02
01/2008
Buddy G: my two moms and me
Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 14:30 Comentários 36
O que vocês achariam de um desenho animado que apresentasse as aventuras cotidianas de um garoto criado por um casal homossexual (a mãe biológica e sua namorada)?
Foi essa a pergunta que fiz às meninas do Tudo de Blog, depois do recente lançamento da animação infantil “Buddy G – my two moms and me” (“Buddy G – Minhas duas mãe e eu”), pelo estúdio americano Us2 LLC, de Nebraska.
Ousado? Chocante? Simplesmente normal? Pós-moderno em absoluto?
O assunto que parece ser (e é) uma polêmica, para elas, no entanto, resultou em uma resposta unânime: independentemente de qualquer opinião, o que não vale é ter preconceitos.
E vocês? O que acham de Buddy G? Veja o vídeo acima ou clique aqui para entrar no site oficial do desenho e divida sua opinião com a gente. :)
Abaixo, as meninas que participam do Tudo de Blog dão suas opiniões!
Just a normal family.
(Marília Kleinert – http://colorada.spaceblog.com.br/r587/tudo-De-Blog//)
(…) Um desenho animado mostrando aos espectadores, desde cedo, a vida como ela é, deve ser encarado como um avanço intelectual infantil extremamente importante quando o assunto é esse tipo de relação. As crianças vêem a pureza e não vulgarizam o verbo amar. É por aí que começa uma nova sociedade, livre de preconceitos. (…)
Sobre Buddy G e suas duas mommys…
(Roberta Calabre – http://betajackson.blogspot.com//)
Minha primeira reação, antes de ver o vídeo, foi de preocupação: como assim um desenho animado expõe a homossexualidade como algo banal, normal, que não afeta a vida de ninguém??? Sei lá, me preocupei com o que poderia acontecer na cabeça de uma criancinha vendo isso… Após assistir ao vídeo de abertura do desenho, percebi que, de alguma maneira, o desenho é inocente. (…) O único problema que vejo é a ênfase na relação das duas mães. Se o show se chamasse Buddy G, e ele por acaso tivesse duas mães, eu deixaria meus filhos assistirem numa boa. Porém, o show faz questão de apresentar as duas mulheres como metades de uma relação de lesbianismo e mães do menino. Orgulho gay tem limite e fazer as crianças focarem num aspecto da relação dos adultos que não as dizem respeito é demais. Essa eu não engoli.
Respeito, eu e você!
(Natália Moreno – http://astrolouk.zip.net//)
Algumas pessoas falam de tudo, outras de quase tudo, algumas falam de sexo, outras preferem não tocar no assunto, algumas gostam de falar do tempo e outras não! Precisamos aceitar que somos diferentes, temos educação diferente, moramos em lugares diferentes, então por que não podemos fazer as nossas escolhas? Por que quando decidimos por um caminho vem alguém e diz que esta errado? (…)
Acho digno
(Juliana Morsch – http://paris75016.vox.com/library/post/acho-digno.html)
Estava demorando pra surgir uma animação onde aparecesse uma família de homossexuais que criasse uma criança. Afinal, família não é composta só de mamãe, papai, filhinho e cachorrinho. O conceito de família, ainda mais hoje, em pleno século XXI, é muito mais abrangente, muito maior do que o estereótipo de comercial de margarina. Quantas crianças hoje não são criadas pelas avós ou por mães solteiras? Qual é a diferença dessas crianças ou de crianças que tem uma família "normal" (qual família é normal, oi?) de crianças que são cuidadas e amadas por um casal de homossexuais? NENHUMA. A maior base que uma criança tem que ter é amor, é alguém de referencial, é uma educação digna, não importa de quem venha. (…)
(Imagem: fac símile http://www.buddyg.tv/)
Comente!36
