Tudo de Blog



30
03/2008

Sexo em público é legal?

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 18:53 Comentários 47

O que você faria se, ao caminhar por uma praça em uma bela noite de lua, desse de cara com um casal em plena performance sexual bem no banquinho onde você costuma sentar todos os dias para ler um livro?

E se você descobrisse que a cena não tem nada de atentado violento ao pudor, como dizem por aí e, mais do que isso, é totalmente legal, desde que você respeite os horários, evite os parquinhos infantis e jogue os preservativos no lixo?

Pois é, na Holanda, a partir do segundo semestre, isso será uma cena mais do que normal, já que o sexo em praça pública foi liberado, contanto que os, digamos, praticantes, sigam algumas regrinhas básicas.

Em um país onde a maconha e a prostituição já são legalizados, a nova lei levanta mais uma polêmica: será que tanta liberdade não pode ser confundida com libertinagem e acabar prejudicando os “bons costumes” da população? Ou justamente porque convivem diariamente com todos esses “tabus” que os cidadãos aprendem a ser mais civilizados?

O pessoal do Tudo de Blog discutiu sobre essa questão e imaginou o que aconteceria se uma lei assim também fosse aplicada no Brasil. Confira as diferentes opiniões e participe do nosso blog, dizendo o que acha de toda essa polêmica.

Sobre consciência e tudo mais
Marina Mamede – http://vendendosonhos.blogspot.com

“(…) Tudo é questão de hábito e de consciência. As pessoas têm que se auto-regrar, saber até onde vão seus limites e diferenciar o vulgar do que pode ser exposto. Nem tudo é imoralidade. Precisamos mudar o nosso conceito do que é realmente feio ser visto. Assistimos diariamente a cenas horrendas de violência praticadas em nossas portas e à luz do dia. Antes viver em um país onde o sexo é liberado do que acordar todos os dias e não ter a certeza se estará vivo ao anoitecer, isso sim é feio e imoral (…)”.

Se a Moda Pega…
Juliana Rodrigues – http://caprichosa.make-up.zip.net

“(…) Piada? Coisa de doido? Vulgaridade? Cultura? Ou apenas Liberdade? Ou quem sabe até Modernidade? Imagina se a moda pega? Vamos passar a enfrentar outro tipo de congestionamento. Pode parecer um pensamento ultrapassado meu, mas acho que esse tipo de demonstração de afeto é uma coisa muito íntima entre o casal, e tem que ficar entre quatro paredes. Já é super constrangedor, você dividir o mesmo espaço de um casal se beijando, imagina avançando um pouco mais o sinal? E onde fica a ética? O respeito? Os princípios? Assim BBB vai perder a graça. Porque até essa fechadura, você vai poder espiar. Viraria uma Zorra Total. Que fique na Holanda. Cada doido com sua loucura, não é mesmo?(…)”.

Por favor, não no banco recém pintado
Priscila Ponte – http://bestloser.livejournal.com/

“(…) Eu não gostaria de estar passeando num parque e de repente ver pessoas fazendo coisas íntimas demais encostadas numa árvore. Eu não quereria ser exposta a isso e não quereria me expor de certa forma. Acho que não funcionaria muito bem essa coisa de sexo exposto aqui no Brasil, simplesmente porque a população brasileira ainda tem que aprender a respeitar , a tolerar e a aceitar certas coisas. Tudo bem se fosse um casal hetero, e se fosse um gay? Iriam jogar pedras? Xingar? Temos muito o que evoluir ainda. Acho que liberdade deve ser liberada aos poucos e em pequenas quantidades, para que as pessoas se acostumem com ela e tenham tempo de assimilar que isso não é errado (…)”.

Holanda: o país de outro mundo
Lívia Estrella – http://lidusurf.blogspot.com

“Um país onde consumir drogas, a eutanásia quando o doente está em estado terminal e a prostituição são atos permitidos e legais, liberar o sexo em lugares públicos não é nada demais. Pois se o holandês acha que pode escolher se quer fumar um baseado depois do almoço, por que não dar continuidade a um amasso no meio da rua? Desde que não tenha crianças por perto, é claro. A intenção deles não é vulgarizar o sexo, mas que as pessoas possam e tenham o direito de fazer suas escolhas de verdade. É o tal livre – arbítrio, livre. Livre de regras, livre de preconceitos. A Holanda é genial. Nunca fui pra lá, mas o holandês deve ser o ser mais evoluído de todos (…)”.

AFF!
Vanessa Bittencourt – http://pollyok2.zip.net/
 
“(…) Concordo que sexo não é crime e sim uma atividade natural do homem, mas também é natural do homem sentir vergonha, constrangimento. Os liberais que me desculpem, mas entre defender os (supostos) direitos de um casal que só quer prazer e os direitos dos constrangidos, fico com o segundo grupo! Pensar no próprio prazer e esquecer do que podem estar sentindo as pessoas em volta é egoísmo. Viver (bem) em sociedade é procurar uma saída para que a maioria fique satisfeita. É frescura fazer tanta questão de manter relações sexuais ao ar livre. Para momentos íntimos, lugares íntimos! (…)”

Holanda, aí vamos nós!
Karen Barbarini  – http://www.inkatharsis.blogger.com.br

“(…) Desde que existe sociedade, o ser humano encucou que o sexo é coisa proibida, pecaminosa, que deve ser escondido. Lógico que as igrejas têm um dedinho nessa crença, elas são grandes responsáveis por tornar o sexo uma coisa horrorosa e absurda. Mas o que todo mundo esquece, é que antes de alguém-que-eu-não-sei-quem criar essa coisa de civilização, todo mundo fazia sexo o tempo todo, onde quer que fosse. As pessoas fingem não saber que todo mundo faz sexo, que a grande maioria dos seres humanos são originados pelo sexo. Se a Holanda acha que seu país é civilizado o bastante para que a população possa fazer a coisa toda no meio do parque, eles que sejam felizes, e nós que nos mudemos todos pra Holanda ou morramos de inveja, ué! (…)”.

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21
03/2008

Em nome de (que) Deus?

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 17:54 Comentários 24

A Semana Santa é um importante marco do cristianismo e celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Mas nem todo mundo parece estar preocupado por isso, afinal, existem no mundo mais deuses e religiões do que desconfia nossa vã filosofia.

Eu perguntei à galera do Tudo de Blog em que deuses eles acreditavam, no meio desse imenso self-service religioso em que vivemos hoje em dia. E teve todo tipo de resposta: de hinduísmo a umbanda, passando por espiritismo e wicca.

Mas a unanimidade mesmo veio de uma frase muuuito lida nos perfis de Orkut por aí afora: “tenho um lado espiritual independente das religiões”.  

Confira alguns trechos dos melhores posts e deixem seu comentário também!

Feliz Páscoa! :)

Apenas um cara legal
http://www.deferiasnesteplaneta.blogspot.com/ – Alessandra de Castro

“(…) O meu Deus personalizado é um cara tranqüilo, de férias e chinelas havaianas; ele sabe que o rumo que as coisas tomarão é responsabilidade nossa e provavelmente aproveita as horas vagas para criar e transformar outros ambientes. Este Deus é criativo e empreendedor, não dá fim nas situações quando aparecem problemas e não acha que é um fracasso por causa disso; gosta de tudo que fez e não se arrepende se alguma coisa saiu errado, sabe que na maioria das vezes tudo tem conserto. Um cara bacana que me aceita do jeito que sou e que tem como lema: Se precisar é só chamar!”.

Eu acredito no Deus do livre-arbítrio
http://pollyok2.zip.net – Vanessa Bittencourt

“Eu acredito num Deus que criou tanto o mundo quanto homens que gostam de brincar de deuses. Eu acredito num Deus que nos concedeu o livre-arbítrio. Quando acontece algo ruim, muitos se perguntam: por que Deus deixou que isso acontecesse?, mas na minha cabeça sempre esteve claro que uma vida influencia a outra (seja fazendo o bem, seja fazendo o mal) e que isso está fora do nosso controle e do controle de Deus. Caso contrário, seríamos só bonecos, só personagens e não teria sentido nenhum viver. Não vejo Deus como um autor de novela das 8, escolhendo o que faremos, o que queremos ou o que acontecerá conosco. Acredito que nós tomamos as decisões por conta própria e que devemos arcar com as conseqüências delas. (…) Só peço a Ele que me acompanhe sempre. É bom sentir que no fundo não estou sozinha”.

Em quê eu acredito? Quando descobrir te aviso http://www.aindavirogente.blogger.com.br/- Juliana Lobo

“Na minha adolescência busquei incessantemente uma base religiosa que respondesse às minhas expectativas: minha infância foi católica no meio de uma família metade messiânia, metade evangélica. Sempre existiu essa variedade de religiões , o que muitas vezes gerou alguns conflitos. Até os meus quinze anos, freqüentei a igreja católica veemente procurando respostas para todas as dúvidas da minha vida, não encontrei. E até hoje ainda existem muitas dúvidas. Resolvi virar evangélica, dar aulas de teatro pra criancinhas, crente (literalmente) que ia dar em alguma coisa, não deu. (…) Hoje posso dizer que eu sou agnóstica, mas tenho medo. Preciso meio que ver pra crer e por mais contraditório que isso pareça, de certa forma acredito que há uma força superior também. Talvez seja o costume de ter acreditado uma vida inteira. Talvez seja a esperança ainda reluzente. Não sei, é o grande mistério. A questão é que sempre busquei respostas nos lugares errados, elas na verdade estão em mim. Como disse, não posso dizer o que sou, talvez o que não sou, mas não o que sou, não descobri ainda. Questão de tempo e, por que não, fé?”.

O Deus que eu confio…
http://palavrasmomentos.zip.net/ – Mariana Guido

“A força de Deus sempre esteve presente em minha vida. Sou católica e, confesso, já fui mais assídua, mas a fé é persistente e está sempre comigo. Acredito que é importante, sim, ter uma religião, ir à missa e seguir algumas tradições. Mas, sinceramente, não tenho seguido essa minha concepção. Atitude que, às vezes, me faz arrepender de não ter feito esse ou aquele sacrifício ou penitência na Quaresma. (…) Por isso, abro meu coração e coloco meu caminho nas mãos D`Ele. Assim, tenho a certeza de que, mesmo com as minhas falhas, minha ausência na missa aos domingos e nos sacrifícios que deixei de fazer, Ele está sempre comigo. Porque eu aprendi que Ele não nos abandona em momento algum. Aprendi que preciso fazer a minha parte para que Ele faça a dele e acima de tudo, aprendi que é preciso cultivar a presença D`Ele na minha vida”.

O Deus a quem eu sirvo
http://jornalistateen.blogspot.com/ – Louise Mira

“O Deus a quem eu sirvo é vivo. É o princípio, o meio e o fim. É bom e justo, piedoso, nunca me deixa tropeçar. É Deus com D maiúsculo. E, sim, Ele existe. Falei com Ele hoje, como falo todos os dias. E, quanto mais o conheço, mais me apaixono por Ele. O Deus a quem eu sirvo traz para mim o que droga ou bebida nenhuma pode trazer. O Deus a quem eu sirvo me ama tanto, que enviou o seu único e amado filho, Jesus, puro, perfeito, para ser pregado numa cruz por mim, sendo que eu nem merecia. (…) O Deus a quem eu sirvo não pode, jamais, ser explicado pela ciência, nem ser refutado por vãs filosofias, nem pode ter sua grandeza avaliada pela mente humana. Afinal, o homem é falho e incompleto. A mente de Deus não poderia ser compreendida pelas nossas mentes, tão pequenas e acostumadas com nossas vidinhas industrializadas. Não adianta tentar explicar o Deus a quem eu sirvo. Deus é o doce mistério que, um dia, todos nós conheceremos e reconheceremos que nada podemos sem Ele”.

O Meu deus
http://www.defloraflor.blogspot.com/ – Bárbara Mançanares

“O meu deus é tudo aquilo que há de bonito e que me faz transbordar. Não exige orações decoradas ou mil-e-um sacramentos. Não pune ou glorifica. Ele diz que sou responsável por minhas atitudes e que devo mudar de caminho sempre que achar necessário. Diz também que não é preciso freqüentar igrejas para alcançá-lo, porque o templo que ele habita está em mim. Todas as noites ele escuta as ladainhas da minha cabeça ecoando num monólogo que, vez ou outra, está acompanhada de um choro abafado. Quando tenho medo, peço a ele que me proteja – e me acho sempre muito egoísta, porque eu só peço ou desabafo. Mas ele sempre escuta, e eu me agarro a essa certeza como um neném ao dedo da mãe. Ele é homem, mulher, criança e energia. Possui todas as cores, formas e sons. Ele é o tudo que existe, uma mistura. E é por isso que a gente se entende e se ama”.

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13
03/2008

Você ficaria com um gay?

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 23:01 Comentários 29


No último BBB, não se falou em outra coisa: afinal, Dr. Marcelo, gay assumido em rede nacional, estava mesmo interessado em Gyselle ou era somente estratégia de jogo?

Teorias bigbrotherianas a parte, a principal questão disso tudo é: homossexuais podem, eventualmente, se interessar por pessoas do sexo oposto? Ou sendo ainda mais direta: você ficaria com um gay (ou lésbica, no caso dos meninos)?

Confira o que a galera do Tudo de Blog pensa sobre esse tipo de relação e diga o que você acha disso tudo. Eu vou ficar aqui, só espiando. :)

Dividindo mais que a Chapinha
Juliana Rodrigues – http://caprichosa.make-up.zip.net/

“Fico aqui imaginando se aquele homem sensível, que parece ser minha amiga, que compartilha os mesmos gostos que eu, até mesmo o de suspirar pelo Brad Pitt, virasse pra mim, e dissesse que queria ficar comigo, o que eu faria? Acredito que atração, não tem hora, nem momento marcado pra acontecer. Mesmo que não goste da fruta, ele pode, sim, se sentir atraído por mim. E eu poderia também me sentir atraída por ele, pois apesar dele ter soltado as frangas e revelado que o seu negócio é cor de rosa, e sua vida é purpurina, ele não deixou de ser homem. (…) Se a gente já divide a Chapinha, por que não dividir um pouco mais de intimidade?(…)”.

Amizade literalmente colorida
Alessandra de Castro – http://www.deferiasnesteplaneta.blogspot.com

“(…) Nem vou negar, na minha lista existem três nomes supostamente alegres e afirmo que a pegada é quase igual em comparação aos heteros, talvez alguns detalhes diferencie o momento, gays são mais tranqüilos, mais leves e relaxados. Eles tornam o jogo de sedução um pouco mais longo, sensível mesmo, não existe aquele desespero de fugitivo da prisão que assola alguns homens, homossexuais não transformam suas conquistas femininas em presas, sabem cercar sem afobar a hora do bote. Recomendo sim, até porque creio nas vontades humanas e no presente, não inventaram um radar infalível para detectar quem gosta da mesma fruta que você e inúmeros são os casos de pessoas que escondem o lado colorido por toda a vida. Entre o saber e o não saber, eu fico conscientemente satisfeita com a primeira opção”.

Você ficaria com um gay?
Aline Marasca – http://pinklipstick.blogger.com.br/

“A pergunta direta me foi feita no domingo à noite. Dado um prazo até quarta para pensar com carinho, tinha que dizer o porquê e entregar a pauta. Não precisei de três dias para chegar a uma conclusão. Na verdade, não foi necessário um minuto para responder: não, nunca, jamais. (…) Me mantenho nos padrões conservadores do século XXI (acredite, ainda existem). Ninguém me tira da cabeça que beijo envolve sentimento, sim senhora. Como lidar com a expectativa frustrada de uma relação maior, já que o par em questão gosta de garotos tanto quanto a gente? Coração partido: melhor evitá-lo ao máximo”.

Break The Wall
Rodrigo Gurgel – http://monkeysintheloft.zip.net/

“Vou começar dizendo que considero o amor algo que vai além, e muito além, do físico. E agora já vou dizer que eu não me apaixono por rostos, eu não me apaixono por genes, eu não me apaixono por corpos, e minha paixão não se limita a eles. Eu me apaixono por sorrisos, por frases, por idéias, por mentes. Eu me apaixono por pessoas. Considero fútil e supérfluo a necessidade da definição de gay, de bi, e de hetero. Considero que a mente humana é complexa demais para se limitar a uma opção sexual, e que não exista pessoa no mundo com direito de limitar alguém a isto (…)”.

Beijos arco-íris
Marina Mamede – http://vendendosonhos.blogspot.com

“Atração acontece sempre, independente da opção sexual, somo seres humanos e isso é extremamente normal. A questão não é você se apaixonaria por um gay e sim você FICARIA com um gay?. Eu ficaria. Na verdade já fiquei e não me arrependo, e se não namorasse ficaria outra vez. Se você sabe que ele(a) é gay, você não se entrega de corpo e alma (entregue só o corpo, ok?) porque se preservar é preciso e apaixonar por gay é gostar de sofrer. E mais, a vantagem de ficar com gay (ou bi) é que na manhã seguinte não vão te ligar as 8 da manhã e sua caixa de mensagem não estará lotada, pra quem não gosta de gente chiclete é a melhor opção (…)”.

O outro lado da moeda
Anne Lucena – http://hanna.niji-neko.net

“Homossexual, de acordo com o movimento lilás, é uma pessoa que se senta atraída por alguém de mesmo sexo que ela, não importando a idade. No caso, uma pessoa que se diz gay e se sente atraído por uma pessoa de sexo oposto é bissexual (ou mentiroso, mas isso não é o caso). A questão é, quando um bi fica com alguém de sexo oposto ele não deixa nem de ser gay, nem de ser homem. Mas será que a mente da gente aceitaria numa boa ficar com um garoto que beijou outro na noite anterior? (…) Pra quem conseguir superar o preconceito, pode ser uma experiência muito agradável – ou não, homens são todos iguais, certo? A mim cabe uma risada e a certeza de que isso não é impedimento para nada”.

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10
03/2008

Adeus, Fidel

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 0:29 Comentários 16

Desde que Fidel Castro deixou a presidência de Cuba, o comunismo voltou a ser pauta da vez nos jornais, escolas, mesas de bar. E como o Tudo de Blog também é política, a gente não poderia ficar de fora dessa discussão.

Você encararia viver na base do tudo-para-todos? Ou a vida não é possível sem liberdade para fazer as próprias escolhas?

A galera abriu a boca e disse o que pensa sobre como deve ser a vida em uma sociedade em que tudo é igual para todas os cidadãos: perfeição, utopia ou simplesmente uma insanidade?

Igualdade: "o tesouro perdido" ou "chuta que é macumba"?
Mayra Lobão – http://nutellacommorango.blogspot.com/

“O ser humano é um tipo folgado. Folgado, mas esperto. Não mede esforços para correr atrás de lucros, luta com todas as forças para conseguir ter algo a mais que os outros. Ainda assim, é folgado. Explico: já foi visto em outros tempos de tentativa de socialismo que a base igualitária não funciona. Um homem, sabendo que, independente de quanto trabalhasse, ganharia o mesmo que o seu amigo que trabalhava muito (ou pouco), o que fazia? Relaxava. O dele estava garantido! (…) Pergunto: é justo isso? Seria justo um mundo igual para todos se todos fossem iguais. É claro que o homem é diferente um do outro, mesmo dentro de uma massa. E nada move melhor esse mundo do que a produção e recompensa. É quase como uma caçada ao tesouro”.

Fidel Lula da Silva
Giuliana de Santana – http://saumenchleden.blogspot.com/

“Eu gostaria de viver num país comunista. É tão ruim ver o mundo sofrendo quieto e nós gozando de todo o conforto e barriguinha cheia que nos são possíveis… (…) Claro que existem pessoas que se esforçam muito para conseguir encher seu porquinho, mas também têm outros que roubam, têm um tanque para lavar dinheiro, enganam outros seres como ele e, no final, desfrutam de todos seus méritos. Por isso, acho que devemos nos igualar. Posso, com certeza, estar equivocada, mas melhor não ser enganado e ter seu dinheirinho que não é uma fortuna, mas o suficiente, do que sofrer vendo os moradores de rua e ter a consciência dolorida (…)”.

Sonhando com um mundo melhor
Vanessa Bittencourt – http://pollyok2.zip.net

“Todo mundo já parou um minuto para sonhar com um mundo mais feliz, bonito, justo e igualitário. Ok, o comunismo prega um mundo igualitário, mas será que um mundo totalmente comunista seria capaz de se auto-sustentar? Acho que se isso fosse realmente possível, o capitalismo não teria conseguido dominar o planeta, enquanto o socialismo se mantém apenas em meia dúzia de países. Apesar de ficar horrorizada com as desigualdades sociais do nosso país, eu não gostaria que ele fosse comunista. (…) O mundo dos meus sonhos seria aquele que unisse o melhor dos dois regimes: educação e saúde de qualidade, liberdade e o direito de escolher entre o meu e o nosso. Mas o homem seria capaz de criar um mundo assim?”.

Eis a questão
Bruna de Santana – http://brunaboo.blogspot.com/

“Na escola, sempre tive uma boa imagem do Comunismo. Aprendi que essa ideologia era do bem e por ser um sistema que tinha como objetivo uma sociedade sem classes, já me vinha na cabeça direitos iguais para todos. Mas isso já tem um tempo… Hoje as coisas mudaram. (…) Posso parecer pessimista, mas sinceramente acho que a solução para uma sociedade mais justa está longe de ser alcançada, seja pelo Comunismo ou pelo Capitalismo. Faltam valores, falta respeito, falta a real intenção… O estado é desanimador e o terror provocado pelo sistema, só atrai ainda mais a decadência”.

Bye Fidel
Priscila Ponte – http://bestloser.livejournal.com

“Desde pequena, ouço que cada um tem o que merece e que tem que trabalhar muito pra ter aquilo. Então, chego na escola e aprendo que antigamente as pessoas eram escolhidas por deus pra estar numa classe maior e serem mais importantes. Um pouco depois aprendi sobre o comunismo e isso me confundiu mais que uma mente adolescente precisa. Eu nunca aceitei o fato de todos terem tudo igual apesar de seus esforços serem diferentes. (…) Eu sou defensora de um país livre. De um país que você tenha o que é seu porque você trabalhou duro para conseguir e não porque o governo tirou de alguém para lhe dar. Simplesmente não faz sentido”.

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03
03/2008

Amor é uma coisa e sexo é outra? Elas dizem que sim!

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 21:42 Comentários 17

Se para as meninas do post anterior sexo casual pode rolar numa boa, sem romances & afins, hoje é a vez de ouvir o outro lado dessa questão. Afinal, também há quem considere o sexo algo íntimo demais para ser feito com alguém que talvez nem vá telefonar no dia seguinte.

A verdade é que, independente da opinião de cada um, com amor ou somente por puro tesão, o que não pode faltar é camisinha. :)

Outro patamar
Monique Messias – http://www.caixinhademusica.blogger.com.br/

“Odeio ser feita de carne. Odeio sentir necessidade de carne. Carne nas suas variadas formas… carne de comer, carne de beijar, carne de sentir e cheirar e saciar, devorar, consumir, satisfazer. (…) Preciso mais que isso. Outro patamar. Coisa do futuro, ou do presente-evolução. Amar por amar, sem desejos, sem ter que saciar. Não querer nada em troca, acabar com esse infinito esperar, de uma realização que é mais amor próprio que amor por amor (…)”.

O que é meu tá guardado
Louise Mira – http://jornalistateen.blogspot.com

“Dentro do meu corpo não há lugar para alguém com o qual eu não vou passar o resto da minha vida. Radical demais? Pode ser. Mas não achei meu hímen no lixo, e não valho só uma noitada a mais. Posso estar pensando contra 90% da população, mas eu não me importo. Essa modinha de hedonismo não cola comigo. Não estou dizendo isso por falso moralismo, e nem querendo dizer que sexo casual é coisa masculina, e que só as mulheres têm que se valorizar. O que eu digo é que isso vale para todos. (…) Não me importo de ser diferente. Faço minhas escolhas, independentemente das tendências. Estou guardando o que há de bom em mim, para entregar àquele que também guardou o melhor para me oferecer. E sei que não terei que acordar arrependida no dia seguinte”.

Sexo, corpos e corações
Vanessa Bittencourt – http://pollyok2.zip.net

“Cada um sabe o que faz com o próprio corpo. Eu sei muito bem o que devo ou não devo fazer com o meu. Não me agrada a idéia do sexo casual. Sexo é um momento de carinho tanto quanto um abraço. Mesmo que seja mais sério e menos inocente que um abraço, ainda assim o que você faz com a outra pessoa é trocar carinho. Eu não costumo abraçar qualquer um, então também não farei sexo com qualquer um. Meus carinhos vão apenas para quem eu realmente gosto. Fazer sexo é dividir sua intimidade com alguém. (…) Cada um tem o seu modo de ver o sexo e o meu é o seguinte: para conquistar meu corpo, primeiro é preciso conquistar meu coração”.

Ainda não quero sexo, quero amor!
Flavia Costa – http://www.dentrodelatem.blogspot.com

“Hoje, pra mim, sexo é uma coisa totalmente descartada do baralho. Estou completamente solteira, sem nenhum futuro namorado à vista. Tá, é claro que posso encontrar sexo em outros lugares — é muito mais fácil hoje encontrar sexo do que vaga em estacionamento de shopping; e dá pra fazer sexo sem namorado. Aliás, muitos meninos ainda preferem essa opção. Eu ainda não. (…) Dizem que é uma delícia — algo totalmente desprovido de pudor onde você faz coisas que nem imaginava fazer em 3 anos com o namorado. Mas ainda sou daquelas que espera o cara ligar na manhã seguinte quando rola um mísero beijo, que dirá quando rolar uma coisa com uma dimensão dessas. Ainda faço parte do grupo de românticas assumidas que preferem o processo lento, a conquista, o beijo, o namoro e depooooois quem sabe. Mas veja bem, AINDA… vai saber, né?”.

Amor é Bossa Nova; sexo é Carnaval
Julianna Alves – http://julieinwonderland.blogspot.com

“Com a chegada do século XXI, também podemos considerar a chegada de mulheres com roupas cada vez mais curtas, meninas cada vez mais novas sendo mães, homens cada vez mais galinhas e é claro, sexo cada vez mais casual. Ninguém mais sai pra noite na intenção de só dançar. O negócio é espreitar o alvo do sexo oposto e tentar convencê-lo a fazer com você o que quiser. (…) Sexo, por ser a coisa mais espiritual que temos — a conexão entre dois seres, quando duas almas se transformam em uma, a maior e melhor declaração de amor, o ato de ser dar ao outro — devia ser meio que tratado como antigamente. Mas claro, sem o ritual do sangue na janela. E não, querida, sexo casual não vale a pena e é só uma desculpa pro seu amor pra te usar e jogar fora. Agora vai se afogar num copinho de coca-cola”.

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