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03/2008

Adeus, Fidel

Categorias: Tudo de Blog - Por Andressa Fernandes às 0:29

Desde que Fidel Castro deixou a presidência de Cuba, o comunismo voltou a ser pauta da vez nos jornais, escolas, mesas de bar. E como o Tudo de Blog também é política, a gente não poderia ficar de fora dessa discussão.

Você encararia viver na base do tudo-para-todos? Ou a vida não é possível sem liberdade para fazer as próprias escolhas?

A galera abriu a boca e disse o que pensa sobre como deve ser a vida em uma sociedade em que tudo é igual para todas os cidadãos: perfeição, utopia ou simplesmente uma insanidade?

Igualdade: "o tesouro perdido" ou "chuta que é macumba"?
Mayra Lobão – http://nutellacommorango.blogspot.com/

“O ser humano é um tipo folgado. Folgado, mas esperto. Não mede esforços para correr atrás de lucros, luta com todas as forças para conseguir ter algo a mais que os outros. Ainda assim, é folgado. Explico: já foi visto em outros tempos de tentativa de socialismo que a base igualitária não funciona. Um homem, sabendo que, independente de quanto trabalhasse, ganharia o mesmo que o seu amigo que trabalhava muito (ou pouco), o que fazia? Relaxava. O dele estava garantido! (…) Pergunto: é justo isso? Seria justo um mundo igual para todos se todos fossem iguais. É claro que o homem é diferente um do outro, mesmo dentro de uma massa. E nada move melhor esse mundo do que a produção e recompensa. É quase como uma caçada ao tesouro”.

Fidel Lula da Silva
Giuliana de Santana – http://saumenchleden.blogspot.com/

“Eu gostaria de viver num país comunista. É tão ruim ver o mundo sofrendo quieto e nós gozando de todo o conforto e barriguinha cheia que nos são possíveis… (…) Claro que existem pessoas que se esforçam muito para conseguir encher seu porquinho, mas também têm outros que roubam, têm um tanque para lavar dinheiro, enganam outros seres como ele e, no final, desfrutam de todos seus méritos. Por isso, acho que devemos nos igualar. Posso, com certeza, estar equivocada, mas melhor não ser enganado e ter seu dinheirinho que não é uma fortuna, mas o suficiente, do que sofrer vendo os moradores de rua e ter a consciência dolorida (…)”.

Sonhando com um mundo melhor
Vanessa Bittencourt – http://pollyok2.zip.net

“Todo mundo já parou um minuto para sonhar com um mundo mais feliz, bonito, justo e igualitário. Ok, o comunismo prega um mundo igualitário, mas será que um mundo totalmente comunista seria capaz de se auto-sustentar? Acho que se isso fosse realmente possível, o capitalismo não teria conseguido dominar o planeta, enquanto o socialismo se mantém apenas em meia dúzia de países. Apesar de ficar horrorizada com as desigualdades sociais do nosso país, eu não gostaria que ele fosse comunista. (…) O mundo dos meus sonhos seria aquele que unisse o melhor dos dois regimes: educação e saúde de qualidade, liberdade e o direito de escolher entre o meu e o nosso. Mas o homem seria capaz de criar um mundo assim?”.

Eis a questão
Bruna de Santana – http://brunaboo.blogspot.com/

“Na escola, sempre tive uma boa imagem do Comunismo. Aprendi que essa ideologia era do bem e por ser um sistema que tinha como objetivo uma sociedade sem classes, já me vinha na cabeça direitos iguais para todos. Mas isso já tem um tempo… Hoje as coisas mudaram. (…) Posso parecer pessimista, mas sinceramente acho que a solução para uma sociedade mais justa está longe de ser alcançada, seja pelo Comunismo ou pelo Capitalismo. Faltam valores, falta respeito, falta a real intenção… O estado é desanimador e o terror provocado pelo sistema, só atrai ainda mais a decadência”.

Bye Fidel
Priscila Ponte – http://bestloser.livejournal.com

“Desde pequena, ouço que cada um tem o que merece e que tem que trabalhar muito pra ter aquilo. Então, chego na escola e aprendo que antigamente as pessoas eram escolhidas por deus pra estar numa classe maior e serem mais importantes. Um pouco depois aprendi sobre o comunismo e isso me confundiu mais que uma mente adolescente precisa. Eu nunca aceitei o fato de todos terem tudo igual apesar de seus esforços serem diferentes. (…) Eu sou defensora de um país livre. De um país que você tenha o que é seu porque você trabalhou duro para conseguir e não porque o governo tirou de alguém para lhe dar. Simplesmente não faz sentido”.



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