Diga não ao bullying

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06
06/2011

"Por causa do bullying, comecei a me auto-mutilar"

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 14:56

A leitora G.V., de 13 anos, mandou sua história sobre bullying para nós. No caso dela, a situação chegou ao extremo. O sofrimento que as agressões causaram era tão grande que ela começou a se mutilar.

“Por causa do bullying, comecei a me auto-mutilar. Eu sofro bullying desde os 6 anos, tudo porque tenho uma marca de nascença no rosto, parecida com uma mancha. Em 2008, tudo ficou mais grave. Eu era nova na escola, e quando chegou próximo ao meu aniversário, eu chamei toda a turma para fazer parte, mas ninguém apareceu. A partir disso, comecei as mutilações, pois não me sentia mais importante para ninguém. Este ano, um aluno que era novo na escola em que eu estudo começou a me zuar, e por causa dele, logo em seguida, a escola toda estava me agredindo. Eles falavam que eu estava suja e tentavam limpar meu rosto, no lugar onde tenho minha mancha. Não tinha coragem de contar para os meus pais, mas tive que conversar com meu pai sobre o assunto. Ele foi até a escola falar do problema, e os meninos que fizeram isso comigo foram transferidos, mas o vazio que eu sinto ficou.”

Nós conversamos com a psicóloga Fabiana Pires, que comentou o depoimento da G. “ É essencial promover a conscientização de pais, professores, alunos e todos os que assistem a esse tipo de prática que tanto mal causam as pessoas. Ensinar o respeito pela diversidade é promover a saúde mental e física de todos.”, contou.

Se você passa por um problema como esse não fique calada. Conte aos seus pais e aos responsáveis no seu colégio e enfrente o problema. Essa é uma das maneiras de fazer as agressões pararem.

Você também sofre com o bullying? Manda a sua história para gente.

21
04/2011

"A diretora disse que o que estava acontecendo era culpa minha"

Categorias: bullying, cyberbulling, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 14:25


A leitora A.G., de 15 anos, mandou seu depoimento  contando sua história. O caso dela foi tão grave que ela teve que tomar uma medida extrema: parar de estudar.

“As pessoas da minha escola fizeram um blog sobre mim, inventando mentiras, me xingando e criando boatos. Falei com a diretora do meu colégio sobre isso, mas ela não deu a mínima. Um tempo passou, e eu percebi que até alunos bem mais velhos que eu me zuavam por esse blog, inclusive com ameaças. Novamente recorri à diretora, e ela disse que eu era manipuladora e tudo que estava acontecendo era culpa minha. Por isso, parei de estudar.”

A psicóloga Gabriela Vaz comentou o assunto dizendo que as escolas precisam de um preparo melhor para lidar com esse problema. “Tem que haver um trabalho em conjunto entre a escola e o aluno. É preciso ter um psicólogo na instituição e palestras com orientação para conscientizar os alunos. O problema do bullying não fica apenas restrito ao ambiente escolar, isso pode se refletir em qualquer tipo de relação social que essa pessoa possa ter daqui para frente. Dificilmente será um estrago irreparável, mas, às vezes, é necessário buscar ajuda”, conta.

Em casos como o da A., é importante contar com o apoio dos pais frente à escola. É importante deixar bem claro para a diretoria que o bullying é, sim, algo que deve ser resolvido também pela instituição de ensino.

Você passa por problemas parecidos? Mande seu depoimento!

14
04/2011

"Descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento só para me zoar"

Categorias: bullying, cyberbulling, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 17:07

A leitora P., de 15 anos, mandou seu depoimento pra gente e contou que, mesmo sofrendo com as agressões do bullying, o negócio é enfrentar o problema.

“O meu caso se trata de um cyberbullying. Havia um grupo de alunos na minha sala que não gostavam de mim, e foi aí que tudo começou. No começo eles provocavam na minha frente, mas eu nunca me escondi por causa disso e resolvi contar o problema aos meus pais, e, depois, para uma professora. Para resolver o caso, ela sentou comigo e com as meninas. Depois dessa conversa, as provocações na minha frente pararam, mas eu descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento, criada exclusivamente para me zoar! Quando vi, queria enfiar minha cabeça em um buraco e me esconder para sempre, mas não adiantaria nada se fizesse isso. Contei novamente para os meus pais e dessa vez eles foram ao colégio. Nós selecionamos todo o material que estava sendo veiculado na comunidade, que eram fotos minhas com chifres, nariz de palhaço e até mesmo com ameaças de morte. Não me deixei abalar por essas coisas e, ao invés de trocar de escola, apenas mudei o meu turno de estudo. A minha escola não resolveu o problema, pois as pessoas que fizeram isso comigo continuam por lá, como se nada tivesse acontecido. Mas, por causa da minha atitude, não sofri por muito tempo e não fiquei com nenhum tipo de trauma. Agora, para lidar com isso, tenho um blog e escrevo sobre bullying e outros temas. É o http://vivendoavidadeadolescente.blogspot.com/

A maioria das escolas está mesmo despreparada para lidar com o bullying e a atitude de criar um blog aparece como uma ótima solução. “As escolas estão despreparados porque consideram que a educação da afetividade é tarefa da família, e a da escola é a transmissão do conhecimento. E é mesmo tarefa da família, mas há eventos que só acontecem na escola. Eles (escola) têm que lidar com estes aspectos e tratar o aluno como um ser humano dotado de sentimentos e emoções, e não um robô. Sobre o blog, talvez ela esteja se expondo mais, mas tem o benefício de estar lidando com o problema, enfrentando o trauma. O que é muito positivo e deve ajudar.”, comentou a psicóloga Maria Isabel Leme.

Se você está sofrendo com esse problema, que tal tomar a atitude de P. como exemplo? Também vale a dica de exigir, sim, que a escola se posicione quanto ao assunto.

07
04/2011

"Enfrentei o bullying e ainda conscientizei minha escola"

Categorias: bullying, Depoimentos - Por Equipe Capricho às 17:30


A leitora R. S. F., 13 anos, mandou seu depoimento pra gente contanto como ela conseguiu superar o bullying e, superimportante, ainda conscientizou seu colégio sobre o assunto.

“Escola nova, pessoas novas e agressores novos. Sempre sofri bullying, mas nunca me afetou como neste ano. Tentei mostrar meu lado extrovertido e ninguém me aceitava assim. Várias vezes fui reclamar na diretoria, mas quando iam na minha sala falavam que era coisa da minha cabeça. Minha diretora até falou que eu tinha a autoestima baixa e achava que tudo girava em torno de mim. O tempo passou e o bullying continuou, até que um dia apresentei um trabalho com o tema ‘Diga Não ao Bullying na Escola’. Isso comoveu a sala e me pediram desculpas. Depois gravamos um mini filme sobre o bullying na escola e ganhamos um prêmio do TV Escola, foi uma experiência ótima e todos puderam ver o que eu passei. Acho que se não fosse meu trabalho e minha coragem de me expressar diante da classe, eu não teria mudado o que estava acontecendo.

Corajosa a atitude da R., né?!

Enfrentar o problema é um ponto positivo quando se fala de bullying. Melhor ainda, a R. achou um jeito pacífico de fazer isso.  “Isso foi positivo. Ela encontrou uma forma de evitar que isso continuasse acontecendo com ela, e, dessa forma, pode conscientizar os outros adolescentes que estavam praticando o bullying e melhorar a relação entre ela e os outros alunos. Cada caso é um caso, mas bullying pode trazer conseqüências graves. Deve-se procurar os pais e avisar o colégio para que façam um trabalho entre os alunos para evitar esse comportamento”, explica a psicóloga Daniele Marola Caurin Santana.

Que tal se inspirar na atitude da R. S. F e mostrar para seus colegas que o bullying não está com nada?!

Diga não ao bullying

O bullying prejudica quem sofre, quem assiste e até aquele que pratica. A CAPRICHO é totalmente contra. Acesse o site, comente, reflita e nos ajude a acabar com ele!

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