Diga não ao bullying

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23
05/2011

"Mesmo com o fim das agressões, eu não consigo superar o trauma"

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Andressa Fernandes, em 23/05/2011 às 15:30

A leitora M. Y., de 12 anos, mandou seu depoimento pra gente pois estava se sentindo cada vez mais angustiada com os problemas que passou na escola. Mesmo tendo conseguido fazer as agressões pararem, ela continua se sentindo mal.

“Eu sempre sofri bullying, tanto que eu já tive que trocar de escola cinco vezes, mas é na minha escola atual que eu sofri as piores agressões. As pessoas da minha sala me xingam, me ameaçam, fazem montagens com as minhas fotos e espalham mentiras a meu respeito. A situação é tão grave que eles até fizeram um abaixo assinado para provar que eu era a menina mais feia da escola. Tinha problemas em contar para os meus pais, pois me sentia muito constrangida com essa situação. Mas tomei coragem e contei para eles. Eles foram até o meu colégio e contaram toda a situação para a direção. A diretora fez com que as meninas que começaram com as agressões me pedirem desculpa. Mas, mesmo com o fim das agressões, não consigo superar e choro muito.”

Casos como o da M. são uma prova de como as agressões podem a magoar a vítima do bullying, mesmo que parem. “As marcas do bullying ficam impregnadas na pessoa, o que pode atrapalhar a sua formação.  Os adolescentes, nessa idade, estão saindo do mundo familiar para se identificar com outros jovens da mesma idade. Quando eles não encontram esse apoio, podem se sentir marcados ou excluídos.”, disse a psicóloga Elizabeth dos Santos Souza. Para superar, é importante contar com o apoio dos pais, e não ter vergonha de se abrir com os verdadeiros amigos.

Você passa por uma situação dessas? Não fiquei calado. Conte o problema para os seus pais e as autoridades de seu colégio e ajude a acabar com o bullying!

26
04/2011

"Mudei de escola, mas as marcas do bullying ainda não sumiram"

Categorias: bullying, Com os famosos, Depoimentos, Nas escolas - Por Rafaela Polo, em 26/04/2011 às 14:52

A leitora C. L, de 15 anos, mandou seu depoimento para gente contando seus problemas. As agressões com ela foram tão graves que, além de largar a escola, ela teve que começar a ter acompanhamento psicológico.

“As pessoas costumam me zoar desde pequena e nessa época eu nem me importava, mas percebi que com o passar dos anos, as zoações frequentes começaram a influenciar e atrapalhar a minha convivência com meus colegas. Eu cheguei a entrar em depressão, pois não conseguia mais me relacionar com as pessoas. Os garotos do colégio não olhavam para mim e só me atacavam, me chamavam de gorda, nojenta, até de diabo já me chamaram. A gota d´água foi quando uma colega levou um cano de PVC na escola só para me agredir. Eu consegui escapar da agressão e fui contar para a diretora sobre o problema. Ela não tomou nenhuma atitude a respeito e ainda me acusou de estar mentindo por querer ser a “queridinha” de todos. Eu mudei de escola, mas as marcas do bullying ainda não sumiram. Hoje faço tratamento para lidar com o problema.”

Para a psicóloga Célia Mello, mudar de escola é uma última saída. “Cada caso é um caso, já que existem adolescentes que conseguem se defender sozinhos, sem a ajuda dos pais ou da coordenação da escola. Mas acredito que a troca do colégio seja uma medida extrema a ser tomada. Essa menina já faz tratamento, o que pode ajudá-la a superar esse problema, mas esse trauma pode se tornar parte da personalidade dessa pessoa.”, explica.

Ou seja, mudar de escola até pode ser uma solução, mas nem sempre resolverá os problemas deixados pelo bullying.

Entre as celebridades…
Esta semana o assunto bullying ganhou novamente destaque nas notícias depois que boatos sobre esse tipo de agressão começaram a  cercar a vida da atriz Emma Watson.

Tudo começou porque ela está deixando a faculdade que cursa, a Brown, por outra instituição ainda não divulgada. O anúncio fez com que as pessoas começassem a especular que a saída da universidade seria resultado de possíveis agressões que a atriz estava sofrendo no ambiente universitário.

Segundo o assessor de Emma, toda essa especulação é uma grande mentira. “Emma aproveitou muito o tempo que ficou na Brown e fez amigos, com os quais ela ainda mantém contanto. Essa história de bullying é mentira. Ela esta mudando de universidade apenas porque quer ingressar em um novo curso”, disse o assessor em entrevista ao site E!.

Com a atriz, as agressões podem não ter passado de um boato, mas o bullying não é nenhuma brincadeira!

Tem alguma história para contar? Desabafa com a gente!

25
04/2011

"Participei de uma campanha contra o bullying no colégio"

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Rafaela Polo, em 25/04/2011 às 16:56

 

Nem tudo em relação do bullying é tragédia ou histórias tristes. A leitora P. P., 15 anos, de Fortaleza (CE), mandou sua história contando como um trabalho de sala de aula serviu para conscientizar várias pessoas sobre o problema.

“Eu faço parte de uma campanha contra o bullying. Tudo começou na minha escola, no ano passado, durante um trabalho de marketing sobre violência.  Meu grupo escolheu o tema bullying para discutir com o seguinte slogan: ‘Bullying: A palavra que deixa marcas‘. Nós nos dedicamos muito, pois não víamos aquilo como apenas um trabalho, era uma campanha que queríamos que continuasse. Falamos com pessoas que sofreram bullying, entregamos folhetos na rua, criamos camisetas, bottons, cartazes e vídeos para que as pessoas conhecessem o assunto.  Isso funcionou de um jeito que as pessoas que praticavam bullying, algumas até mesmo sem saber, se uniram a nós no movimento.”

A psicóloga Patrícia Zugaib falou sobre como é importante o envolvimento dos adolescentes no combate ao bullying. “Na medida em que todos se conscientizam que não deve haver preconceitos, que não há necessidade de humilhar as pessoas e que ninguém é melhor do que ninguém, eles começam a se colocar na posição daquele que sofre o bullying. Essa atitude é muito importante, pois é um passo para começar a diminuir o problema.”, contou.

Tem alguma história sobre bullying para contar? Desabafe com a gente!

14
04/2011

"Descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento só para me zoar"

Categorias: bullying, cyberbulling, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho, em 14/04/2011 às 17:07

A leitora P., de 15 anos, mandou seu depoimento pra gente e contou que, mesmo sofrendo com as agressões do bullying, o negócio é enfrentar o problema.

“O meu caso se trata de um cyberbullying. Havia um grupo de alunos na minha sala que não gostavam de mim, e foi aí que tudo começou. No começo eles provocavam na minha frente, mas eu nunca me escondi por causa disso e resolvi contar o problema aos meus pais, e, depois, para uma professora. Para resolver o caso, ela sentou comigo e com as meninas. Depois dessa conversa, as provocações na minha frente pararam, mas eu descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento, criada exclusivamente para me zoar! Quando vi, queria enfiar minha cabeça em um buraco e me esconder para sempre, mas não adiantaria nada se fizesse isso. Contei novamente para os meus pais e dessa vez eles foram ao colégio. Nós selecionamos todo o material que estava sendo veiculado na comunidade, que eram fotos minhas com chifres, nariz de palhaço e até mesmo com ameaças de morte. Não me deixei abalar por essas coisas e, ao invés de trocar de escola, apenas mudei o meu turno de estudo. A minha escola não resolveu o problema, pois as pessoas que fizeram isso comigo continuam por lá, como se nada tivesse acontecido. Mas, por causa da minha atitude, não sofri por muito tempo e não fiquei com nenhum tipo de trauma. Agora, para lidar com isso, tenho um blog e escrevo sobre bullying e outros temas. É o http://vivendoavidadeadolescente.blogspot.com/

A maioria das escolas está mesmo despreparada para lidar com o bullying e a atitude de criar um blog aparece como uma ótima solução. “As escolas estão despreparados porque consideram que a educação da afetividade é tarefa da família, e a da escola é a transmissão do conhecimento. E é mesmo tarefa da família, mas há eventos que só acontecem na escola. Eles (escola) têm que lidar com estes aspectos e tratar o aluno como um ser humano dotado de sentimentos e emoções, e não um robô. Sobre o blog, talvez ela esteja se expondo mais, mas tem o benefício de estar lidando com o problema, enfrentando o trauma. O que é muito positivo e deve ajudar.”, comentou a psicóloga Maria Isabel Leme.

Se você está sofrendo com esse problema, que tal tomar a atitude de P. como exemplo? Também vale a dica de exigir, sim, que a escola se posicione quanto ao assunto.

07
04/2011

"Enfrentei o bullying e ainda conscientizei minha escola"

Categorias: bullying, Depoimentos - Por Equipe Capricho, em 07/04/2011 às 17:30


A leitora R. S. F., 13 anos, mandou seu depoimento pra gente contanto como ela conseguiu superar o bullying e, superimportante, ainda conscientizou seu colégio sobre o assunto.

“Escola nova, pessoas novas e agressores novos. Sempre sofri bullying, mas nunca me afetou como neste ano. Tentei mostrar meu lado extrovertido e ninguém me aceitava assim. Várias vezes fui reclamar na diretoria, mas quando iam na minha sala falavam que era coisa da minha cabeça. Minha diretora até falou que eu tinha a autoestima baixa e achava que tudo girava em torno de mim. O tempo passou e o bullying continuou, até que um dia apresentei um trabalho com o tema ‘Diga Não ao Bullying na Escola’. Isso comoveu a sala e me pediram desculpas. Depois gravamos um mini filme sobre o bullying na escola e ganhamos um prêmio do TV Escola, foi uma experiência ótima e todos puderam ver o que eu passei. Acho que se não fosse meu trabalho e minha coragem de me expressar diante da classe, eu não teria mudado o que estava acontecendo.

Corajosa a atitude da R., né?!

Enfrentar o problema é um ponto positivo quando se fala de bullying. Melhor ainda, a R. achou um jeito pacífico de fazer isso.  “Isso foi positivo. Ela encontrou uma forma de evitar que isso continuasse acontecendo com ela, e, dessa forma, pode conscientizar os outros adolescentes que estavam praticando o bullying e melhorar a relação entre ela e os outros alunos. Cada caso é um caso, mas bullying pode trazer conseqüências graves. Deve-se procurar os pais e avisar o colégio para que façam um trabalho entre os alunos para evitar esse comportamento”, explica a psicóloga Daniele Marola Caurin Santana.

Que tal se inspirar na atitude da R. S. F e mostrar para seus colegas que o bullying não está com nada?!

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