Diga não ao bullying

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21
04/2011

"A diretora disse que o que estava acontecendo era culpa minha"

Categorias: bullying, cyberbulling, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 14:25


A leitora A.G., de 15 anos, mandou seu depoimento  contando sua história. O caso dela foi tão grave que ela teve que tomar uma medida extrema: parar de estudar.

“As pessoas da minha escola fizeram um blog sobre mim, inventando mentiras, me xingando e criando boatos. Falei com a diretora do meu colégio sobre isso, mas ela não deu a mínima. Um tempo passou, e eu percebi que até alunos bem mais velhos que eu me zuavam por esse blog, inclusive com ameaças. Novamente recorri à diretora, e ela disse que eu era manipuladora e tudo que estava acontecendo era culpa minha. Por isso, parei de estudar.”

A psicóloga Gabriela Vaz comentou o assunto dizendo que as escolas precisam de um preparo melhor para lidar com esse problema. “Tem que haver um trabalho em conjunto entre a escola e o aluno. É preciso ter um psicólogo na instituição e palestras com orientação para conscientizar os alunos. O problema do bullying não fica apenas restrito ao ambiente escolar, isso pode se refletir em qualquer tipo de relação social que essa pessoa possa ter daqui para frente. Dificilmente será um estrago irreparável, mas, às vezes, é necessário buscar ajuda”, conta.

Em casos como o da A., é importante contar com o apoio dos pais frente à escola. É importante deixar bem claro para a diretoria que o bullying é, sim, algo que deve ser resolvido também pela instituição de ensino.

Você passa por problemas parecidos? Mande seu depoimento!

15
04/2011

O atirador do Realengo foi vítima de bullying

Categorias: Sem categoria - Por Andressa Fernandes às 15:42

Imagem: Reprodução Veja.com.br – Homenagem no muro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (RJ)

“A luta pela qual (…) eu morrerei não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying.” A frase, retirada do discurso do atirador Wellington de Oliveira, gravado uma semana antes da tragédia do Realengo, confirmou a suspeita de que Wellington teria, sim, sido vítima de bullying. E que teria promovido um massacre na escola onde estudou justamente por ter sido zoado repetidamente por seus colegas naquele lugar.

O bullying, isoladamente, não pode ser apontado como a causa de uma tragédia como essa. Mas, infelizmente, está entre os principais fatores que levaram Wellingtom a cometer o massacre”, explica Lucia Helena Saavedra, psicóloga e psicopedagoga, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia – seção Rio de Janeiro.

Impossível defendê-lo: por mais que possa ter sofrido, nada justifica que ele tenha “se vingado” atirando contra adolescentes que, assim como ele, não puderam se defender.

E é por isso que CAPRICHO não podia deixar de retomar o assunto. O bullying – zoação e humilhações repetidas contra uma só vítima e sem nenhuma causa aparente – pode, sim, ter conseqüências extremas e muito graves.

No caso de Wellington, outro fator relacionado à saúde contribuiu para que ele cometesse os crimes. Portador de esquizofrenia – doença que pode provocar distorções na maneira como a pessoa enxerga e entende o mundo ao seu redor – sem tratamento, ele passou a isolar-se cada vez mais. A falta de apoio de amigos e familiares fez com que o problema ganhasse proporções ainda maiores. A ponto de ele ter planejado o massacre.

Não dá pra dizer que algo teria evitado essa enorme tragédia. Mas, se ainda é possível existir alguma coisa positiva disso tudo, é que precisamos, mais uma vez, reforçar o respeito ao próximo, o respeito às diferenças e assumir que todos temos responsabilidade para construir um futuro melhor. Diga não ao bullying.

14
04/2011

"Descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento só para me zoar"

Categorias: bullying, cyberbulling, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 17:07

A leitora P., de 15 anos, mandou seu depoimento pra gente e contou que, mesmo sofrendo com as agressões do bullying, o negócio é enfrentar o problema.

“O meu caso se trata de um cyberbullying. Havia um grupo de alunos na minha sala que não gostavam de mim, e foi aí que tudo começou. No começo eles provocavam na minha frente, mas eu nunca me escondi por causa disso e resolvi contar o problema aos meus pais, e, depois, para uma professora. Para resolver o caso, ela sentou comigo e com as meninas. Depois dessa conversa, as provocações na minha frente pararam, mas eu descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento, criada exclusivamente para me zoar! Quando vi, queria enfiar minha cabeça em um buraco e me esconder para sempre, mas não adiantaria nada se fizesse isso. Contei novamente para os meus pais e dessa vez eles foram ao colégio. Nós selecionamos todo o material que estava sendo veiculado na comunidade, que eram fotos minhas com chifres, nariz de palhaço e até mesmo com ameaças de morte. Não me deixei abalar por essas coisas e, ao invés de trocar de escola, apenas mudei o meu turno de estudo. A minha escola não resolveu o problema, pois as pessoas que fizeram isso comigo continuam por lá, como se nada tivesse acontecido. Mas, por causa da minha atitude, não sofri por muito tempo e não fiquei com nenhum tipo de trauma. Agora, para lidar com isso, tenho um blog e escrevo sobre bullying e outros temas. É o http://vivendoavidadeadolescente.blogspot.com/

A maioria das escolas está mesmo despreparada para lidar com o bullying e a atitude de criar um blog aparece como uma ótima solução. “As escolas estão despreparados porque consideram que a educação da afetividade é tarefa da família, e a da escola é a transmissão do conhecimento. E é mesmo tarefa da família, mas há eventos que só acontecem na escola. Eles (escola) têm que lidar com estes aspectos e tratar o aluno como um ser humano dotado de sentimentos e emoções, e não um robô. Sobre o blog, talvez ela esteja se expondo mais, mas tem o benefício de estar lidando com o problema, enfrentando o trauma. O que é muito positivo e deve ajudar.”, comentou a psicóloga Maria Isabel Leme.

Se você está sofrendo com esse problema, que tal tomar a atitude de P. como exemplo? Também vale a dica de exigir, sim, que a escola se posicione quanto ao assunto.

07
04/2011

"Enfrentei o bullying e ainda conscientizei minha escola"

Categorias: bullying, Depoimentos - Por Equipe Capricho às 17:30


A leitora R. S. F., 13 anos, mandou seu depoimento pra gente contanto como ela conseguiu superar o bullying e, superimportante, ainda conscientizou seu colégio sobre o assunto.

“Escola nova, pessoas novas e agressores novos. Sempre sofri bullying, mas nunca me afetou como neste ano. Tentei mostrar meu lado extrovertido e ninguém me aceitava assim. Várias vezes fui reclamar na diretoria, mas quando iam na minha sala falavam que era coisa da minha cabeça. Minha diretora até falou que eu tinha a autoestima baixa e achava que tudo girava em torno de mim. O tempo passou e o bullying continuou, até que um dia apresentei um trabalho com o tema ‘Diga Não ao Bullying na Escola’. Isso comoveu a sala e me pediram desculpas. Depois gravamos um mini filme sobre o bullying na escola e ganhamos um prêmio do TV Escola, foi uma experiência ótima e todos puderam ver o que eu passei. Acho que se não fosse meu trabalho e minha coragem de me expressar diante da classe, eu não teria mudado o que estava acontecendo.

Corajosa a atitude da R., né?!

Enfrentar o problema é um ponto positivo quando se fala de bullying. Melhor ainda, a R. achou um jeito pacífico de fazer isso.  “Isso foi positivo. Ela encontrou uma forma de evitar que isso continuasse acontecendo com ela, e, dessa forma, pode conscientizar os outros adolescentes que estavam praticando o bullying e melhorar a relação entre ela e os outros alunos. Cada caso é um caso, mas bullying pode trazer conseqüências graves. Deve-se procurar os pais e avisar o colégio para que façam um trabalho entre os alunos para evitar esse comportamento”, explica a psicóloga Daniele Marola Caurin Santana.

Que tal se inspirar na atitude da R. S. F e mostrar para seus colegas que o bullying não está com nada?!

01
04/2011

Chris Colfer, ator de "Glee", sofria bullying no colégio!

Categorias: bullying, Com os famosos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 18:05

Não é apenas seu personagem em “Glee”, o Kurt, que sofreu com a violência do bullying. Na vida real, o ator Chris Colfer também passou por dias difíceis durante sua época de escola.

“Eu sofria bullying todos os dias, principalmente pela minha voz, mas isso me fez mais forte”, contou o ator.

E pensar que hoje é principalmente com sua voz que Chris arrasa em “Glee”, hein?! Prova disso é que no começo do ano ele ganhou o Globo de Ouro na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”! Em seu discurso, Chris incentivou as crianças e adolescentes que sofrem com as agressões verbais na escola a lutarem para combater esse problema.

Nessas horas, por mais difícil que seja, fica aquela dica: se você também é uma vítima desse problema, não se deixe abater. Não tenha medo e avise seus pais e os responsáveis de sua escola.

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