Outlander e o triângulo amoroso impossível

Tenho chamado Outlander de “Game of Thrones para mulheres românticas”. Já mencionei aqui antes que sou uma romântica incurável, por isso, quando soube que Outlander é cheia de romance, não pude deixar de ir conferir.

A série mostra a vida de Claire, uma enfermeira de guerra do exército britânico, em 1945, que é casada com Frank, um historiador inglês. Eles vão passar a lua de mel na Escócia e misteriosamente, Claire é levada para o ano de 1743, depois de tocar umas pedras mágicas.

Rapidamente, ela precisa se adaptar a esse tempo diferente e ameaçador. Ela conhece o clã Mackenzie e o maravilhoso Jamie, um escocês romântico e guerreiro, iniciando um triângulo amoroso impossível. Não só entre dois homens diferentes, mas duas épocas bem distantes.

Ela consegue abrigo com o clã por ter habilidades medicinais e começa a buscar uma forma de voltar para Frank, mas precisa se casar com Jamie para se proteger contra o doentio e perverso Jack Randall, um oficial britânico (ancestral de Frank) que é simplesmente o vilão mais repugnante e detestável que já vi (sério, e isso que eu achava que o Joffrey era terrível).

O recurso de triângulos amorosos é super explorado em séries de TV que tem essa pegada romântica, mas nesse caso, fiquei intrigada porque simplesmente não consegui me decidir. Entendo que o Jamie é maravilhoso e meu coração se inclina pra ele, como o da Claire. Mas meus céus, e o coitado do Frank que está lá em 1945 sem saber o que aconteceu com o amor da vida dele? Ele também é maravilhoso e não tem culpa de ter um ancestral com a mesma cara que ele e que é o mal encarnado. Ele não imagina o que aconteceu (ou acontece) em 1743 durante a disputa pelo trono entre ingleses e escoceses. Urgh, eu simplesmente não tenho ideia do que faria no lugar da Claire. É impossível escolher um lado (apesar de ela ter escolhido, por sinal, ainda nessa temporada).

Outlander é uma série da Starz, um canal americano com programação bem masculina, mas tem conquistado o público feminino com essa adaptação dos livros da Diana Gabaldon. A escritora tem já oito obras publicadas e a série está indo para a segunda temporada ano que vem (e terá um episódio dirigido pela autora). A primeira temporada é muito boa, com um episódio melhor do que o outro, contando a história através de alguns poucos flashbacks e sem medo de ser ousada (meaning: alguns nus frontais masculinos e cenas de sexo bem gráficas).

A química entre Claire e Jamie é viciante e apesar de alguns momentos serem bem perturbadores, é compreensível o romance que se surge desse encontro que desafia a compreensão do tempo. Ainda não ficou claro por quê Claire foi parar nessa época, se ela realmente não irá se perguntar sobre o Frank, os impactos no futuro com o conhecimento que ela tem do que irá acontecer historicamente e como lidar com o fato de que teremos que esperar até agosto de 2016 para continuar com essa história!

Enquanto isso, ficarei escutando no repeat a música tema da série que é outra coisa viciante, tanto que, está concorrendo ao Emmy 2015 de Melhor Composição Musical para uma série.

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