem o que vocês acharam! :)

Essa foi a primeira vez que o Tudo de Blog abriu para a participação dos leitores e foi bem bacana ler as idéias de vocês! Valeu, galera!

Por Maelson Dias

Uma vez me falaram que os melhores amigos são aqueles com que nos sentamos para conversar, passamos horas sem dizer nada um ao outro e saímos com a sensação de ter tido a melhor conversa de nossas vidas. Penso que talvez aconteça realmente assim, poder desfrutar de uma amizade de verdade é praticar um misto de grandes capacidades que poucas pessoas têm, talvez, só as de fato humanas.

Ser amigo é ter lealdade como característica básica, é como exercitar sinceridade e respeito todos os dias apenas por princípios. É adquirir memória e preocupação para lembrar de datas e momentos importantes e também para nos ligar com interesse na simples informação de como estamos. Amizade é você depositar segredos em uma pessoa, sem saber explicar o porquê, mas tendo a certeza que daquela fortaleza chamada amigo, não sairá nada. É abraçar alguém e sentir que o espaço ali ao redor está se dilatando, como se nada mais no mundo tivesse importância, exceto duas pessoas e o conforto de um abraço.

Ter um amigo é ter a garantia de uma oração por noite. Ter um amigo é sentir veracidade e gritar para todos os poetas o quanto eles estavam errados. Frustração é a palavra certa para quem perde um amor; dor insuportável, lamento e loucura são as sensações exatas para definir o que se sente quando se perde um amigo. Alguns dos meus amigos não sabem o quanto são meus amigos, desconhecem o respeito e serenidade que lhes devoto, se esquecem do que significam para mim e se perdem na idéia do que se passou. Não encaro isso como fim de amizade, mas um fortalecimento da mesma.

Em momentos assim, eu reúno os meus amigos e juntos vamos desenhar, brincar no parque, conversar, discutir, correr e fazer um milhão de coisas sem graça que só se tem coragem de fazer quando se está em um verdadeiro par. Aliás, o fim de uma amizade só acontece se tudo que já foi vivido por amigos sinceros de repente desaparece. Mas eu acredito que nem a voracidade do tempo é capaz de apagar momentos tão felizes.

Amizade é acima de tudo uma prova de amor. E não há nada que explique o amor e nada que o amor não explique.
Nathalia Duprat  -  31/07/2008 11:50:00
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Entre amigos
Em homenagem ao Dia do Amigo (20 de julho), as(os) meninas(os) do Tudo de Blog contaram suas histórias de amizade: as eternas, as que não deram certo, as presentes, as distantes, as que mudaram ou as que simplesmente ficaram para trás.

Mas todas vividas intensamente. Como a de Emi Vieira (a primeira da foto aqui em cima), que criou uma fábula maravilhosa para mostrar como é bom ter com quem contar (mesmo que seja um Graveto ou uma Formiga!).

E como todo mundo tem ou já teve algum grande amigo que rendeu boas lembranças, proponho um desafio: mandem suas histórias (com foto) para tudodeblog@gmail.com até o dia 27. A mais legal será publicada aqui no blog! Tenho certeza que os amigos de quem for escolhido vão adorar a homenagem!

A vaca, o graveto e a formiga


O Graveto era muito, muito seco, gostava de sertanejo e tinha um caderno com foto do KLB. A Formiga já era meiga, louca por Bon Jovi e beijava o pôster do Chorão. A Vaca queria ser a Avril Lavigne, mas costumava ouvir Legião Urbana.

Foi há muito tempo atrás, mas ninguém nunca descobriu a quem culpar, talvez tenha sido o destino ou talvez a Mãe Natureza, mas o fato é que os três acabaram indo parar na mesma fazenda.

A Vaca sorriu para a Formiga e disse “Muuu!", a formiga logo gostou dela. O Graveto não gostava da Vaca, vivia a resmungar: “Aquela vaca!”. E a Vaca, por sua vez, achava o Graveto e a Formiga um tanto quanto engraçados.

A Formiga e o Graveto, como já era de se esperar, tornaram-se grandes amigos. A Formiga carregava o Graveto nas costas e mostrava as coisas da terra, o Graveto ensinava as lições que tinha aprendido na árvore. E a Vaca, que não se encaixava na história, ficava rindo deles.

Mas os fazendeiros se incomodaram com a amizade do Graveto e da Formiga e resolveram os separar. A Vaca, vendo o quanto a Formiga estava triste, começou a lhe fazer companhia. A Formiga fazia cócegas na Vaca, que ria, e as duas se tornaram grandes amigas também.

A fazenda começou a dar lucros e superlotou. Por falta de espaço, os fazendeiros tiveram que juntar as três novamente. Logo a Vaca e o Graveto se descobriram amigos, passaram a se divertir juntos, a sair juntos e a compartilhar os mesmo gostos.

Um dia a fazenda foi invadida por lenhadores, que cortaram a Árvore. Depois daquele dia, a fábula acabou. O Graveto, a Vaca e a Formiga se transformaram em três humanas. Elas tiveram que aprender a lidar com o mundo real e, para isso, tornaram-se irmãs. Aprenderam a chorar juntas, a sorrir juntas, a se completar, porque não havia mais Árvore, não havia mais Fazenda e não havia mais os outros bichos. Eram elas e o mundo, mas elas sabiam que o mundo já era todo delas.

Hoje elas têm a certeza que as outras vão estar lá em qualquer futuro. Quando uma vier em êxtase contar que foi pedida em casamento, quando alguma estiver desesperada com a suspeita de estar grávida, quando uma precisar de uma babá para o filho, quando elas tiverem que pintar os cabelos brancos e, até mesmo, quando tiverem que chorar juntas, porque partiram para o céu.

Uma vaca, um graveto e uma formiga. Três meninas. Não precisa de nexo, coerência ou semelhança, só de uma certeza: a amizade delas é para sempre.

Feliz Dia do Amigo, minha Graveto e minha Formiga.
Nathalia Duprat  -  20/07/2008 14:57:31
26
Beber, cair e levantar
Como toda polêmica que se preza, as discussões sobre a lei seca já tomaram conta das mesas de bar do Brasil inteiro. Enquanto uns são radicalmente contra, outros a defendem com unhas e dentes. Mas existe uma questão maior que está por trás de tudo isso.

Segundo pesquisa realizada recentemente, os jovens estão bebendo cada vez mais cedo. Isso é legal?

Afinal, uma caipirinha com os amigos é um inocente e despreocupado prazer ou pode abrir caminhos para algum problema maior?

Vejam os que as blogueiras da Capricho acham do assunto e dividam sua opinião com a gente.

Ah! E não esqueçam, polêmicas a parte, álcool e direção não tem nada a ver.


Tim-tim
Tatiana Aoki - http://www.vitaminab.blogspot.com

“(...) Por que bebemos? Porque ficamos cansados de trabalhar 40h, no mínimo, por semana, queremos esquecer da nossa cor amarelada de escritório 8h por dia e temos vontade de fugir da realidade que nos corrói. Trabalhamos arduamente para termos dinheiro, que gastamos sumariamente em baladas fúteis e bebidas de gosto duvidosos, porém com efeitos deliciosamente divertidos. A solução é deixar a vida suficientemente com sentido, para que possamos nos sentir livres o suficiente de qualquer vício. Ou será que bebidas são boas o suficiente para darmos um chega pra lá nos moralistas de plantão e dizermos em caso de emergência, dê-me cerveja? Como diria nosso amigo Zeca, só no sapatinho..."

Tequila e água mineral
Aline Marasca - http://pinklipstick.blogger.com.br

“Eu não bebo. E metade das pessoas olham torto para mim quando falo isso. É passar atestado de caretice. Não que eu não goste. Drinks docinhos e cheios de frescura, acho o máximo, mas não tomo mais de três goles. Minha tolerância é baixa, então com meia caipirinha eu já estou vermelha e rindo como uma hiena. Meu grande pé atrás com a bebida é a idéia de não poder controlar o que eu faço. Não gosto de surpresas e saber que as coisas não dependem apenas de mim; imagina não conseguir comandar os meus passos? Não bebo pra esquecer, não fico de porre, não gosto de passar vergonha caindo na frente de todo o mundo. Gente bêbada estraga a festa. Álcool virou indicador social. Quanto mais se bebe, mais cool é. O melhor é contar para os amigos as façanhas na noite e como passaram mal no outro dia. Desculpe, mas isso não é pra mim.”

Limite
Gabriela Garcia - http://somedifferentlife.blogspot.com

“Comecei a beber quando tinha 13 anos e, desde então, sempre fui conhecida como aquela garota que está sempre com um copo, uma taça ou uma lata de alguma bebida na mão. Já passei por vexames, falei coisas que me arrependi de ter dito depois e já não lembrei o que aconteceu na noite anterior. O álcool já era parte de mim. (...) E tudo ia para outro nível se levado em consideração o histórico de alcoolismo na família. Minha mãe estava determinada a me mandar para uma clínica de reabilitação, mas ela cedeu depois de eu implorar para que não fosse, prometendo não beber mais. Não vou dizer que nunca mais tomei uma gota sequer, isso seria mentira, mas posso afirmar que nunca mais cheguei àquele estado. E não é por isso que nunca mais me diverti. Tenho experiência suficiente para dizer que o problema não está na bebida, mas em como se bebe. Não digo que não se deve beber, só deve haver uma certa moderação, como tudo na vida. Porque, de verdade, aquela linha tênue, uma vez cruzada, da maior diversão que você tem, pode virar seu pior problema.”

Do boteco
Gabriela Guerra - http://gabrielaguerra.blogspot.com

“Vou logo disparando que detesto boate, pegação e show de axé. Portanto, não bebo pra me inserir em nenhuma dessas situações. Eu bebo porque me dá prazer e, acima de tudo, porque sei fazê-lo respeitando todos os meus limites. Eu realmente gosto do álcool, seja pelo sabor, seja pelas sensações à flor da pele. Gosto de me sentar com os amigos e tomar caipirinhas enquanto o riso rola mais frouxo, ou de tomar vinho num jantarzinho bem bom a dois. (...) Se existem tantos motivos negativos para o álcool ser alvo mil debates intermináveis, é porque ele realmente faz mal se for usado de maneira abusada. Então, tem que saber beber, sim, respeitando-se e respeitando os outros. E isso não significa ter que beber pouco. Sou a favor de quem bebe para vencer a timidez, para ir se soltando aos pouquinhos, para se divertir. Mas acho péssimo quem bebe pra aparecer, quem bebe e dá escândalo, quem bebe e vai parar em hospital, quem estraga a noite de todo mundo, quem não tem limite (...).”

Os males que vêm para o bem
Juliana de Melo - http://julieinwonderland.blogspot.com

“(...) Eu me achava o máximo quando tinha meus plenos 15 aninhos e ficava nas festas com uma calça colada e top de barriga de fora, bebendo uma latinha de cerva e tragando um malrboro. Vivia crente que estava abafando quando vinha embora sem saber nem meu nome e cair no meio da rua. Até que um dia eu passei mal, tive que ser socorrida por uma dessas tendas hospitalares e comecei a vivenciar alguns fatos: meu colega teve um coma alcoólico no meio de uma micareta, outro que já estava tão viciado que bebia do etílico para dar onda e finalmente, um estimado colega meu foi para o andar de cima num acidente de carro envolvendo bebida. É - eu pensei - não dá pra ficar assim. Resolvi dar um rumo na minha vida: parar com essa de que viver perigosamente é muito cool. As calças coladas e blusas, eu dei; a bebida, parei gradualmente até conseguir alcançar o nível social; o cigarro ainda me assombra às vezes, mas eu estou quase o dominando. E sei que um dia vou ser mais careta do que tiozinho tentando parecer que tem a minha idade.”
Nathalia Duprat  -  14/07/2008 01:19:04
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O Tudo de Blog fala sobre os assuntos mais legais e interessantes que estão nos jornais, nas revistas, nos shoppings ou nos bares da esquina. O mais legal é que as opiniões são sempre dadas pelas blogueiras que participam do Tudo de Blog da CAPRICHO.
Naty é uma jornalista competente, blogueira inspirada e amiga querida que mora longe desta Redação – mas sempre trás bolo de rolo quando vem do Recife!

Sorvete de casquinho

nathalia@gmail.com
A falsa designer
Ainda viro gente
Alea Jact Est
Alegria é como um vício
Alucinação satisfatória
Amores e amoras
Amores e loucuras
Annedota
Astrolouk
Barra de cereais
Beijando sapo
Bia Roedel
Blog da Gabriela Guerra
Blog da Milena
Blogando com nicole
Bruna Boo Blog
Bubbles in air
Caixinha de música
Caprichosa Make up
Cha das dez
Cha matte
Chronicles about me
Coffee Break
Coluna da Thais
Cronicando
Dancing with myself
Dangerous Love
Daniolandia
De férias neste planeta
De flora flor ao delírio
Dei-me conta
Dentro dela tem
Desiluminância
Desventuras
Devaneios
Diarréia Verbal
Dias preguiçosos
Do arco-íris
Do nada para lugar algum...
Do sétimo andar
Dreamer Bee
Drops de anis
Em alguma outra vida
Ending start
Eu, lírico
Final destination
Galwaygirl
Gariimpo
Glamour decadente
Goiabas verdes fritas
Hanna
Hialoplasma
Iemai
Infinito particular
Insigths do surf
Interruptor
Ironia censurada
Jornalista teen
Jukebox
Julie in Wonderland
Just me... Mariana
Just My Hellf
Just Stranger
Lero lero bla blá
Letrinhas aleatórias
Magic Word
Mai Leonardelli
Memórias de Donha Baratinha
Miss Sunshine
Monkey is in the loft
My Purple Room
Naquela conversa
Nutella com morango
Olhar 43
Palavras, momentos...
Paper Heart
Patricia Pirota
Pink Lipstick
Pixie dust
Pizza Laranja
Polly Ok 2
Pontinhos Maiúsculos
Pout Pourri
Princesas também dormem
Pseudologia fantástica
Pudding de lait
Quase (nada) secreto
Recomeço
Ressaca moral social clube
Room 13
Rotten apple
Rua das Ilusões
Saumenchleden
Sem malícia
Sempre rola né?
Serendiipity
Shadow Lights
Só controversias
Sobe na minha moto
Sopa de letrinhas
Taste of ink
The B side!
The beauty of simplicity
The life I can Show
The nutcracker
Um pouco mais de tudo
Undercover
Vai um cafezinho?
Vendendo sonhos
Vida de leitora
Vidas ilustradas
Vitamina B
Volume control
Whos Gabriela