Postado por Nathalia Duprat em 10-03-2008 às 0:29
Desde que Fidel Castro deixou a presidência de Cuba, o comunismo voltou a ser pauta da vez nos jornais, escolas, mesas de bar. E como o Tudo de Blog também é política, a gente não poderia ficar de fora dessa discussão.
Você encararia viver na base do tudo-para-todos? Ou a vida não é possível sem liberdade para fazer as próprias escolhas?
A galera abriu a boca e disse o que pensa sobre como deve ser a vida em uma sociedade em que tudo é igual para todas os cidadãos: perfeição, utopia ou simplesmente uma insanidade?
Igualdade: "o tesouro perdido" ou "chuta que é macumba"?
Mayra Lobão - http://nutellacommorango.blogspot.com/
“O ser humano é um tipo folgado. Folgado, mas esperto. Não mede esforços para correr atrás de lucros, luta com todas as forças para conseguir ter algo a mais que os outros. Ainda assim, é folgado. Explico: já foi visto em outros tempos de tentativa de socialismo que a base igualitária não funciona. Um homem, sabendo que, independente de quanto trabalhasse, ganharia o mesmo que o seu amigo que trabalhava muito (ou pouco), o que fazia? Relaxava. O dele estava garantido! (…) Pergunto: é justo isso? Seria justo um mundo igual para todos se todos fossem iguais. É claro que o homem é diferente um do outro, mesmo dentro de uma massa. E nada move melhor esse mundo do que a produção e recompensa. É quase como uma caçada ao tesouro”.
Fidel Lula da Silva
Giuliana de Santana - http://saumenchleden.blogspot.com/
“Eu gostaria de viver num país comunista. É tão ruim ver o mundo sofrendo quieto e nós gozando de todo o conforto e barriguinha cheia que nos são possíveis… (…) Claro que existem pessoas que se esforçam muito para conseguir encher seu porquinho, mas também têm outros que roubam, têm um tanque para lavar dinheiro, enganam outros seres como ele e, no final, desfrutam de todos seus méritos. Por isso, acho que devemos nos igualar. Posso, com certeza, estar equivocada, mas melhor não ser enganado e ter seu dinheirinho que não é uma fortuna, mas o suficiente, do que sofrer vendo os moradores de rua e ter a consciência dolorida (…)”.
Sonhando com um mundo melhor
Vanessa Bittencourt - http://pollyok2.zip.net
“Todo mundo já parou um minuto para sonhar com um mundo mais feliz, bonito, justo e igualitário. Ok, o comunismo prega um mundo igualitário, mas será que um mundo totalmente comunista seria capaz de se auto-sustentar? Acho que se isso fosse realmente possível, o capitalismo não teria conseguido dominar o planeta, enquanto o socialismo se mantém apenas em meia dúzia de países. Apesar de ficar horrorizada com as desigualdades sociais do nosso país, eu não gostaria que ele fosse comunista. (…) O mundo dos meus sonhos seria aquele que unisse o melhor dos dois regimes: educação e saúde de qualidade, liberdade e o direito de escolher entre o meu e o nosso. Mas o homem seria capaz de criar um mundo assim?”.
Eis a questão
Bruna de Santana - http://brunaboo.blogspot.com/
“Na escola, sempre tive uma boa imagem do Comunismo. Aprendi que essa ideologia era do bem e por ser um sistema que tinha como objetivo uma sociedade sem classes, já me vinha na cabeça direitos iguais para todos. Mas isso já tem um tempo… Hoje as coisas mudaram. (…) Posso parecer pessimista, mas sinceramente acho que a solução para uma sociedade mais justa está longe de ser alcançada, seja pelo Comunismo ou pelo Capitalismo. Faltam valores, falta respeito, falta a real intenção… O estado é desanimador e o terror provocado pelo sistema, só atrai ainda mais a decadência”.
Bye Fidel
Priscila Ponte - http://bestloser.livejournal.com
“Desde pequena, ouço que cada um tem o que merece e que tem que trabalhar muito pra ter aquilo. Então, chego na escola e aprendo que antigamente as pessoas eram escolhidas por deus pra estar numa classe maior e serem mais importantes. Um pouco depois aprendi sobre o comunismo e isso me confundiu mais que uma mente adolescente precisa. Eu nunca aceitei o fato de todos terem tudo igual apesar de seus esforços serem diferentes. (…) Eu sou defensora de um país livre. De um país que você tenha o que é seu porque você trabalhou duro para conseguir e não porque o governo tirou de alguém para lhe dar. Simplesmente não faz sentido”.
Categorias: Tudo de Blog
Postado por Nathalia Duprat em 03-03-2008 às 21:42
Se para as meninas do post anterior sexo casual pode rolar numa boa, sem romances & afins, hoje é a vez de ouvir o outro lado dessa questão. Afinal, também há quem considere o sexo algo íntimo demais para ser feito com alguém que talvez nem vá telefonar no dia seguinte.
A verdade é que, independente da opinião de cada um, com amor ou somente por puro tesão, o que não pode faltar é camisinha. :)
Outro patamar
Monique Messias - http://www.caixinhademusica.blogger.com.br/
“Odeio ser feita de carne. Odeio sentir necessidade de carne. Carne nas suas variadas formas… carne de comer, carne de beijar, carne de sentir e cheirar e saciar, devorar, consumir, satisfazer. (…) Preciso mais que isso. Outro patamar. Coisa do futuro, ou do presente-evolução. Amar por amar, sem desejos, sem ter que saciar. Não querer nada em troca, acabar com esse infinito esperar, de uma realização que é mais amor próprio que amor por amor (…)”.
O que é meu tá guardado
Louise Mira - http://jornalistateen.blogspot.com
“Dentro do meu corpo não há lugar para alguém com o qual eu não vou passar o resto da minha vida. Radical demais? Pode ser. Mas não achei meu hímen no lixo, e não valho só uma noitada a mais. Posso estar pensando contra 90% da população, mas eu não me importo. Essa modinha de hedonismo não cola comigo. Não estou dizendo isso por falso moralismo, e nem querendo dizer que sexo casual é coisa masculina, e que só as mulheres têm que se valorizar. O que eu digo é que isso vale para todos. (…) Não me importo de ser diferente. Faço minhas escolhas, independentemente das tendências. Estou guardando o que há de bom em mim, para entregar àquele que também guardou o melhor para me oferecer. E sei que não terei que acordar arrependida no dia seguinte”.
Sexo, corpos e corações
Vanessa Bittencourt - http://pollyok2.zip.net
“Cada um sabe o que faz com o próprio corpo. Eu sei muito bem o que devo ou não devo fazer com o meu. Não me agrada a idéia do sexo casual. Sexo é um momento de carinho tanto quanto um abraço. Mesmo que seja mais sério e menos inocente que um abraço, ainda assim o que você faz com a outra pessoa é trocar carinho. Eu não costumo abraçar qualquer um, então também não farei sexo com qualquer um. Meus carinhos vão apenas para quem eu realmente gosto. Fazer sexo é dividir sua intimidade com alguém. (…) Cada um tem o seu modo de ver o sexo e o meu é o seguinte: para conquistar meu corpo, primeiro é preciso conquistar meu coração”.
Ainda não quero sexo, quero amor!
Flavia Costa - http://www.dentrodelatem.blogspot.com
“Hoje, pra mim, sexo é uma coisa totalmente descartada do baralho. Estou completamente solteira, sem nenhum futuro namorado à vista. Tá, é claro que posso encontrar sexo em outros lugares — é muito mais fácil hoje encontrar sexo do que vaga em estacionamento de shopping; e dá pra fazer sexo sem namorado. Aliás, muitos meninos ainda preferem essa opção. Eu ainda não. (…) Dizem que é uma delícia — algo totalmente desprovido de pudor onde você faz coisas que nem imaginava fazer em 3 anos com o namorado. Mas ainda sou daquelas que espera o cara ligar na manhã seguinte quando rola um mísero beijo, que dirá quando rolar uma coisa com uma dimensão dessas. Ainda faço parte do grupo de românticas assumidas que preferem o processo lento, a conquista, o beijo, o namoro e depooooois quem sabe. Mas veja bem, AINDA… vai saber, né?”.
Amor é Bossa Nova; sexo é Carnaval
Julianna Alves - http://julieinwonderland.blogspot.com
“Com a chegada do século XXI, também podemos considerar a chegada de mulheres com roupas cada vez mais curtas, meninas cada vez mais novas sendo mães, homens cada vez mais galinhas e é claro, sexo cada vez mais casual. Ninguém mais sai pra noite na intenção de só dançar. O negócio é espreitar o alvo do sexo oposto e tentar convencê-lo a fazer com você o que quiser. (…) Sexo, por ser a coisa mais espiritual que temos — a conexão entre dois seres, quando duas almas se transformam em uma, a maior e melhor declaração de amor, o ato de ser dar ao outro — devia ser meio que tratado como antigamente. Mas claro, sem o ritual do sangue na janela. E não, querida, sexo casual não vale a pena e é só uma desculpa pro seu amor pra te usar e jogar fora. Agora vai se afogar num copinho de coca-cola”.
Categorias: Tudo de Blog
Postado por Nathalia Duprat em 26-02-2008 às 0:05
Todo mundo já cansou de ouvir que mulheres estão sempre em busca de romance, enquanto os homens fazem sexo apenas pelo prazer de fazer sexo. Mas será que essa máxima continua de pé depois de todos os incontáveis giros que o mundo deu?
Dá para continuar falando de sexo casual como um grande tabu que acaba criando nomes nada agradáveis para as meninas desencanadas e verdadeiros títulos heróicos para os "machos dominadores"? Ou essa é uma questão que ultrapassa qualquer tempo e preservar a própria sexualidade ainda é a melhor forma de respeitar a si mesmo?
Desta vez, o debate dividiu a galera do Tudo de Blog quase ao meio. Há quem ache que, entre quatro paredes, tudo vale a pena se a alma não é pequena, e há quem defenda a ferro e fogo o direito de somente se entregar por amor, seja lá quando for.
Como surgiram muitas opiniões legais, de ambos os lados, resolvi dividir esse tema em duas partes. Hoje é a vez da turma que levanta a bandeira do sexo casual e bate o pé ao afirmar que dá, sim senhor, para encontrar um prazer desencanado ainda que não exista romance no meio.
E para você? Sexo só com amor ou dá pra ser sem amor?
Sexualidade casualmente moderna, hein?
http://ironiacensurada.blogspot.com/ - Marília Gehrke
“(…) Qual o problema de transar assim, sem nada planejado? É até mais legal (a não ser que você esteja usando aquela lingerie quase sem elástico e cheia de remendos que parece herança de sua bisavó). É, de certa forma, fugir da rotina. Já lhe falaram em aproveitar cada momento como se fosse o último? Pois bem, faça isso. Mas, acredite, se você mora em uma cidade pequena onde o povo tem o maior prazer de comentar sobre a sua vida e o quanto você é ruim, poupe-se. Sua transa casual pode virar um grande rebuliço e render comentários por um bom tempo. Portanto, contenha-se. Ou então, mude de cidade (…)”.
23 positions in one night stand
http://galwaygirl.zip.net/ Cindy Vaccari
“(…) Mas eu penso que mesmo que a sociedade diga com todas as letras que mulheres são destinadas a querer o sexo com amor, cada um sabe de si. Não acho que é preciso ter um namoro de um ano e meio - não acho nem que precise de um namoro. Desde que a mulher se cuide, e faça o homem se cuidar também (mesmo sendo um desconhecido, afinal como alguém disse certa vez: as mulheres tem o poder sobre os homens. Se elas não querem, nada acontece), pouco importa se fazem duas horas ou dois anos, se vai ser em um quarto cheio de pétalas de rosa ou ali no cantinho (sou a favor de experiências em cantinhos): desde que os dois queiram e estejam de acordo com isso, o melhor a fazer é aproveitar e não ficar fazendo perguntas sobre o universo e sobre as outras pessoas”.
Sexo antes, amor depois
http://lidusurf.blogspot.com/ - Lívia Estrella
“Apesar de vivermos num mundo moderno, a mentalidade da sociedade ainda se sustenta em idéias ultrapassadas. Essa idéia de que mulheres devem se preservar até se casarem, fazer sexo só com amor (e com o marido) é prá lá de conservadora e autoritária. Uma imposição de uma época onde a mulher sequer podia trabalhar, que dirá poder ter a liberdade de fazer suas próprias escolhas ou satisfazer suas vontades. Porque sexo é isso: o desejo, a vontade e a ESCOLHA. (…) Tenha a certeza de que você quer, de que ele é um cara legal (não vá querer transar com o primeiro mané da esquina e querer se sentir realizada depois). Seja responsável e esteja confiante antes de fazer. Porque senão vai se arrepender e não vai conseguir ter prazer: que é justamente o que o sexo propõe - e proporciona. Pois é a partir do sexo que pode surgir o amor: quando você fica com uma pessoas e pensa na outra, quando quer estar perto, quando quer participar da vida do outro (…)”.
Sexo sem amor é vontade
http://www.aindavirogente.blogger.com.br/ - Juliana Lobo
“(…) Não queimamos sutiãs à toa para simplesmente segurar nossos desejos. A mulher pode, sim, transar casualmente sem problema algum. Chega desse papo de esperar telefonemas no outro dia. Há necessidades que não dependem de sentimento, são carnais e só. Sem o machismo de ‘o que vão pensar de mim?’. Ninguém tem que pensar ou não pensar, somos donos de nossas vidas e nossas atitudes dizem respeito só a nós mesmas (quando não prejudicam ninguém). A questão é deixar de lado esse pensamento provinciano de que não podemos ser plenamente realizadas no sexo. Sexo com amor é bom, mas quando não há amor não é de todo ruim, afinal não estamos apaixonadas em tempo integral e simplesmente não dá pra dar uma de celibatária durante essa época de não-paixão (…)”.
Sexo? Tudo tem seu tempo
http://pseudologia-fantastica.com – Joana Ribeiro
“(…) A primeira vez que fiz sexo casual sofri no dia seguinte. Passei horas esperando uma ligação que nunca recebi, porém isso não me tornou alguém contra a casualidade. Continuei: Toda vez que conhecia alguém legal e rolava um interesse eu me jogava com tudo sem medo de ser feliz. Hoje já encaro tudo isso com muito mais naturalidade, sinto-me livre para transar quando estou a fim e nem espero mais aquelas ligações. Se me perguntarem se sexo casual é melhor eu não hesitarei em responder ‘não’. Sou incapaz de afirmar que sexo sem amor seja ruim, mas sexo com amor é tão gostosinho porque há uma cumplicidade entre as duas partes, o olhar muda, os gestos mudam, as palavras mudam. Não sou do tipo que gosta de repreender sentimentos e quando estou com vontade não nego mesmo, e penso que todas as mulheres deveriam se desprender dos tabus e pararem de ter vergonha de assumir que sentem tesão (…)”.
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