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Cadê a autoestima que estava aqui?

Postado por Nathalia Duprat em 09-09-2009 às 23:05

Gostar de si próprio nem sempre é uma tarefa fácil. Aliás, posso até mesmo dizer que a relação mais complicada é aquela que vivemos com nós mesmos. Do amor próprio a um desconforto total, às vezes mudamos de sentimento em segundos!

Por que será que é tão complexo aceitar quem somos de verdade? Como lidar com essa estranha sensação de baixa autoestima? As blogueiras da Capricho contam como é essa relação de amor e ódio com nosso próprio espelho.

Autoestima? Estou procurando
Natalia Moreno, do blog astrolouk.zip.net

Nunca fui daquelas que olha no espelho e se acha a mais linda do mundo: sempre vi um defeitinho aqui e outro acolá. Teve um dia, lá pelos meus 14 anos, que não sai de casa porque achava meu nariz muito grande, chorei rios e fui consolada pela mamãe que dizia ser invenção da minha cabecinha. Até já pulei de um carro em movimento, só para ver se essa dorzinha aqui dentro passava, mas não passou e eu cheguei a conclusão de que sou a responsável pelo o que sou e que preciso que mudar o que não gosto. Hoje me valorizo mais, mas ainda não me sinto totalmente confortável; vou seguindo em frente, procurando lembrar que tenho uma família louca que me ama e um namorado que esteve comigo nas horas mais difíceis.

Quanta angústia!
Gabriela Pagliuca, do blog dancandosozinha.blogspot.com

Realmente estou tentando não deixar que a tristeza e a baixa autoestima tomem conta de mim. Não tenho certeza se isso é algo conquistável, talvez seja coisa de momento. Mas pra mim, sempre parece uma bola de neve: eu não me amo, logo os outros não me amam, eu me amo menos e as pessoas me amam menos também. Acho que minha angustia toda se resume a não me valorizar o suficiente pra viver feliz só comigo. Queria ser autossuficiente e que os outros fossem só um detalhe (sem desfazer de ninguém, pelo amor…). Mas sei que quando conseguir isso, vou encontrar outra coisa que me angustie, porque nunca paramos de reclamar…

Thaís, a feia
Thaís Carvalhaes, do blog Colunadathais.blogspot.com

É sexta-feira e eu estou indo para uma festa. Me arrumo, passo maquiagem, penteio o cabelo. Quando olho no espelho: um desastre. É sempre assim: minha autoestima lá embaixo. Raramente me sinto bonita ou atraente. Não sei se sou feia de verdade ou se é tudo coisa da minha cabeça, mas já cheguei a chorar por me achar horrível, e não foram poucas as vezes. Não consigo lidar com isso, mas tento levar um dia atrás do outro e pensar que melhoro aos pouquinhos.

Instabilidade
Aline Marasca, do blog pinklipstick.blogger.com.br

O que me deixa confortável comigo mesma são as companhias. E não, não é só a da mãe, que diz que sou linda. São as pessoas que não se importam se eu não vista tamanho 36 ou que não tenha feito as cutículas. Aquelas que vão rir do meu pé meio torto, mas vão mostrar que o delas é mais ainda. É com elas que não preciso ficar puxando a blusa pra baixo pra esconder a gordurinha e ficar pensando na relação tensa que tenho com o meu nariz. Junto delas eu sei que, mesmo em dia de chuva, quando sair na rua, não vale a pena sofrer pelo cabelo armado – em menos de dois dias o sol vai voltar a nascer.

Complexo de Dorian Gray
Renata Keyko, do blog mulhervitrola.blogspot.com

A hoje menina-quase-bem-resolvida-cheia-de-opiniões quase já fez xixi nas calças de tanta insegurança. Já chorou e já bateu no espelho por se achar a última das criaturas, bebeu e ficou de porre quando descobriu que as coisas podem não sair sempre perfeitas. Um dia, a ficha caiu. Cansei da guerra. Resolvi buscar a mãozinha lá de dentro pra me erguer. Olhei pro espelho e quis aprender a aceitar que aquela imagem ali, que demorou tanto e tanto para formar-se, me pertencia. Vez ou outra, ainda bate aquela insegurança, claro; eu me permito… mas xixi, eu não faço mais!

Amo cada pedacinho meu
Bruna Brasil, do blog enasceuoeraumavez.blogspot.com

Quem disse que meninas gordas não têm boa autoestima! Sou acima do peso e nunca tive problema em me olhar no espelho e admirar minha beleza. Me acho bonita, sim, e ninguém nunca vai mudar isso. Porque o fato de eu ser gordinha, fofuxa, ou qualquer que seja o apelido, não muda a minha beleza - tanto a interior, como a exterior. Sempre fui a mais extrovertida, a mais simpática e a mais brincalhona; e não porque eu tinha que chamar atenção de algum jeito. Apenas sou tão de bem com o meu corpo, com a minha beleza, comigo mesma, que é impossível não deixar transparecer a minha segurança e auto-estima para o mundo.

Patinha feia
Milena Araújo, do blog illusorium.com/x/

Lembram do patinho feio? Bem, é mais ou menos como foi minha vida. Claro, não vou dizer que virei uma cisne. Longe disso. Mas, deixei de ser a patinha feia e desengonçada que passei minha infância e adolescência inteira sendo. Não gostava de mim do jeito que eu era, então, resolvi mudar. Comecei a me vestir do jeito que eu gostava, a colocar as cores que eu tinha vontade no cabelo, a não reprimir meu riso, a ser simpática com as pessoas do jeito que eu queria que elas fossem simpáticas comigo, mesmo nem sempre sendo retribuída. Comecei a ver a vida do jeito que eu gostaria que a vida fosse: feliz.

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Naty é uma jornalista competente, blogueira inspirada e amiga querida que mora longe desta Redação – mas sempre traz bolo de rolo quando vem do Recife!

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