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06/2009

Quando as meninas viram técnicas

Por por Marcos Lauro às 18:26

Produção e checagem de peças para automóveis, atuação em linha de produção de indústrias, manutenção de instalações elétricas... quando pensamos nessas funções, dificilmente vem em mente que meninas fazem  parte desse mercado. Mas mesmo em menor número, elas estão lá.

Erika Vitalina de Oliveira, de 19 anos, fez curso técnico em mecatrônica na ETEC (Escola Técnica Estadual), administrada pelo Centro Paula Souza. Durante o curso, que durou um ano e meio, Erika aprendeu a lidar, por exemplo, com peças para automóveis, como anéis de rolamentos e pinos de pistão. “Fiz o curso por influência do meu pai, que trabalha nessa área. Comecei a gostar e segui em frente”, diz Erika, que já fez o estágio obrigatório na área, indicada pela própria Etec. “Trabalhei no setor de qualidade da empresa. Lá eu verificava se as peças fabricadas estavam dentro da normas do ISO”, completou.

A professora Alice Reis de Souza foi para essa área por pura curiosidade. “Desde pequena, sempre quis saber como as coisas funcionavam. Como sempre fui boa em exatas na escola, tirava as maiores notas em matemática, fui fazer engenharia”, afirma a professora, que se formou em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica. Alice acabou não passando pelas escolas técnicas, pois fez logo o curso superior, mas ela acha fundamental esse tipo de curso, que pode ser feito com o Ensino Médio ou então logo após o seu término. “O ensino técnico faz com que o aluno já chegue no ensino superior com uma bagagem muito grande, já conhecendo os processos”, disse a professora, que dá aulas em cursos de automação industrial.

Outro argumento que pode pesar a favor das escolas técnicas é a sua empregabilidade, ou seja, o número de pessoas que conseguem emprego após fazer seus cursos. Estatísticas recentes, do Ministério da Educação,  mostram que 72% dos alunos de escolas técnicas federais conseguem emprego na área de formação. Já em outro estudo, do Centro Paula Souza, 77% dos alunos da estadual estão com emprego garantido.

“A mulher tende para a área de humanas, mas as que tentam os cursos técnicos já têm um certo interesse”, afirma a professora Alice, explicando que, por isso, o número de desistências entre as mulheres é muito baixo. Já as meninas nas salas, dependendo da turma, chegam a duas ou três. “Mas no curso de Telecomunicações o número é maior. Às vezes, chega a 30% da sala”, completa.

No site do Guia do Estudante você pode conhecer melhor as profissões citadas e tomar a sua decisão. Se você tem curiosidade de saber como as coisas funcionam, talvez um curso técnico seja uma boa opção.

Link das escolas técnicas públicas de SP:

* IFSP – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Federal)
* Centro Paula Souza, que administra as escolas técnicas estaduais

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