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11/2009

O vestido da discórdia

Categorias: Sem categoria - Por Andressa Fernandes às 23:52

geisy-uniban

Nunca (ou pelo menos há um bom tempo!) uma saia curta criou um bafafá tão grande no Brasil como o caso da universitária da Uniban, apedrejada por colegas por causa do tamanho do seu vestido.

Mas afinal, de quem é a culpa disso tudo? Da Geisy? Dos alunos? Da universidade? Do País inteiro? Ou o caso simplesmente não tem culpados? Vejam como as blogueiras da Capricho encaram a história do “vestidinho da discórdia”.

Sem culpados
Gabriela Andrade, do blog http://gabiandrade.blogspot.com

O que aconteceu com a Geyse foi culpa de todo um efeito dominó: a menina gostava de roupas ousadas, não se importava de chamar a atenção, ia vestida assim para a faculdade, os pais não proibiam, a faculdade não reprimiam e aposto que os meninos não se importavam. Não estou pegando ninguém para santo ou para judas, mas a menina atiçou e não foi de agora. Aposto que não foi do nada; ultrapassou um limite. Talvez o limite do bom senso. Só sei que deu no que deu e que uma faculdade deveria ser um espaço, no mínimo, um pouco mais decente (e aqui eu não falo exclusivamente da roupa da senhorita).

Muito barulho por nada
Roberta Calabre, do blog http://betajackson.blogspot.com/

Bom senso não dói. Mas infelizmente é uma virtude que não se acha em farmácia, nem em cadeira de universidade. Geisy deveria ter pensado antes de colocar aquela roupa e afrontar a moral da instituição (e a sua). Mas seus colegas de classe também deveriam ter pensado antes de criarem um tumulto que sujou muito mais o nome de sua universidade do que qualquer vestidinho rosa seria capaz.

Sobre o vestido rosa-choque
Anne Caroline Gamba, do blog http://aannecaroline.blogspot.com

Como todos os problemas na vida, há dois lados em discussão. Mas afinal, qual a roupa apropriada para universitários? Em todas as universidades usam-se shortinhos, minissaias e largos decotes e isso nunca foi motivo para ataques de fúria. Então qual foi o problema? A marca do vestido? A cor? Rosa-choque não está na moda? Com toda sinceridade, acredito que um pedido formal na coordenação pedindo que a menina fosse discreta seria o suficiente. Porém isso é uma grande incógnita num país que se diz liberal e cultiva a cultura nudista.

Há necessidade?
Tássia Jaeger, do blog http://tataj.blogspot.com

Sinceramente, acho que a Geyse não merece nem a metade das defesas que está tendo, nem das páginas de jornal e do tempo de TV e rádio que está ocupando. Óbvio que achei errada tamanha agressão verbal sofrida por ela, mas que ela pediu, ah, pediu. Não estou dizendo que as mulheres não devam ter liberdade pra irem e virem vestidas como quiserem, mas, cá entre nós, há alguma necessidade de ir pra faculdade vestida assim?

Tamanho da saia ou tamanho da mente?
Bianca Hennemann, do blog http://adjuntoadverbial.blogspot.com

É completamente lastimável pensar que as pessoas, nesse caso estudantes universitários e não simplesmente colegiais, ainda julgam por aparências. Essa é a razão pela qual, diante disso tudo, eu me pergunto se o vestido era pequeno ou pequena era a mente dos que protestaram, hostilizaram e expulsaram a menina do seu direito de estudar. Direito este que, mais uma vez ironicamente, é para todos. Sem nenhum tipo de restrição.

Na Playboy sim, na escola, não
Jéssica Cruz, do blog http://vidasilustradas.zip.net

Quando o, até então, assunto da semana (agora é o apagão) está na roda de amigos, procuro ficar quieta. Porque se eu disser que não tolero esse tipo de comportamento, e na posição da faculdade eu advertiria a Geisy da mesma forma (e também aos alunos, que foram tão esdrúxulos quanto ela), será motivo para uma hora de sermão, afinal eu como mulher deveria defender a liberdade feminina e não ficar pendurada nesse falso moralismo. Desculpem-me, mas eu, não só como mulher, mas como ser humano, defendo mesmo é o respeito.

Um vestidinho sem bolinha amarelinha
Nicole Galera, do blog http://ruasdeoutono.wordpress.com

Não estamos aqui para discutir o tamanho ou a cor do vestido, nem se ele era de bolinhas, mas sim a reação exagerada dos outros, afinal vivemos num país livre que permite a liberdade de escolha das roupas. Aquele tipo de vestimenta era inadequado para o local? Acho que sim. Mas não justifica o fato da menina ter sido linchada por toda uma gama de pessoas que se achavam no direito de criticar a roupa alheia! Existe hora e lugar para todos os tipos de vestidos, mas quem tem que julgar a hora adequada para um mais curto é a pessoa que o usa.

O que a saia curta (não) provoca
Maria Rita Leonardo, do blog http://canseidevoces.blogspot.com

De saia justa mesmo ficou a diretoria da Uniban, porque demonstrou que não sabia que mesmo as mulheres de roupa curta têm direitos iguais a todo mundo e que por mais que a maioria esteja errada, os errados têm que serem punidos. Afinal, parece que o caso tem muito mais a ver com civilização e mente pequena do que com uma saia curta.



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